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País de Gales 0-4 Dinamarca: Dolberg deu o mote, Braithwaite fechou as contas

Francisco Moreira e Silva · 4 min

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A CRÓNICA: PAÍS DE GALES ENTROU MELHOR, DINAMARCA REAGIU E VENCEU

No primeiro jogo de “mata-mata” deste Europeu defrontaram-se, em Amesterdão, País de Gales e Dinamarca, em busca da qualificação para os quartos de final da competição.

Num jogo que se previa muito equilibrado, a seleção do País de Gales entrou mais pressionante e a mostrar mais vontade de ir em busca do golo e, através de passes entre linhas, Gareth Bale e Daniel James foram-se virando e criando perigo à baliza defendida por Kasper Schmeichel.

Porém, à passagem do minuto 27 e contra a corrente do jogo, um “golaço” de Kasper Dolberg à entrada da área, depois de uma triangulação com Damsgaard, coloca a seleção dinamarquesa na frente do marcador. A partir desse mesmo golo, o paradigma do jogo mudou, com os galeses muito intranquilos com a bola nos pés e na definição dos momentos de pressão e os nórdicos a ganharem confiança com a vantagem no marcador e a aproveitarem para ganharem metros no terreno e criarem perigo à equipa contrária.

A segunda parte não podia ter começado melhor para a Dinamarca, pois logo aos três minutos de jogo ampliou a vantagem no marcador, novamente por Kasper Dolberg. Ataque rápido pela direita do ataque dinamarquês, cruzamento de Braithwaite que é cortado incompletamente por Neco Williams e chega aos pés de Dolberg que na cara de Danny Ward não vacila e faz o 2-0. Após o golo da tranquilidade, a Dinamarca foi gerindo o jogo e não deixou o adversário criar perigo, mantendo a bola longe da sua baliza, grande parte do tempo com muita qualidade na circulação da bola.

À passagem do minuto 88 volta a Dinamarca a marcar: contra-ataque mortífero da seleção nórdica que acaba com um grande passe de Mathias Jensen para Joakim Maehle que finta o adversário e culmina uma grande exibição com um grande golo de pé esquerdo. O terceiro golo dinamarquês enfureceu os galeses, que acabaram reduzidos a dez unidades depois de uma entrada muito agressiva de Harry Wilson sobre o autor do terceiro golo.

Para fechar as contas, Martin Braithwaite também deixa o seu nome na lista dos marcadores, depois de um grande passe de Cornelius, a deixar o avançado do FC Barcelona solto de marcação, que marca de pé esquerdo.

A Dinamarca encontra agora no próximo sábado, 3 de julho, o vencedor do encontro entre os Países Baixos e a República Checa.

 

A FIGURA

Kasper Dolberg – Tinha apenas trinta minutos neste Europeu, não era apontado à titularidade e acabou por entrar no onze devido à lesão de Youssuf Yurari Poulsen. Confirmou a aposta de Hjulmand com dois golos e uma excelente exibição. Forte a jogar de costas para a baliza e a devolver em apoio, rápido no ataque à profundidade e muita qualidade técnica. Faz um belíssimo golo, que inaugura o marcador, e ajuda assim à qualificação da Dinamarca para os “quartos”.

 

O FORA DE JOGO

Aaron Ramsey – Uma das figuras desta seleção galesa, neste jogo teve uns furos abaixo do que nos habituou a ver tanto na Juventus FC (e anteriormente no Arsenal FC) como nesta seleção. A jogar como médio mais ofensivo foi incapaz de ter a bola e escondeu-se muito do jogo. Foi o jogador que mais correu dentro do campo, mas é sempre mais importante correr bem do que correr muito. Desiludiu.

 

ANÁLISE TÁTICA – PAÍS DE GALES

A equipa galesa voltou ao 4-2-3-1, com Ramsey à frente da dupla de médios mais defensivos, depois de no último jogo ter utilizado uma linha de cinco defesas, frente à Itália. Mudando a estratégia em relação à última partida, os galeses optaram por uma pressão alta na primeira fase de construção a não deixar a Dinamarca sair a jogar. Nos primeiros vinte minutos conseguiram criar perigo entre linhas com Bale, James e Ramsey a receber e a virarem-se para o jogo, mas o ajuste dinamarquês tirou essa liberdade à formação de Gales.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Danny Ward (5)

Joe Rodon (5)

Chris Mepham (6)

Connor Roberts (5)

Ben Davies (5)

Joe Allen (6)

Joe Morrell (5)

Daniel James (6)

Aaron Ramsey (5)

Gareth Bale (6)

Kieffer Moore (5)

SUBS UTILIZADOS

Neco Williams (4)

Harry Wilson (3)

Tyler Roberts (5)

David Brooks (4)

 

ANÁLISE TÁTICA – DINAMARCA

Iniciou o jogo num 3-4-3, que por vezes variou para um 3-5-2 com Damsgaard a receber a bola mais dentro, libertando Braithwaite e Dolberg mais em profundidade. Com o jogo a não correr de feição, por volta do minuto vinte, Kasper Hjulmand alterou para um 4-3-3, passando Christensen de defesa central para o centro do terreno, retirando assim as referências de pressão à equipa galesa. Procurou muito os laterais e deu resultado.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Kasper Schmeichel (7)

Jannik Vestergaard (7)

Simon Kjaer (6)

Andreas Christensen (7)

Jens Stryger Larsen (6)

Joakim Maehle (8)

Thomas Delaney (6)

Pierre-Emile Hojbjerg (7)

Mikkel Damsgard (8)

Martin Braithwaite (8)

Kasper Dolberg (9)

SUBS UTILIZADOS

Christian Noorgard (6)

Mathias Jensen (7)

Andreas Cornelius (7)

Joachim Andersen (5)

Nicolai Boilesen (5)

 

Rescaldo de opinião de Francisco Silva

Francisco Moreira e Silva

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