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Bélgica – A Nova Geração de Ouro

André Eusébio · 3 min

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Foi durante o jogo de ontem, entre o Manchester United e o Sunderland, que me veio à cabeça toda a possível inspiração para o texto que vos apresento. Para quem não viu, adianto desde já que a exibição dos red devils voltou a ser desapontante. Percebe-se que David Moyes continua com grandes dificuldades para motivar os seus jogadores, que, obviamente, ainda sentem o peso da ausência de Alex Ferguson no banco de suplentes. E a história do jogo é muito simples: a incapacidade coletiva do Manchester acabou por ser compensada com o aparecimento de um menino, que revolucionou o encontro. Quando já todos pensavam que David Moyes ia sofrer um novo desaire, eis que apareceu Adnan Januzaj. Um rapaz de apenas 18 anos que anotou os 2 golos da reviravolta e consequente vitória do Manchester United.

Ao ter observado a qualidade mais do que evidente deste menino, a primeira reação que tive foi de querer saber mais sobre o seu percurso. E, coincidência ou não, poderemos estar perante mais um acrescento de qualidade para a seleção da Bélgica. Embora o jogador possa escolher representar 1 de 5 países (sim, é verdade), tudo leva a crer, segundo as últimas notícias, que deverá preferir a Bélgica à Turquia, Albânia, Sérvia ou Kosovo. E este cenário é propício para que a seleção belga se continue a afirmar como uma das maiores potências futebolísticas a nível mundial.

Para os mais desatentos, começo por relembrar que a Bélgica já está com um pé no próximo Mundial’2014, tendo registado, até ao momento, 7 vitórias e 1 empate, com 15 golos marcados e apenas 2 sofridos. E esta campanha só é surpreendente para quem ainda não se deu ao trabalho de olhar para os jogadores que representam a equipa belga. Logo na baliza, há Thibaut Courtois (titular) e Simon Mignolet (suplente), que são dois dos melhores da atualidade e que têm sido determinantes para as boas campanhas dos seus clubes, nesta temporada: falo de Atlético de Madrid e Liverpool, respetivamente.

Na defesa as opções para o centro são tantas que até é absurdo enumerar tantos jogadores. Desde Kompany, que é um dos melhores na sua posição, a Verthongen, passando por Vermaelen, Van Buyten ou Alderweireld, a oferta é tanta que dará para fazer diversas combinações diferentes. Nas laterais encontro a lacuna mais débil da Bélgica, já que não há tantos jogadores de craveira internacional para o posto. Ainda assim, vários dos centrais belgas sabem jogar (bem) nesse posto.

No meio-campo resume-se muita da força da Bélgica. Quem se dá ao luxo de ter Marouane Fellaini, que recentemente foi contratado pelo Manchester United por 32, 4 milhões de euros, Axel Witsel (sentem falta dele, adeptos do Benfica?), Steven Defour ou o jovem craque de José Mourinho, Kevin de Bruyne, tem argumentos para enfrentar qualquer equipa no mundo!

Por fim, a zona de ataque. E se já estão assustados com o potencial, não leiam mais. É que agora ainda posso falar no prodígio Eden Hazard, Nacer Chadli, Dries Mertens, Moussa Dembelé ou os pontas-de-lança Benteke, Jelle Vossen, Mirallas ou Romelu Lukaku. Todos jogadores de enorme qualidade e craveira internacional.

Isto tudo serve para dizer que acredito seriamente que a Bélgica é mesmo candidata ao próximo Mundial’2014. Se calhar ainda não chamou a atenção de todos os críticos. Até por que a qualidade da seleção não é, obviamente, equivalente à dos seus clubes nacionais que têm no Anderlecht (recentemente derrotado de forma clara pelo Benfica) o seu expoente máximo. Mas a Bélgica está viva. E tem uma verdadeira geração de ouro. A fazer lembrar… a famosa equipa de Portugal no Europeu de 2000. E se ainda não captou a vossa atenção, peço-vos que vejam um ou dois jogos. A qualidade é imensa.

André Eusébio

Redação Bola na Rede · ver artigos

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