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Os 5 selecionadores a ter em conta | Euro 2020

João Maravilha · 5 min

Foto: Carlos Silva / Bola na Rede

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Quando se olha para uma Seleção nacional tende-se a falar dos nomes individuais que dela fazem parte. No entanto, é apenas enquanto conjunto que uma equipa funciona e alcança resultados positivos. Mas se um conjunto de jogadores é importante, estes sem uma voz de comando e um líder tático, muito dificilmente se tornam algo, e é aí que aparece o selecionador nacional para criar a equipa e levá-la aos triunfos.

Um selecionador tem a dura tarefa de guiar um conjunto de jogadores, escolhidos por este, a resultados positivos, mesmo sem que treine com eles todos os dias. É uma tarefa difícil e que, por vezes, se torna ingrata por ter de apresentar resultados tão rápido, sem que consiga ter tempo para adaptar o conjunto de jogadores ao seu modelo de jogo.

Para este Euro 2020 que se avizinha, são vários os selecionadores que prometem trazer surpresas e captar atenções, mas estes cinco que se seguem são os que acredito que vale a pena ter em conta.

5.

Kasper Hjulmand – Acredito que a Dinamarca seja uma seleção que venha para surpreender neste Euro 2020. Longe de mim acreditar na sua vitória na competição, mas não é necessária essa confiança para colocar os olhos em Kasper Hjulmand e acreditar que a Dinamarca surpreenderá na maioria dos seus jogos.

É uma seleção que se vem mostrando capaz de jogar bom futebol e apresenta bons resultados, sendo que chegou aos oitavos de final do Mundial de 2018, caindo nas grandes penalidades frente à vice-campeã Croácia, e na Liga das Nações perdeu no seu grupo apenas contra a Bélgica.

Hjulmand não era o escolhido para liderar a equipa durante o Euro 2020, mas com o adiamento da competição, irá ser ele a orientar a seleção. Podem ter trocado de selecionador, mas Hjulmand já se encontrava a trabalhar na Federação Dinamarquesa de Futebol e também já foi ele a guiar a equipa na Liga das Nações, mostrando ser capaz de orientar a equipa nórdica durante o Euro 2020.

4.

Gareth Southgate – O sonho inglês em voltar a conquistar um troféu já é antigo e, durante todas as competições da UEFA ou da FIFA, o mote “it’s coming home” volta a ser ouvido pelas ruas do país. No entanto, desde 1966 que não conquistam qualquer troféu.

Em 2018, as esperanças estiveram no alto ao chegarem às meias finais do Mundial, mas acabou por não ser esse o ano da vitória.

Gareth Southgate era o timoneiro do grupo durante o Mundial e mostrou ser capaz de liderar um grupo jovem, mas com bastante talento. Para este Europeu, espera-se que a equipa esteja ainda mais organizada, conseguindo ambicionar alto e, quem sabe, conquistar pela primeira vez um Campeonato da Europa na sua história.

3.

Roberto Mancini – Acordar uma Itália que se tem vindo a mostrar adormecida não é tarefa fácil e Mancini ainda deixa dúvida entre muitos adeptos. Itália está no grupo A do Campeonato da Europa e terá pela frente as seleções da Holanda, Turquia e Suíça, sendo que qualquer uma destas pode surpreender.

A Itália surpreendeu durante a Liga das Nações e nos últimos seis jogos oficiais, a contar para a qualificação do Campeonato do Mundo e para a Liga das Nações, venceu cinco e empatou um, inclusive com a Holanda que será adversária durante o Europeu.

Esta Itália pode não contar com tantos nomes conhecidos como a seleção vencedora do Mundial de 2006, no entanto tem vindo a causar impacto pelas suas prestações e resultados, sendo muito capaz de causar alguma surpresa durante o Euro 2020, e Mancini poderá ser um elemento muito importante nesse desafio.

2.

Luis Enrique – Atual selecionador espanhol e antigo treinador do FC Barcelona, está na seleção de Espanha, enquanto selecionador, desde 2018 e o Campeonato da Europa será a segunda competição oficial em que participa, sendo que já disputou a Liga das Nações com resultados positivos, até ver.

Muitos tendem a partir sempre para comparações com a antiga seleção espanhola campeã da Europa e do Mundo. No entanto, apesar de ser uma seleção mais jovem e sem tanta representatividade do FC Barcelona e do Real Madrid CF, este último sem qualquer jogador convocado, é um conjunto de jogadores capazes de fazer grandes prestações e de surpreender muitos que não colocam expetativas nesta Seleção.

Luis Enrique é um treinador com resultados já apresentados, tendo pelo menos uma Liga dos Campeões conquistada ao serviço da equipa catalã, e criam-se várias esperanças no seu trajeto enquanto selecionador espanhol. Cabe agora esperar para ver se são cumpridas ainda neste Campeonato da Europa.

1.

Fernando Santos – O selecionador nacional de Portugal conquistou os dois únicos troféus da Seleção nacional e tem agora a possibilidade de revalidar o título de campeão da Europa. É no engenheiro Fernando Santos que se concentram as atenções e se espera que a promessa, como a de 2016, seja cumprida: de voltar a Portugal só no dia após a final.

Fernando Santos nunca foi unânime entre os adeptos e nunca foi o mais elogiado, mesmo depois de conquistar o Euro 2016 e a Liga das Nações. Claro que o seu futebol não é o mais atrativo e em 2016 o povo português sofreu a ver tantos jogos serem decididos nos minutos finais ou pela margem mínima. No entanto, o que conta são os resultados e que, no final, Portugal trouxe a primeira taça a nível sénior para o país.

Fernando Santos é o atual selecionador campeão da Europa, logo será nele que estarão centradas as atenções para ver se consegue revalidar o título ou se caiem por terra as aspirações, algo que esperamos que não aconteça.

Artigo revisto por Joana Mendes

João Maravilha

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