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Chega a este Europeu com uma boa prestação na fase de qualificação, tendo sido apenas superada pela poderosa Espanha. Agora é sonhar. É disso que se trata.

Fonte: EPA
Selecções como a Eslováquia, em que o país não tem um grande campeonato, em que a selecção roda sempre à volta de duas ou três grandes estrelas, conquistam o direito a sonhar. A Eslováquia irá jogar mais com o coração do que com técnica, tenho a certeza disso. Os jogadores sabem que é uma oportunidade única e histórica.
Convocados (lista de 27 pré-convocados):
Guarda-redes: Matus Kozacik (Viktoria Plzen/Che), Jan Mucha (Slovan Bratislava) e Jan Novota (Rapid Viena/Aut);
Defesas: Peter Pekarik (Hertha Berlim/Ale), Milan Skriniar (Sampdoria/Ita), Martin Skrtel (Liverpool/Ing), Norbert Gyoember (Roma/Ita), Jan Durica (Lokomotiv Moscovo/Rus), Kornel Salata (Slovan Bratislava), Tomas Hubocan (Dinamo Moscow/Rus), Dusan Svento (Colónia/Ale) e Lukas Tesak (Almaty/Caz);
Médios: Viktor Pecovsky (MSK Zilina), Matus Bero (AS Trencin), Robert Mak (PAOK, Gre), Erik Sabo (PAOK, Gre), Juraj Kucka (AC Milan/Ita), Patrik Hrosovsky (Viktoria Pilsen/Che), Jan Gregus (Jablonec/Che), Stanislav Sestak (Ferencvaros/Hun), Marek Hamsik (Nápoles/Ita), Ondrej Duda (Legia Varsóvia/Pol), Miroslav Stoch (Bursaspor/Tur) e Vladimir Weiss (Al Gharafa/Qat);
Avançados: Michal Duris (Viktoria Plzen/Che), Adam Nemec (Willem II/Hol) e Adam Zrelak (Slovan Bratislava)

Fonte: The Telegraph
Desta lista saltam dois nomes à vista: Martin Skrtel e Marek Hamsik. São estes dois jogadores bem conhecidos dos grandes palcos europeus e que serão, certamente, o grande motor desta selecção.
Salta à vista, em sentido inverso, a ausência de Vittek, por lesão. Bort Vittek falha assi a primeira vez da sua selecção na fase final de um Europeu. Um momento infeliz para o avançado de 34 anos que já soma 82 internacionalizações e 23 golos ao serviço do seu país.
O Treinador:
Ján Kozák é prata da casa. Nunca treinou fora da Eslováquia e ‘lá dentro’ passou grande parte do tempo à frente do FC VSS Kosice. Clube onde conquistou os seus únicos títulos enquanto treinador.
É um adepto do 4x2x3x1 e do 4x1x4x1, tácticas que privilegiam o meio campo; já é velho o ditado “é no meio-campo que se ganham os jogos”. E é no centro do terreno que a Eslováquia tem o seu craque: Hamsik. Kozák quererá tirar o melhor do seu número 10 e jogará em função disso.

Fonte: www.teraz.sk
O seleccionador Ján Kozák acaba por ter esta qualificação para a fase final de um Europeu pelo grande trabalho que tem vindo a desenvolver e que tem aproximado a Eslováquia dos momentos decisivos. Os adeptos com toda a certeza que não pedirão mais do que dignificar o país.
O melhor jogador:
Há jogadores cujo trabalho é ser estrela. Hamsik é a estrela do Nápoles e do seu país. Pode jogar na ala, mas é no centro do terreno que mais gosto de o ver jogar. Rapidez, agilidade, qualidade de passe e o remate colocado são as principais características que fazem deste eslovaco um dos médios mais atractivos da liga italiana.

Fonte: www.vishwagujarat.com
É nos pés deste criativo que se definirá o rumo da selecção. A ele caberá o papel de liderar a equipa e de desequilibrar os jogos. É um grande jogador e esta presença da Eslováquia numa fase final de um Europeu acaba por funcionar como uma recompensa de carreira.
Jogador a seguir:
Juraj Kucka não é nenhum jovem, tem 29 anos e alinha pelo AC Milan.
É sobre ele que recai a minha escolha. Esta temporada deu o salto do Génova para Milão, e isso não acontece por acaso. Kucka não é um fora de série, mas a sua idade vale-lhe experiência e discernimento a jogar a bola com os pés. É um jogador que sobressai tacticamente e muito sóbrio na hora da decisão.

Fonte: www.rossoneriblog.com
Para Hamsik, poder ter um jogador como este nas costas a fazer a transição defesa-ataque é perfeito. Será o motor desta Eslováquia e se há coisa que temos aprendido com o futebol contemporâneo é que não há idade para vingar neste mundo. Se fizer um bom Europeu poderá aspirar a uma transferência para um clube maior ou a pertencer aos quadros de honra do AC Milan.

Até onde pode ir a seleção?
Não acredito que a Eslováquia vá longe neste Europeu. No seu grupo (Grupo B: Inglaterra, Rússia e País de Gales) é, teoricamente, a mais fraca. Mas também o era em 2010 e conseguiram alcançar a fase a eliminar. A minha previsão é que ficarão pela fase de grupos e que na melhor das hipóteses podem alcançar os quartos-de-final.
Foto de Capa: Getty Images











