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Ucrânia 0-2 Irlanda do Norte: Apagão ucraniano desperta a alma britânica

Diogo Janeiro Oliveira · 3 min

Ucrânia 0-2 Irlanda do Norte: Apagão ucraniano desperta a alma britânica

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Cabeçalho Futebol Internacional

A FIGURA

Fonte: UEFA
Fonte: UEFA

Gareth McAuley – Foi ele o autor do primeiro golo de sempre da Irlanda do Norte em fases finais de Europeus. O central do West Bromwich, já com 36 anos, ilustrou hoje uma das páginas mais bonitas da sua carreira, correspondendo da melhor forma, com um cabeceamento certeiro, a um magnífico livre cobrado por Oliver Norwood. Além do golo, foi bastante importante na forma como anulou Seleznyov e depois Zozulya ao longo do jogo. Foi ele o comandante da defesa norte-irlandesa num jogo que fica para a história do país.

O FORA DE JOGO

Fonte: UEFA
Fonte: UEFA

Mykhailo Fomenko – O selecionador ucraniano deve ter os dias contados. Além do resultado, a exibição da equipa de Leste também foi péssima, demasiado má. Pouca mobilidade no meio campo e frente de ataque e várias desatenções defensivas marcaram o jogo de uma equipa desgarrada e sem chama. Num evento como este, a vontade de vencer e a concentração são elementos vitais, e os ucranianos não tiveram nada disso. Fomenko não foi capaz de acordar a equipa e mexeu tardiamente no jogo. Manteve o duplo pivot defensivo durante demasiado tempo e a sua equipa apenas criou algum perigo em bolas paradas e remates de fora da área, manifestamente pouco perante uma equipa como a Irlanda do Norte.

UCRÂNIA

Como já referi, esta Ucrânia foi uma desilusão. Depois de uma derrota “normal” perante a Alemanha, esperava-se que os ucranianos confirmassem o favoritismo frente à Irlanda do Norte. Contudo, o que aconteceu não foi isso. Fomenko optou por deixar Zozulya no banco, colocando Seleznyov como referência ofensiva. Contudo, os ucranianos apenas criaram perigo (pouco) através de bolas paradas para a cabeça do ponta de lança ou através de remates desenquadrados de fora da área.

A Ucrânia foi uma desilusão Fonte: UEFA
A Ucrânia foi uma desilusão
Fonte: UEFA

Konoplyanka foi o único elemento que tentou levar a equipa para a frente, dando alguma fantasia ao jogo, mas nunca foi devidamente acompanhado pelos seus colegas. Fomenko levou demasiado tempo a destruir o duplo pivot defensivo para adotar um estilo de jogo mais ofensivo, e não foi capaz de acordar a equipa. Yarmolenko foi quase inexistente e Kovalenko demasiado individualista e inconsequente, o que ajudou ao insucesso ucraniano.

O pior é que a inoperância não foi apenas a nível atacante. Na defesa, houve desatenções que foram fatais e, não fosse Pyatov, o resultado poderia ter sido pior para a Ucrânia que, assim, fica praticamente arredada do Europeu. Até porque na ultima jornada vai defrontar a Polónia, uma seleção que considero superior.

Notas dos jogadores:

Pyatov – 6

Fedetskiy – 5

Khacheridi – 4

Rakitskiy – 5

Shevchuk – 4

Sydorchuk – 4

Stepanenko – 4

Yarmolenko – 3

Kovalenko – 4

Konoplyanka – 5

Seleznyov – 4

Zozulya – 4

Garmash – 4

Zinchenko – 4

IRLANDA DO NORTE

A Irlanda do Norte apresentou-se, como era expectável, de forma mais defensiva e a apostar no erro do adversário. Contudo, fê-lo de forma mais adiantada e agressiva em relação àquilo que seriam as pretensões de Fomenko. Ward e Dallas, nas alas, foram muito importantes na forma de jogar dos britânicos, que estiveram sempre muito seguros atrás, com Cathcart, McAuley e Jonny Evans como protagonistas, à frente do guardião McGovern.

A Irlanda do Norte mereceu fazer a festa Fonte: UEFA
A Irlanda do Norte mereceu fazer a festa
Fonte: UEFA

No meio campo, Steven Davis foi sempre um aditivo de inteligência e clarividência, organizando da melhor forma as ofensivas à baliza de Pyatov. Os norte irlandeses aproveitaram uma bola parada, batida de forma excecional por Norwood para a cabeça de McAuley, para chegar à vantagem já na segunda metade. Depois disso, uniram ainda mais as suas linhas e bloquearam a desinspirada seleção ucraniana. Jamie Ward e Dallas, que ficaram esgotados fisicamente, deram muita intensidade ao jogo e nunca deixaram que a equipa ficasse muito recuada. Na última jogada, McGinn apontou o segundo golo, contribuindo para um dia histórico da Irlanda do Norte. Nem foi preciso entrar Will Grigg em campo…

Apesar de ter surpreendido por ter deixado de fora o avançado Kyle Lafferty, Michael O’Neill ganhou a aposta e entrou para a história do país, com a primeira vitória em fases finais de Europeus. Na última jornada, os norte irlandeses vão defrontar a Alemanha, tentando agarrar o sonho de chegar à próxima fase da competição.

Notas dos jogadores:

McGovern – 6

Hughes – 6

Cathcart – 6

McAuley – 7

Jonny Evans – 6

Corry Evans – 6

Steven Davis – 7

Norwood – 7

Jamie Ward – 6

Dallas – 6

Washington – 5

McGinn – 5

Magennis – 4

McNair – Sem tempo

Diogo Janeiro Oliveira

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