Última horaManchester United pode provocar ‘terramoto’ no que diz respeito aos treinadores: eis o alvo dos red devils
Publicidade

Sub-21 – Portugal 1-3 Espanha: Passagem às meias-finais adiada para a última jornada

Nuno Couto · 4 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Cabeçalho Seleção Nacional

Segundo jogo da Seleção Nacional na Polónia a contar para o Campeonato da Europa de sub-21. Após vencer na primeira jornada a seleção sérvia por duas bolas a zero, a nossa seleção teve pela frente a poderosa equipa da Espanha, que no primeiro jogo do campeonato goleou a Macedónia por 5-0, com o principal destaque a ser dado aos três golos marcados por Asensio. Uma vitória neste jogo permitia a uma das equipas apurar-se já para as semifinais, num encontro entre duas das melhores equipas da competição, com craques de renome como os nossos já conhecidos João Cancelo, Renato Sanches e Gonçalo Guedes, e os espanhóis Bellerín, Deulofeu, Saúl Ñíguez e o próprio Asensio, entre outros.

Em Gdynia, os primeiros minutos da partida mostraram uma entrada mais forte por parte de Portugal, que foi a primeira equipa a criar perigo através de um remate de Bruno Fernandes, sem deixar a bola tocar no chão, mas por cima da baliza de Arrizabalaga. Portugal ia gerindo o jogo com alguma tranquilidade e esteve muito perto da vantagem aos 11 minutos, quando Podence rematou ao poste e fez estremecer os espanhóis. Primeiros quinze minutos com um claro sinal mais para a seleção portuguesa.

A partir daí, surgiu no jogo um equilíbrio que não se verificou no primeiro quarto de hora, como consequência de um baixar de rendimento da formação portuguesa, que concedeu mais espaços centrais aos seus opositores, permitindo a Saúl Ñíguez marcar o primeiro golo do encontro, com um remate à entrada da área que ainda sofreu um desvio em Edgar Ié mas só parou no fundo da baliza de Bruno Varela. Contrariamente ao que se previa nos primeiros momentos do jogo, foi a Espanha a colocar-se em vantagem e a colocar-se, à condição, nas semifinais do campeonato.

O equilíbrio manteve-se no que restou da primeira parte, com os espanhóis a criar a melhor oportunidade para golo, por intermédio de Bellerín, que rematou dentro de área contra Bruno Varela, isolado perante este, numa desatenção da defensiva lusa. Apesar do equilíbrio que se verificava, eram os nuestros hermanos a colocar-se ligeiramente por cima e a criar mais lances de perigo, essencialmente pelas alas e recorrendo à velocidade dos seus jogadores a atuar nessas zonas, assim como Portugal, que, ainda que com menos frequência, ia criando mais perigo através de João Cancelo e dos seus avançados mais abertos.

Saul Ñiguez abriu o marcador com uma jogada individual Fonte: UEFA
Saul Ñiguez abriu o marcador com uma jogada individual
Fonte: UEFA

Portugal chegou assim ao intervalo em desvantagem, mas deu bons sinais durante a primeira parte. Esperava-se para a segunda parte, portanto, um Portugal mais aguerrido na busca pelo golo e com mais criatividade na criação de oportunidades, de maneira a aumentar as possibilidades de garantir a presença nas meias finais do Campeonato da Europa de Sub-21 ainda hoje.

Tal como acontecera na primeira parte e como se pedia, Portugal entrou melhor no jogo após o intervalo e criou uma grande oportunidade aos 47 minutos. Bruno Fernandes recebe a bola de Podence, após recuperação de bola deste, e remata forte para defesa complicada do guardião espanhol. Portugal tinha de continuar assim… E continuou. Apenas três minutos depois, Podence recupera novamente a bola recorrendo à sua grande velocidade, chega perto da baliza e remata a centímetros do poste. Tinha jogadores na área a quem passar, mas fica na retina a excelente iniciativa do jogador do Sporting, que acreditou e roubou a bola ao defesa espanhol. O jogo estava por esta altura frenético e a Espanha também criou muito perigo. Após remate fortíssimo de Asensio dentro da área, Varela não consegue defender e é Edgar Ié a cortar a bola praticamente em cima da linha de golo. Três grandes oportunidades de golo em apenas sete minutos!

No entanto, depois destas oportunidades, não se viu muito mais até ao segundo golo espanhol, que surgiu aos 64 minutos, marcado por Sandro Ramírez, numa boa jogada desenvolvida pela direita do ataque rojo. O jogo estava agora complicado para a nossa seleção, que via desvanecer-se a possibilidade de ainda vencer o jogo e qualificar-se já para a próxima fase da competição, numa altura em que era a Espanha a dominar o jogo e a jogar a seu bel-prazer.

Apesar do domínio espanhol, 13 minutos depois do golo do 2-0 veio o momento do jogo. Bruma remata de pé esquerdo, de fora da área, sem deixar a bola tocar no chão, para fazer aquele que quase de certeza será o golo do torneio. Aconselha-se a quem não o viu que o veja, reveja e volte a rever. Não se vão arrepender. Fenomenal! Não há mais palavras para descrever este golo.

Praticamente no final do jogo, Iñaki Williams selou o resultado final em 3-1, num lance de contra-ataque que apanhou desprevenida a defesa portuguesa.

Até ao final, o resultado não mais sofreu alterações e confirmou-se assim a passagem da Espanha às semifinais do Campeonato da Europa de sub-21. Quanto a Portugal, que voltou a perder passados mais de cinco anos, resta-lhe fazer o seu trabalho e derrotar a Macedónia na próxima jornada. A próxima fase ainda está perfeitamente ao nosso alcance, mas será preciso muito mais do que o que fizemos neste jogo para lá chegar e para passá-la, recordando que o título é o nosso grande objetivo! O povo português confia nesta equipa!

Foto de Capa: Seleções de Portugal

A FIGURA:

Fonte: UEFA
Fonte: UEFA

Saúl Ñiguez – Desbloqueou o jogo com o seu primeiro golo e abalou a equipa portuguesa. Foi esse o clique para a Espanha começar a controlar o jogo e a construir a sua vitória. Além disso, criou lances de perigo e colocou várias vezes a defesa lusa em sentido. Bom jogo do espanhol.

O FORA-DE-JOGO:

Fonte: Seleções de Portugal
Fonte: Seleções de Portugal

Renato Sanches – O médio português passou completamente ao lado do jogo, fruto ou não da pobreza da sua última época. Quer ofensivamente, quer defensivamente, a sua influência no jogo foi praticamente nula e pareceu adormecido durante todo a partida, para além da quantidade de passes falhados que efetuou.

 

Nuno Couto

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

A ligação do Celtic à cidade de Lisboa e a rumaria ao Jamor (1967)

A edição 2026/27 da UEFA Europa League marca o regresso do Celtic a Portugal, em especial à cidade de Lisboa. Onde já foi feliz e conquistou o maior título do seu palmarés: a Taça dos Campeões Europeus 1966/67. O momento é ainda mais histórico quando se olha para o histórico dos bhoys no nosso país. O Celtic jogou no nosso país por 13 vezes (12 contra equipas portuguesas) e venceu por três ocasiões. Duas das mesmas foram contra equipas lusas, ao Boavista (1-0 em 2002/03) e Vitória SC (2-1 em 1998/99). Na capital foi sempre derrotado por Benfica (quatro vezes) e Sporting (duas vezes). A exceção foi mesmo no dia 25 de maio de 1967.   Perante um Portugal ainda assombrado pela ditadura do Estado Novo, mas ainda assim anfitrião da final da competição, foi no Estádio do Jamor que se presenciou uma das mais épicas finais de sempre da Taça dos Campeões Europeus. Frente a frente com o Celtic estava o Inter de Milão. O estatuto de ambos não podia ser mais diferente. Enquanto os escoceses estavam numa final da Taça dos Campeões pela primeira vez, os italianos já eram bicampeões (venceram a competição em 1964 e 1965). Tal como era a primeira vez que uma equipa britânica estava na final, em contraste com os italianos que já a tinham vencido por três vezes (AC Milan em 1963 além das duas eterno rival da mesma cidade).

Jorge Afonso · 3 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Entrada à guerreiro na Dinamarca | FC Copenhaga x Braga

Tem início esta quinta-feira (dia 15 de outubro), a sexta edição da UEFA Conference League. Sinónimo de começo da caminhada da única equipa portuguesa na competição. O Braga desloca-se à Dinamarca para defrontar o Copenhaga. Duas equipas que têm um percurso semelhante na Conference League até ao momento. Ambas tiveram acesso à mesma através da passagem de três eliminatórias, os dois emblemas venceram quatro jogos e empataram dois e procuram agora entrar na competição com uma vitória. Se Copenhaga e Braga têm ambições a fazer um percurso europeu notável, o único aspeto que separa as duas equipas a nível interno. Se uma é já uma tradicional candidata ao título no seu país, a outra ainda está um patamar atrás dos tradicionais (três) candidatos. Entrar a ganhar na Conference League é muito importante para a equipa de Carlos Vicens começar um novo ciclo de bons resultados. Ocupando atualmente o sétimo lugar na Liga Portuguesa tendo mais jogos não ganhos (quatro) do que ganhos (três) e tendo tantos golos sofridos como marcados (oito cada), é relevante para os bracarenses reverter a situação o quanto antes. Dentro da própria equipa, a situação não aparenta estabilidade total. Se é verdade que o modelo tático é o mesmo desde a época passada e as próprias opções, que são múltiplas para cada posição, têm tido utilização regular, também é verdade que Vicens ainda não repetiu totalmente um onze de um jogo para outro. De jogo para jogo, tem existido praticamente uma alteração por setor, existindo sempre alguma incerteza nas opções e são poucos os que em condições normais são considerados "titulares indiscutíveis".

Jorge Afonso · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.