
Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google
Apesar de ser uma nação histórica no futebol mundial, muito pelos méritos conseguidos pela geração de Ferenc Puskás durante os anos 50, a Hungria irá voltar a pisar os relvados de uma grande competição de selecções, algo que já não acontece desde 1986, no Mundial realizado no México.
Trinta anos depois, e longe da magia da equipa do “Major Galopante”, a turma magiar procura retomar o seu lugar na “Europa dos Grandes”. Classificada em terceiro lugar na fase de qualificação, atrás da Irlanda do Norte e Roménia, a Hungria conseguiu a qualificação nos play-offs eliminando a Noruega com um resultado agregado de 3-1 (vitória por 1-0 fora de portas e por 2-1 em Budapeste).

Fonte: SkySports
A equipa comandada por Bernd Storck, um treinador desconhecido para a grande maioria do público e que assumiu o comando há cerca de um ano após a demissão de Pál Dárdai, aterra em solo francês com a vantagem de ser uma equipa em que poucos depositam esperanças e por isso cheia de vontade de fazer uma “gracinha”.
Analisando por sectores esta equipa magiar, a sua grande força encontra-se no meio campo ofensivo. Contudo, existe uma referência defensiva que não pode ser esquecida: Gábor Király.
O guardião húngaro, que ficou conhecido em Portugal em 2004 após ter protagonizado um momento “de apanhados” com o guarda-redes português Ricardo num Boavista FC – Hertha BSC, é ainda titularíssimo da equipa nacional, onde conta já com mais de uma centena de internacionalizações.
A defesa é formada por jogadores que participam no campeonato nacional ou na Polónia. Fiola, Juházs Lang e Guzmics foram quatro dos defesas com mais minutos na fase de qualificação, apenas superados por Tamás Kádar, defesa formado no Newcastle United FC e que agora pertence aos quadros do Lech Poznan.
No meio campo, Ákos Elek tem a companhia de Lovrencsics, Stieber, Kleinheisler (herói do jogo na Noruega) e das duas maiores estrelas da companhia: o veterano Zoltán Gera e o mágico Balázs Dzsudzsák.

Fonte: www.przegladsportowy.pl
A frente de ataque tem como nomes sonantes Ádám Szalai, avançado com passagens por VfB Estugarda e Real Madrid CF e Krisztián Németh, formado em Anfield Road. Tamás Priskin também tem uma palavra a dizer no que à titularidade diz respeito, assim como Dániel Böde (melhor marcador da liga húngara). Mas a grande esperança de golos para os húngaros reside em Nemanja Nikolić. O ponta de lança marcou 36 golos ao serviço do KP Legia Varsóvia e sagrou-se campeão polaco e melhor marcador do campeonato. 
OS CONVOCADOS
Guarda-redes – Gábor Király (Haladás), Dénes Dibusz (Ferencváros) e Péter Gulácsi (RB Leipzig)
Defesas – Richárd Guzmics (Wisla), Ádám Pintér (Ferencváros), Tamás Kádár (Lech Poznan), Attila Fiola (Puskás Akadémia FC), Ádám Lang (Videoton), Mihály Korhut (Debreceni) e Roland Juházs (Videoton)
Médios – Barnabás Bese (MTK), László Kleinheisler (Werder Bremen), Gábor Nagy (Újpest), Zoltán Stieber (FC Nürnberg), Ákos Elek (Diósgyör) e Balázs Dzsudzsák (Bursaspor)
Avançados – Ádám Szalai (Hannover 96), Zoltán Gera (Ferencváros), Tamás Priskin (Slovan Bratislava), Krisztián Németh (Al-Gharafa), Dániel Böde (Ferencváros), Nemanja Nikolić (Legia Warszawa) e Gergő Lovrencsics (Lech Poznan)
O TREINADOR
O nome não é muito conhecido no mundo do futebol. Antigo defesa do Borussia Dortmund, o treinador alemão está há menos de um ano na selecção principal da Hungria, subindo da equipa sub-20 após a demissão de Pál Dárdai.
Com passagens como adjunto pelo Hertha BSC, FC Wolfsburgo, FK Partizan e Borussia Dortmund, Storck lançou-se como treinador principal no longínquo Cazaquistão, onde treinou o FC Almaty e a selecção daquele país.
Finda a aventura asiática, o técnico voltou à Europa e abraçou um projecto no Olympiacos, onde treinou os juniores da equipa grega. Foi já em 2015 que chegou ao país magiar para treinar a selecção de sub-20 no Mundial da categoria. Pouco tempo depois, assumiu a equipa A e colocou a selecção húngara na rota dos play-offs de apuramento, empatando com a Roménia e Irlanda do Norte.

Fonte: Hungary Today
Após a demitir a antiga equipa técnica, Storck convidou Andreas Möller para seu adjunto, jogador referência do Borussia Dortmund (campeão europeu pelo clube) e da selecção alemã. Menos de um mês depois, a selecção húngara venceu em Oslo com um golo de László Kleinheisler, médio do Videoton que não tinha disputado qualquer jogo oficial pelo seu clube e que foi escolha pessoal do alemão, garantindo a qualificação para o Euro 2016.
O MELHOR JOGADOR
Balázs Dzsudzsák é o melhor jogador húngaro das últimas décadas. O médio nascido em Nyírlugos e formado no Debreceni (onde foi tricampeão) sempre foi visto como um jogador criativo e com muita magia nos pés.
Saiu ainda cedo do seu país rumo à sempre apetecível Holanda e ao PSV Eindohven, onde voltaria a ser campeão no seu ano de estreia.
Após quatro temporadas em solo holandês, o médio foi seduzido pelo dinheiro do então “milionário” FK Anzhi, clube russo com um projecto desportivo assente em muitos milhões de rublos. A experiência foi bastante má e num ápice Dzsudzsák saiu rumo à capital russa e mais concretamente ao Dínamo.

Fonte: Hungary Today
Em Moscovo, o jogador foi usado com regularidade mas sem grande esplendor marcando apenas 12 golos ao longo de 4 épocas.
Já esta temporada, Balázs Dzsudzsák deixou para trás a experiência russa e partiu rumo à cidade de Bursa, na Turquia. No Bursaspor o húngaro foi companheiro de equipa de Josué (jogador agora no SC Braga) e participou em 25 jogos da equipa turca, tendo apontado 4 golos e visto um cartão vermelho.
Aos 29 anos, Dzsudzsák é a grande referência de uma Hungria longe da de Ferenc Puskás. A fé da sua nação está depositada nele e muitas das hipóteses magiares passam pelos pés do número 7 do Bursaspor e da selecção.
JOGADOR A SEGUIR
Um dos heróis da qualificação húngara para França poderá ser um dos bons destaques da prova. László Kleinheisler é, juntamente com Dzsudzsák e Nikolic, uma das grandes esperanças da nação magiar de sucesso em terras gaulesas.
O médio que marcou o golo da vitória na Noruega não tinha disputado qualquer jogo oficial na seleção ou no seu clube de então, o Videoton, onde foi formado.

Fonte: 24.hu
Após o seu brilharete nos play-offs de acesso ao Europeu, o jovem jogador continuou a escrever uma história de sonho e partiu rumo à Alemanha, aceitando a proposta do histórico Werder Bremen.
Comandado pelo ucraniano Viktor Skrypnyk, Kleinheisler disputou seis jogos na Bundesliga e um na Taça, terminando o campeonato em décimo terceiro lugar.
ATÉ ONDE PODE IR A SELECÇÃO HÚNGARA
Inserida no mesmo grupo que a portuguesa, a equipa da Hungria tem uma tarefa complicada pela frente. Com a restante companhia de Islândia e os históricos rivais austríacos, a selecção magiar parte como o grande outsider do grupo F, um dos mais fáceis neste certame francês.
À Hungria resta tenta começar em grande frente aos vizinhos austríacos e ganhar ímpeto para fazer uma gracinha neste grupo. Os jogos seguintes, frente aos islandeses e à selecção nacional serão de uma dificuldade ainda maior e um empate em ambos os jogos já seria um bom feito, principalmente frente a Portugal que ainda recentemente ganhou por 3-0 à Noruega, adversários derrotados por Balázs Dzsudzsák e companhia nos play-off.

Fonte: One Football
Falando no capitão de equipa, o médio do Bursaspor foi essencial no empate frente à Croácia no passado mês de Março, marcando o golo do empate. No passado dia 20 de Maio, a Hungria não foi além de um empate sem golos em Budapeste.
Storck terá que fazer muito trabalho de casa e mental para preparar uma “gracinha” em França, caso contrário pouco restará à equipa magiar do que disputar os três jogos da fase de grupos.
Foto de Capa: Corriere Dello Sport











