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FIGURA

Andrés Iniesta. O jogador do Barcelona não deixou os créditos por mãos alheias. Numa equipa que joga quase sempre contra onze adversários atrás da linha da bola, a capacidade que Iniesta tem de criar desequilíbrios é fundamental. É ele que consegue sempre tirar um (ou dois) adversários da frente e fazer o passe de morte para os avançados. Fê-lo mais do que uma vez na partida de hoje e, já perto do final, foi ele quem descobriu Piqué no coração da grande área e lhe pôs a bola redondinha na cabeça, para dar a vitória à seleção espanhola.
FORA-DE-JOGO

Ladislav Krejci. Os atacantes que defrontam Espanha têm sempre uma tarefa difícil, mas o número 19 da República Checa passou ao lado do jogo, não se destacando nem a atacar, nem a defender (como fez Selassie do outro lado). Deixou sempre muito espaço para as subidas de Juanfran, principalmente na primeira parte, e, com a bola nos pés, só se destacou na marcação do canto para um cabeceamento perigoso de Selassie.
ESPANHA

Vitória suada, mas justa da seleção espanhola, num jogo em que, como já se viu tantas vezes, consegue encostar o adversário lá atrás, mas depois tem dificuldade em marcar golos. Esta seleção não pressiona tão alto como já a vimos fazer no passado, não conseguindo, por isso, recuperar muitas bolas no meio campo adversário. Isso faz com que tenham de atacar quase sempre contra uma equipa que tem onze jogadores atrás da linha da bola, o que é tarefa difícil mesmo para quem tem tão bons executantes.
O onze inicial foi o esperado, confirmando-se que De Gea, finalmente, conseguiu a confiança de Del Bosque e que as boas exibições de Nolito durante os jogos de preparação tiveram uma justa recompensa. Depois de uns primeiros quinze minutos em que o jogo foi repartido, Espanha assumiu o comando da partida e começou a somar ocasiões de perigo. Morata, sempre muito móvel na frente de ataque teve as primeiras duas, mas Cech defendeu ambas. David Silva deambulava por todo o campo, deixando espaço para as subidas de Juanfran e iam criando perigo pelo lado direito do ataque. No lado esquerdo, Jordi Alba e Nolito tiveram mais dificuldade em aparecer, também porque a República Checa colocou Selassie, que habitualmente é lateral, a acompanhar as subidas de Alba. Com o passar do tempo, Andrés Iniesta começou a aparecer com cada vez maior frequência no jogo e sempre pronto a causar desequilíbrios, mas havia sempre uma perna, um poste (no caso do quase auto-golo de Hubnik) ou o gigante Cech no caminho da bola.
A República Checa quase não criava perigo, exceção feita a dois lances de bola parad,a e Espanha ia crescendo mais, já com Thiago Alcântara, Aduriz e Pedro Rodríguez em campo, que substituíram Fabrègas, Morata e Nolito, respetivamente. Foi já perto do final que Iniesta (quem mais poderia ser?) fez o passe milimétrico para Piqué marcar de cabeça, colocando justiça no resultado.
Notas aos jogadores:
De Gea – 6
Juanfran – 7
Piqué – 7
Ramos – 6
Alba – 6
Busquets – 6
Fabrègas – 6
Iniesta – 8
Silva – 7
Nolito – 7
Morata – 7
Thiago – 6
Aduriz – 5
Pedro – 5
REPÚBLICA CHECA

Foi uma derrota dura, pelo facto de o golo espanhol ter chegado ao fim de 87 minutos de esforço, mas foi uma derrota justa. Não se pode dizer que a República Checa tenha defendido muito bem, dado o elevado número de situações de perigo que permitiu e também não foi capaz de causar grandes incómodos à defensiva contrária.
Apesar de, em alguns momentos, terem tentado pressionar mais alto e de, no primeiro quarto de hora, terem conseguido equilibrar o jogo, a estratégia da República Checa passava, como era previsível, por esperar pelo adversário no seu próprio meio campo, tentando depois sair em contra-ataque. No entanto, ao longo de todo o jogo, Rosicky só conseguiu conduzir dois ou três contra-ataques com relativo perigo. O primeiro deles foi já no último minuto da primeira parte e acabou com um remate de Necid à figura de De Gea.
Em construção, Plasil e Darida tinham a responsabilidade de iniciar as jogadas, mas sem grande sucesso. A alternativa a que os checos recorreram várias vezes, e que funcionou um pouco melhor, foi o passe longo para Necid, para que o ponta de lança de 1,90 m segurasse a bola. Houve também vários passes longos para Selassie que, não sendo especialmente alto, ganhou todos os duelos aéreos com Jordi Alba. Mas só mesmo de bola parada é que a República Checa conseguiu criar verdadeiro perigo. Aos 57’, num livre batido do lado direito, Hubnik desviou a bola devagar, mas obrigando De Gea a ir buscá-la perto do poste e, aos 65’, na sequência de um canto, Selassie cabeceou e Fabrègas cortou a bola quase em cima da linha de golo, quando Kaderabek se preparava para encostar.
Apesar destas incursões esporádicas no ataque, os checos passaram o jogo quase todo a defender, com boas exibições dos centrais Sivok e Hubnik e, principalmente, de Petr Cech que foi defendendo tudo o que era possível, até àquele cabeceamento de Piqué que não lhe deu qualquer hipótese. Já depois do golo sofrido, a República Checa tentou reagir e ainda criou uma boa oportunidade, com Darida a rematar para defesa de De Gea, mas era tarde demais para os checos.
Notas aos jogadores:
Cech – 7
Kaderabek – 5
Hubnik – 6
Sivok – 7
Limbersky – 5
Plasil – 6
Darida – 6
Rosicky – 5
Krejci – 4
Selassie – 7
Necid – 6
Lafata – 5
Sural – Sem tempo para se mostrar
Pavelka – Sem tempo para se mostrar










