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República Checa 0-1 Inglaterra: O “Leão” é o rei do Grupo D

Diogo Lagos Reis · 3 min

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A CRÓNICA: PRIMEIRA PARTE UMA INGLATERRA DOMINADORA, SEGUNDA PARTE CONTROLADORA

Hoje é o dia das contas finais do Grupo D e ambas as seleções disputam o primeiro lugar. Aos checos, basta o empate – fruto da sua belíssima campanha no Europeu até ao momento. Já os “Três Leões” necessitam da vitória para se afirmarem como os Reis (não da selva), mas sim do Grupo D. Quem sairá líder?

A Inglaterra entrou em campo muito melhor, deixando bem claro que não iria facilitar. Um minuto passado, uma bola no poste. Através de um passe magistral de Luke Shaw, Sterling fica isolado e ameaça seriamente a baliza de Vaclik. O aviso estava entregue e cerca de dez minutos depois, Sterling completa a missão depois de um passe teleguiado do seu cúmplice Jack Grealish. A Inglaterra adiantava-se assim no marcador (1-0). Ainda no primeiro tempo, os checos dispuseram de alguns momentos de perigo com alguma personalidade, porém sem qualquer efeito.

Na segunda parte, a soberana Inglaterra passa a controladora. Baixa as linhas , apresenta um bloco médio-baixo e joga em transições rápidas na profundidade, isto porque está na frente do marcador. A intensidade fogosa dos primeiros 45 minutos congelar-se-ia no segundo tempo. A partida acalmou e constatava-se um “equilíbrio controlado”, sem grandes sobressaltos.

A quatro minutos do fim, Jordan Henderson marcaria o seu primeiro golo com a camisola dos “Três Leões”, porém foi anulado. Termina assim a última jornada do Grupo D com a liderança da Inglaterra.

 

A FIGURA


Entrada eletrizante da Inglaterra – Num jogo maioritariamente dominado pela seleção inglesa, considero que a sua entrada abrasadora tenha influenciado muitíssimo o resultado final do jogo. Desde muito cedo, transpareceram uma equipa motivada com vontade de vencer e rapidamente marcaram o único golo da partida que colocaria a Inglaterra no topo do Grupo D.

O FORA DE JOGO


Dificuldades na definição – Na minha opinião, não houve um jogador checo que se destacasse de tal forma pela negativa e por isso, seria injusto escolher um. Considero que são uma equipa forte coletivamente, mas pecaram na hora da verdade, na hora da definição. Podiam ter conseguido o primeiro lugar do grupo com um empate, mas ainda assim alcançaram os oitavos de final.

 

ANÁLISE TÁTICA – REPÚBLICA CHECA

Com o objetivo de selar a primeira posição do grupo, a República Checa encerra a última jornada com um 4-2-3-1, frente à Inglaterra. Os checos apresentam um coletivo muito forte, com destaque no jogo interior de Soucek e Holes. No panorama ofensivo, protagonizaram algumas oportunidades de golo, todavia pecaram na definição e no critério. Patrick Schick, um dos jogadores-revelação do Euro, foi o homem da frente da República Checa, mas nada conseguiu fazer.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Tomas Vaclik (7)

Jan Boril (5)

Tomas Kalas (6)

Ondrej Celustka (6)

Vladimír Coufal (7)

Tomás Soucek (7)

Tomás Holes (7)

Jakub Jankto (6)

Vladimír Darida (6)

Lukás Masopust (6)

Patrik Schick (6)

SUBS UTILIZADOS

Petr Sevcík (6)

Alex Král (5)

Matej Vydra (6)

Adam Hlozek (6)

Tomás Pekhart (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – INGLATERRA

Tal como a República Checa, Gareth Southgate apostou no esquema tático 4-2-3-1. No onze inicial, as maiores surpresas foram Jack Grealish, Bukayo Saka e Harry Maguire – todos eles titulares pela primeira vez neste Campeonato da Europa. No meio campo inglês, é utilizado uma vez mais o duplo pivôt Kalvin Phillips e Declan Rice. Defensivamente, estiveram sólidos e não sofreram qualquer golo. Do ponto de vista ofensivo, verificou-se uma saída de bola, muitas vezes, em transições rápidas com Sterling e Saka nas alas.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Jordan Pickford (7)

Luke Shaw (7)

Harry Maguire (7)

John Stones (6)

Kyle Walker (7)

Declan Rice (6)

Kalvin Phillips (7)

Raheem Sterling (8)

Jack Grealish (8)

Bukayo Saka (8)

Harry Kane (6)

SUBS UTILIZADOS

Jude Bellingham (6)

Jadon Sancho (6)

Jordan Henderson (7)

Marcus Rashford (6)

Tyrone Mings (6)

Diogo Lagos Reis

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