Revista do Euro’ 2016: País de Gales

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O País de Gales deve muitíssimo ao improvável seleccionador Chris Coleman, que, após um início titubeante à frente da equipa – perdeu os seus primeiros cinco jogos (batendo, assim, um recorde negativo) –, abdicou do previsível 4-3-3, passando a apostar numa táctica em 3-4-2-1, com dois laterais de características ofensivas, dois médios de cobertura e dois números “10” móveis, capazes de confundir a marcação de qualquer sector defensivo: Gareth Bale e Aaron Ramsey.

O segredo desta selecção deve-se, essencialmente, às características fiáveis do grupo, que beneficia, depois, do acréscimo de qualidade garantido por um jogador excepcional como Gareth Bale – o seu papel preponderante não pode, jamais, ser ignorado. Coleman reuniu um lote de jogadores que lhe dá garantias e não abdica dele: a prova é a convocação de Joe Ledley, médio do Crystal Palace, fundamental na campanha de apuramento, mas que, perto do final da época, sofreu uma fractura na tíbia; o técnico leva o jogador a França e confia na sua recuperação.

A grande lacuna desta selecção é a falta de alternativas de qualidade aos titulares e, mais grave, de um ponta-de-lança habituado à alta-roda do futebol europeu – onde é que já vi isto?

João Amaral Santos
João Amaral Santoshttp://www.bolanarede.pt
O João já nasceu apaixonado por desporto. Depois, veio a escrita – onde encontra o seu lugar feliz. Embora apaixonado por futebol, a natureza tosca dos seus pés cedo o convenceu a jogar ao teclado. Ex-jogador de andebol, é jornalista desde 2002 (de jornal e rádio) e adora (tentar) contar uma boa história envolvendo os verdadeiros protagonistas. Adora viajar, literatura e cinema. E anseia pelo regresso da Académica à 1.ª divisão..                                                                                                                                                 O João não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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