Publicidade

Yerry é uma Mina de golos

Francisco Correia · 3 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Apesar de jogar num dos maiores clubes da Europa do futebol, Yerry Mina não começou este Campeonato do Mundo como titular na Colômbia. O defesa central do Barcelona só se estreou no segundo jogo dos colombianos e abriu o marcador para a primeira vitória dos cafeteros na Rússia.

Com isso e algum receio em falhar, o conjunto de José Pekerman correspondeu a todas as previsões e antevisõs e chegou aos oitavos de final. A história dos colombianos na competição começou a ser escrita com uma derrota no primeiro jogo frente a uma das sensações do torneio, o Japão, por 2-1. Todavia, com Yerry Mina alguma coisa mudou e para melhor, apesar de uma época de estreia atípica no futebol europeu.

Yerry Mina dá golos e também dança. O jogador já ensinou a coreografia aos seus seguidores nas redes sociais
Fonte: FIFA

A seleção colombiana tem quatro golos marcados e um sofrido nesta fase de grupos. Yerry Mina marcou metade, dois, em apenas dois jogos, ajudando assim os colombianos a apuraram-se pela terceira vez aos oitavos de final desta competição (1990, 2014 e 2018), sendo as últimas duas qualificações alcançadas consecutivamente. Também depois da derrota da Colômbia no jogo de estreia, esta seleção não sofreu mais golos. Mas agora, nos oitavos, vem aí a Inglaterra para um duelo que será um real teste a ambas as seleções.

Yerry Mina saltou do banco para a titularidade na seleção colombiana no segundo e terceiro jogo da fase de grupos do Mundial diante da Polónia, uma das deceções da competição. Fez ‘sentar’ o veterano Óscar Murillo, de 30 anos, que joga nos mexicanos do Pachuca, e faz dupla com Davinson Sanchéz, do Tottenham.

Este Campeonato do Mundo tem sido o das bolas paradas, no ar, e os 1,93m de Yerry Mina agradecem, seja assistido por James Rodríguez ou Juan Cuadrado. Desta forma também marcou o golo da vitória e solitário frente ao Senegal.

Mas não fica por aí, até porque os centrais não se podem fazer primordialmente de golos. Se a Colômbia não sofreu mais golos desde que Yerry Mina foi lançado, algo melhorou.

O defesa mostra ser fortíssimo nas alturas quer à frente, quer a defender. Para além de ter altura, junta uma capacidade de impulsão notável que já lhe permitiu ganhar mais de 60% dos duelos aéreos nos últimos dois jogos na Colômbia. Na saída para o ataque, os colombianos optam pela posse da bola e Mina nesse aspeto é muito seguro, com mais de 80% de passes a chegar ao sítio certo. Para o jogador, “o plano do treinador” funcionou. O que é certo é que Yerry Mina já faz parte desse plano que inicialmente não constava.

É com o que “estiver mais à mão” que Yerry Mina ganhou mais um duelo aéreo neste Mundial 2018
Fonte: FIFA

Vindo de uma família cujo pai e tio eram guarda-redes, Yerry Mina também queria jogar futebol, mas foi aconselhado por estes a escolher outra posição. Não hesitou e… temos “centralão”. Formado no clube do seu país natal, o Deportivo Pasto, chegou cedo à equipa principal com 18 anos, em 2013. No ano seguinte, já tinha despertado o interesse do Indepiendente Santa Fe, clube onde realizou mais jogos (67) e em 2015 conquistou o título nacional e a Taça Sudamericana.

Deu o salto no futebol latino indo para o Palmeiras, no Brasil, onde venceu o Brasileirão no ano seguinte. Em janeiro de 2017 chegou ao Barcelona a troco de cerca de 12 milhões de euros. Marcou golos em todos clubes que passou, exceto em Espanha, onde só jogou 377 minutos, espalhados por seis partidas, quatro destas a titular durante 90 minutos.

As exibições de Yerry Mina já lhe valeram um prémio de melhor jogador em campo neste Mundial. É um dos seis jogadores do Barcelona a receber a distinção
Fonte: FIFA

Há de facto muitas estrelas na Catalunha, em todo o terreno, mas Yerry Mina é o único defesa do Barcelona que recebeu o prémio de melhor jogador em campo neste Campeonato do Mundo. Como pode verificar na mescla de imagens acima, Messi, Suárez, Philippe Coutinho e Paulinho foram os outros a sobressair ao serviço das suas seleções.

Com isto, onde estarão Piqué e Umtiti? Temos uma aposta de futuro dos catalães a dar bons indicadores?

Foto de Capa: FIFA

Artigo revisto por: Jorge Neves

Francisco Correia

Redação Bola na Rede · ver artigos