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Suécia 1-0 Eslováquia: Penálti de Forsberg dá vitória aos suecos

André Filipe Antunes · 4 min

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A CRÓNICA: OS SUECOS AUMENTARAM A VELOCIDADE NA SEGUNDA PARTE E COLHERAM OS FRUTOS

Em São Petersburgo, assistíamos ao jogo entre a Suécia e Eslováquia, a contar para o Grupo E do Campeonato da Europa. Os eslovacos vinham de uma vitória importante contra a Polónia, enquanto os suecos alcançaram um empate contra a seleção mais forte do grupo, na teoria, a Espanha. Um dado curioso, à partida para o jogo, a seleção eslovaca nunca havia vencido a Suécia.

A seleção sueca começou a partida por cima, com mais posse de bola no meio-campo da Eslováquia. Até aos 25 minutos, a Suécia detinha maior percentagem de posse de bola, mas isso não era traduzido em oportunidades. Muitos passes curtos e, quando tentavam fazer um passe mais arriscado, acabava por sair asneira. A Eslováquia estava em crescendo no jogo e acabou por dominar a fase final da primeira parte, com boa troca de bola no meio-campo sueco. Mas não passava disso. A primeira metade foi a uma velocidade, ambas as equipas em contenção e a não quererem arriscar, sem oportunidades de golo e remates escassos.

Na segunda parte, as equipas tentaram acelerar um pouco mais o jogo, de forma a criar mais chances de golo. Aos 58 minutos, Hamsik bateu um livre indireto que acabou na cabeça de Kucka, para boa defesa de Olsen, mas acabou por ser marcado fora de jogo. Logo no minuto seguinte, do outro lado, um cruzamento da direita de Larsson, direitinho para a cabeça de Ludwig Augustinsson, para uma enorme intervenção de Dubravka.

Estava mais animado o jogo. As equipas colocavam uma maior intensidade e os adeptos também sentiam isso. Alexander Isak que, na primeira parte, esteve apagado, fazia duas intervenções de relevo, com dois remates a demonstrarem as suas intenções.

A Suécia mexia na equipa, com a saída de Berg, que esteve muito aquém do que era esperado, e de Olsson, que acabou por inibir-se um pouco após o cartão amarelo da primeira parte. Entradas de Claesson e Quaison, ambos utilizados na primeira partida, como suplentes utilizados. Aos 67 minutos, um cabeceamento de Isak a sair ligeiramente por cima do travessão da baliza eslovaca. Aos 72 minutos, tentou novamente, através de uma grande incursão pela esquerda, partiu para o meio e desferiu um remate que levava fogo em direção da baliza, apenas parado pelas luvas de Dubravka.

Aos 76 minutos, Isak faz um passe a isolar Quaison, que acaba no chão derrubado por Dubravka, sendo assinalada grande penalidade. Forsberg andava desaparecido do jogo, mas assumiu a responsabilidade, que cumpriu na perfeição, com a bola a acabar no canto inferior direito da baliza eslovaca, estava desfeita a igualdade.

Até ao final, a equipa sueca procurou controlar a vantagem, sem grandes investidas no ataque. A Eslováquia ainda tentava, mas sem sempre fulgor. Duda ficou muito desamparado na segunda parte e pouco conseguiu fazer. Kolscelník foi dos mais irreverentes em campo, mas nunca conseguiu passar pela defesa da Suécia. Na parte final do jogo, a Eslováquia ainda apertou para chegar ao empate, com pontapés de canto a levarem o perigo à área sueca, mas acabaram por fracassar sempre na finalização.

Vitória que se ajusta, a Suécia passa para o primeiro lugar do grupo com quatro pontos. A irreverência de Isak foi determinante para o desfecho da partida.

 

A FIGURA

Alexander Isak – Se na primeira parte o futebolista de 21 anos, a atuar na Real Sociedad, esteve algo incapaz e sem ideias, na segunda metade foi totalmente diferente. Fez uma série de boas investidas no último terço do terreno e foi um perigo à solta para a defesa eslovaca, que teve muitas dificuldades em saber lidar com ele. Os lances mais perigosos foram dele, e o bom passe para Quaison, fez Dubravka cometer falta e conceder penálti para a Suécia.

O FORA DE JOGO

Marcus Berg – Esteve muito apagado durante todo o jogo e não procurou o espaço como o seu colega Isak. O estilo de jogo adotado pela sua equipa também não lhe favorecia e acabou por ser penalizado. Com a entrada de Quaison, a equipa ganhou outra alma.

 

ANÁLISE TÁTICA – SUÉCIA

A formação sueca alinhou num expectável 4-4-2, com Berg e Isak a serem os elementos mais adiantados no terreno. Não houve alterações no onze inicial, relativamente ao jogo passado, contra a Espanha. Forsberg na esquerda e Larsson na direita, esperavam obter mais espaço para brilhar, visto que foi uma tarefa difícil no jogo contra a seleção espanhola. Isak foi a peça chave da equipa.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Robin Olsen (6)

Mikael Lustig (6)

Victor Lindelof (6)

Marcus Danielsson (6)

Ludwig Augustinsson (6)

Sebastian Larsson(C) (6)

Albin Ekdal (6)

Kristoffer Olsson (5)

Emil Forsberg (6)

Marcus Berg (5)

Alexander Isak (7)

 SUBS UTILIZADOS

Robin Quaison (6)

Viktor Claesson (5)

Gustav Svensson (-)

Pierre Bengtsson (-)

Emil Krafth (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – ESLOVÁQUIA

Os eslovacos apresentaram-se num 4-2-3-1. Marek Hamsik a ser o homem referência desta equipa, a jogar na posição 10, atrás do homem mais adiantado, Duda. Relativamente a alterações no onze, Štefan Tarkovič, fez duas mexidas, com as entradas de Martin Koscelník e Patrik Hrosovsky na equipa inicial, substituindo Lukas Haraslin e Jakub Hromada. 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Martin Dubravka (6)

Peter Pekarik (5)

Lubomír Satka (6)

Milan Skriniar (6)

Tomás Hubocan (6)

Patrik Hrosovsky (5)

Juraj Kucka (6)

Martin Koscelník (6)

(C) Marek Hamsik (6)

Robert Mak (6)

Ondrej Duda (6)

SUBS UTILIZADOS

Lukás Haraslín (5)

Lászlo Bénes (5)

Vladimír Weiss (5)

David Hancko (-)

Michal Duris (-)

André Filipe Antunes

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