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Os 5 melhores golos do Euro 2020

Miguel Simões · 3 min

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51 jogos, 142 golos. Chegou ao fim o Euro 2020 (vencido brilhantemente pela Itália) e com particular destaque para o facto de ter sido a edição com mais golos de sempre.

Uns mais fáceis, outros mais difíceis. Uns mais previsíveis, outros completamente surpreendentes. Uns de “encostar”, outros de pura qualidade técnica. Uns em que sobressaiu a genialidade individual, outros em que o coletivo imperou na hora de visar a baliza contrária. Golos de todas as formas e feitios!

Neste artigo, selecionamos os cinco melhores golos do Euro 2020, com a certeza de que poderiam ser incluídos outros momentos de calibre semelhante.

5.


Paul Pogba (França x Suíça) – Persistência, resiliência e…sucesso. Paul Pogba já tinha tentado protagonizar um brilharete semelhante diante de Portugal, mas acabou por ser impedido por Rui Patrício. No jogo seguinte do Euro 2020, diante dos suíços, o médio francês voltou a tentar a sua sorte e aproveitou uma bola intercetada à entrada da área para marcar um dos seus melhores golos com a camisola da seleção gaulesa. Mesmo com uma receção aparentemente “inconsequente”, a verdade é que Pogba não hesitou em atirar a mais de 20 metros da baliza e colocar a bola na gaveta, sem hipóteses para o guardião Yann Sommer. Porém, a obra de arte que deu o 3-1 para a França aos 75 minutos acabou por não ser suficiente para validar a passagem aos “quartos” do Euro 2020.

4.


Lorenzo Insigne (Bélgica x Itália) – Um golo só alcance de génios. Em jogo a contar para os “quartos” do Euro 2020, diante dos belgas, Lorenzo Insigne rubricou um momento de pura classe já bem perto do intervalo, altura em que assinou o 2-0 para os italianos. O avançado de 30 anos recebeu um passe de Barella ainda antes da linha do meio-campo, fintou um oponente direto, conduziu a bola a bel-prazer durante oito segundos e, de fora da área, traduziu o excelente momento individual num golo de grande execução. O setor defensivo da Bélgica demorou a inviabilizar as hipóteses de Insigne em visar a baliza, mas isso não retira o mérito do italiano pelo que fez em toda a jogada.

3.


Mikkel Damsgaard (Inglaterra x Dinamarca) – Os livres diretos treinam-se, mesmo quando os executantes estão acima da média. Mikkel Damsgaard raramente dispõe de tais bolas paradas para criar perigo, mas já provou ao longo da curta carreira que os seus remates de longa distância dão trabalho aos guarda-redes adversários. Desta vez, não foi exceção. A quase 25 metros de distância da baliza, o jovem de 21 anos cobrou o pontapé livre de forma exemplar para delírio dos dinamarqueses, tendo sido o responsável pelo primeiro golo sofrido pela Inglaterra na competição. Não foi suficiente para a Dinamarca chegar à final do Euro 2020, mas para a História do Euro 2020 não só fica o belo percurso da equipa, como este tremendo golo com que se despediram.

2.


Cristiano Ronaldo (Hungria x Portugal) – A prova de que um grande golo não se faz só a partir de momentos individuais, mas também de jogadas coletivas. O primeiro jogo de Portugal no Euro 2020 ficou marcado por um golo que correu mundo, precisamente por todo o envolvimento coletivo que culminou no 3-0 final diante dos húngaros. Em tempo de descontos, a equipa das Quinas protagonizou uma das jogadas coletivas mais mediáticas de sempre, com 33 passes, várias tabelas e o remate final a pertencer a Cristiano Ronaldo. Apenas Rui Patrício e Raphaël Guerreiro ficaram de fora de um lance de tremenda paciência para levar o barco a bom porto, já com o vencedor do jogo encontrado. Um verdadeiro hino ao futebol.

1.


Patrik Schick (Escócia x República Checa) – Até aqui, já referimos grandes golos marcados a 20 e a 25 metros de distância. Contudo, houve um que se destacou ainda mais ao ser apontado a praticamente…50 metros da baliza. Falamos do golo inesperado de Patrik Schick, logo no primeiro jogo da República Checa na competição. Num momento em que a Escócia estava instalada no meio-campo checo à procura do empate, bastou que uma bola intercetada chegasse aos pés do avançado de 25 anos para que o fantástico remate do meio-campo tomasse o rumo da baliza, aproveitando naturalmente o adiantamento do guardião David Marshall. Apesar disso, o golo foi pleno de intenção e rapidamente entrou para um dos momentos mais marcantes da prova, batendo ainda o recorde de maior distância num Europeu.
Miguel Simões

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