Anterior1 de 4Próximo

Cabeçalho Futebol Internacional

É difícil, no contexto actual, haver uma grande competição sem que a maior parte dos jogadores sejam conhecidos pela maioria do público. Ainda assim, há sempre jovens que demonstram potencial e que, por actuarem em campeonatos periféricos, merecem um destaque especial antes de saltarem para os grandes palcos.

Adam Nágy

O Benfica pode ser o próximo clube do talentoso húngaro Fonte: Facebook de Nagy
O Benfica pode ser o próximo clube do talentoso húngaro
Fonte: Facebook de Nagy

É um dos jogadores mais cobiçados pelas exibições que fez na prova. O jovem húngaro, que até pode vir parar à Luz, não desperdiçou a oportunidade de se valorizar na montra de uma grande competição e vai certamente experimentar outro patamar competitivo. Na primeira e única temporada que fez ao mais alto nível, Nágy teve um papel decisivo no título do Ferencváros, assumindo-se como a maior revelação da liga nacional.

À frente da defesa, o jogador impressionou pela inteligência notável no posicionamento, que lhe permite antecipar a maioria dos lances para interceptar ou desarmar, e por uma qualidade técnica muito acima da média. O facto de ter passado pelo futsal reflecte-se no seu jogo, tendo um controlo de bola fantástico com os dois pés.

Chegar à selecção foi perfeitamente natural e Nágy conquistou de forma rápida um lugar cativo no meio campo magiar. É o chamado “jogador completo”, pela qualidade que revela em todos os momentos do jogo. Apesar do enorme potencial que apresenta, o médio do Ferencváros é bastante discreto e dispensa o protagonismo. Privilegiando sempre o colectivo, tem um perfil de decisão muito desenvolvido e percebe o que o jogo pede. É muito forte ao nível do passe (curto e médio, sobretudo) e tem capacidade de assumir acções de condução.

Podendo jogar como 6 ou 8, o talentoso húngaro seria uma aquisição de peso para o meio campo encarnado, embora não se possa falar num substituto directo de Renato Sanches. Tendo outras características e um jogo mais cerebral do que o português, não deixaria de ser um reforço que se enquadra na habitual política dos encarnados.

Anterior1 de 4Próximo

Comentários