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A FIGURA

Romelu Lukaku – Não foi o melhor jogador em campo, mas foi a figura da partida. Afinal, o resultado ficou em 3-0 e o nome dele está assinado debaixo de dois deles, nos únicos disparos que efecutou à baliza, tendo mesmo iniciado o lance do primeiro tento, que desbloqueou o resto do jogo.
Revelou-se sempre um poço de força, batendo-se de igual para igual com os dois centrais irlandeses, porém, revelou-se algo trapalhão em alguns momentos do jogo e perdeu algumas bolas que podiam ter sido prometedoras.
O FORA-DE-JOGO

James McCarthy – Esperava-se muito mais do jogador do Everton, sobretudo tendo em conta o que ele costuma emprestar ao jogo em termos tácticos, pois foi aí que se revelou permeável, dando alguma permeabilidade ao meio-campo irlandês, algo que nunca poderia acontecer frente a uns belgas “famintos” de vitórias.
Foi a figura crucial na perda da batalha do meio-campo na segunda-parte, e um dos que contribuiu para que a equipa “tombasse” a nível organizacional.
BÉLGICA

Com 0 pontos à partida para este encontro, a necessidade de vencer para seguir rumo aos oitavos de final era urgente. Willmots decidiu, por isso mudar. Esperando um adversário mais fechado do que a Itália, e com a expectativa de ter maior posse de bola, modificou a ala direita, colocando Meunier e Carrasco de início, tirando Ciman e Fellaini e deslocando De Bruyne para o centro, assumindo-o como organizador.
Estas mudanças sortiram efeito, porque o objectivo foi atingido, mas foi preciso esperar até ver a muralha irlandesa desabar. Os diabos vermelhos iam à procura das alas, como via principal à área irlandesa mas faltava maior robustez no ataque (Fellaini, muito criticado, terá sido “desculpado” na primeira parte) para ganhar segundas bolas, embora não escasseassem oportunidades de perigo, ainda que com algum demérito irlandês – Meunier fugiu pela direita e atirou, em trivela, ao lado, e De Bruyne soltou-se de marcação para ver o seu remate ser salvo em cima da linha de golo por um defesa irlandês.
Na segunda parte, mesmo sem se trocarem os protagonistas, tudo mudou. Na sequência de um livre que beneficiou o adversário, e em que este estava balanceado para o ataque, Lukaku ganhou a bola ainda no meio-campo belga, deu a DeBruyne, que guiou o contra-ataque e devolveu ao ponta-de-lança do Everton, e este, já situado à entrada da área, disparou para o fundo das redes. Estava feito o mais difícil. A partir daqui bastou aproveitar o espaço que a defesa irlandesa concedia quando tinha algum pendor ofensivo. Foi assim que surgiram os outros dois golos, que tiveram mais que esse denominador comum – Meunier. O lateral-direito belga fez a assistência para Witsel marcar o segundo golo e ainda recuperou a bola que deu origem ao terceiro da Bélgica, da autoria de Lukaku.
Perante as críticas, os diabos vermelhos souberam… contra-atacar.
Notas aos jogadoreS:
Courtois – 5
Meunier – 8
Alderweireld – 6
Vermaelen – 6
Vertonghen – 6
Witsel – 7
Dembele – 6
Carrasco – 6
De Bruyne – 7
Hazard – 7
Lukaku – 7
Naingollan – 6
Mertens – 5
Benteke – 4
REPÚBLICA DA IRLANDA

Revelou-se alguma falta de ambição no escalonamento inicial de de O’Neill, que deixou ficar elementos importantes (McGeady e Walters) no banco e que podiam ser úteis para explorar alguma permeabilidade defensiva belga. Não o conseguiu fazer, em nenhum momento do jogo, embora conseguisse travar o ímpeto adversário durante a primeira parte graças a um enorme voluntarismo de Hoolahanm que transformava o 4x4x1x1 num 4x5x1 sempre que a bola estava em posse alheia.
Aliás, a bola foi sempre uma espécie de íman para os jogadores irlandeses que colocavam sempre dois ou três jogadores sobre o seu portador. Isso teve efeitos benéficos durante o primeiro tempo, embora com uma ou outra falha táctica.
No segundo tempo, foi pior. Um erro deitou tudo a perder, logo aos 46 minutos. A equipa balanceou-se sem muita cautela para o ataque, deixou espaço nas costas, e os belgas não desperdiçaram. 1-0. É certo que a jogada é precedida de uma pretensa grande penalidade não assinalada a favor dos irlandeses, mas isso não pode desculpar a desorganização defensiva, que o pilar que sustentaria a esperança dos “Boys in Green” na conquista de um ponto.
A partir do golo sofrido, a história foi simples. Maior caudal ofensivo irlandês, mais espaço nas costas para os belgas explorarem. Foram encaixados mais dois golos, podiam ter sido mais.
Agora, sobra a réstia de esperança irlandesa numa Itália que se alheie do resultado (porque dele não precisa, assegurado que está o primeiro lugar) e do orgulho na última jornada, de forma a carimbar o apuramento para os oitavos.
Notas aos jogadores:
Randolph – 4
Coleman – 5
O’Shea – 4
Clark – 4
Ward – 3
Hendrick – 3
Whelan – 4
McCarthy – 3
Brady – 5
Hoolahan – 5
Long – 4
McClean – 4
McGeady – 4
Keane – 3








