Última horaChelsea pode ter baixa importante até ao final de 2026
Publicidade

Brasil 2-0 México: samba de Willian coloca o Brasil nos quartos

João Fernandes · 3 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Mais um grande desafio dos oitavos de final do Campeonato do Mundo: frente a frente estiveram o pentacampeão mundial, o Brasil, e a seleção do México, uma das responsáveis pela saída precoce da atual campeã do mundo, a Alemanha.

Ao contrário do que era esperado, foi o México a entrar com mais perigo na partida. Com uma pressão alta sufocante e com uma velocidade de processos exímia, os mexicanos iam tomando o controlo do jogo. Nas bancadas ouviam-se olés.

A partir dos 25 minutos, o Brasil começou finalmente a confirmar o estatuto de favorito. Numa primeira ocasião, Neymar tirou o coelho da cartola e obrigou Ochoa a realizar uma grande defesa; oito minutos depois, o guarda-redes do Standard de Liège foi novamente chamado a intervir, desta feita defendendo o remate de Gabriel Jesus.

Até ao recolher aos balneários, as contas mantiveram-se equilibradas, com as duas equipas a não darem qualquer hipótese no momento de transição defensiva. A igualdade a zero era justa, e deixava um bom presságio para aquilo que viria a ser o resto do encontro.

No segundo tempo, o Brasil entrou a todo o gás, e, logo aos 48 minutos, Coutinho atirou com muito perigo, para mais uma boa intervenção de Guillermo Ochoa.

Como diz o provérbio, “água mole em pedra dura tanto bate até que fura”: numa excelente jogada de envolvimento ofensivo entre Neymar e Willian, o jogador do Chelsea encontrou espaço e fez o que queria da defesa tricolor, facilitando a vida a Neymar, que só teve de encostar. Estava feito o 1-0 no Estádio de Samara, aos 51 minutos de jogo.

O show de Willian parecia ter começado. Por mais do que uma vez, o jogador canarinho, muito forte no um para um, ia deixando jogadores mexicanos para trás, com o seu brilhantismo. No entanto, o “muro” Ochoa estava lá, e, à semelhança do jogo entre as duas seleções no Mundial de 2014, ia sendo um dos protagonistas do encontro.

Ochoa foi mais uma vez um dos protagonistas da seleção do México
Fonte: FMF

Numa altura em que o jogo se encaminhava para acabar sem mais golos, Neymar, com um remate transformado em passe pelo pé de Ochoa, descobriu o recém-entrado Firmino, que com a baliza à sua mercê não vacilou. O “escrete” fazia o segundo na partida aos 88 minutos.

Após a queda prematura de seleções como a Alemanha, Portugal, Argentina e Espanha, o Brasil efetuou uma exibição de gala na segunda parte, e alcançou assim os quartos de final da competição, onde irá encontrar a Bélgica ou o Japão. Com Neymar de volta à sua melhor forma, a seleção canarinha tem agora tudo para conquistar o hexacampeonato, pelo qual o povo brasileiro tanto anseia.

ONZES INICIAIS:

Brasil: Alisson, Fagner, Thiago Silva, Miranda, Filipe Luis; Casemiro, Paulinho (Fernandinho 80’), Coutinho (Firmino 86’); Willian (Marquinhos 90+1’), Neymar, Gabriel Jesus.

México: Ochoa, Edson Alvarez (Jonathan dos Santos 55’), Ayala, Salcedo, Gallardo; Rafa Márquez (Layún 46’), Hector Herrera, Andrés Guardado; Carlos Vela, Lozano, Chicharito (Raúl Jiménez 60’).

A FIGURA

Fonte: CBF

Willian – Os dois jogadores da imagem fizeram a cabeça em água aos mexicanos, mas o grande destaque tem mesmo de ir para Willian. Após uma fase de grupos em que andou bastante apagado, o extremo de 29 anos finalmente apareceu ao mais alto nível, e encheu o campo com o seu “samba”. Esteve na origem do golo de Neymar e ainda deu muito trabalho a Ochoa. O Mundial de Willian promete!

FORA DE JOGO

Fonte: FIFA

Juan Carlos Osorio – Após uma excelente exibição na primeira parte, a seleção tricolor fez muito pouco no segundo tempo para chegar à vitória. Juan Osorio não foi inteligente nas alterações que fez, ao mexer na equipa demasiado cedo, e sem causar o efeito pretendido no jogo. Não se percebe também a aposta contínua em Herrera na posição ‘6’, quando o jogador do Porto podia ser fundamental em zonas mais avançadas no terreno. A vitória frente à Alemanha na primeira jornada perde assim algum valor, face àquilo que foi a campanha do México.

 

Foto de Capa: FMF

João Fernandes

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Quando a bancada tenta jogar: uma reflexão de João Carlos Gameiro, coordenador técnico da Academica Sporting Aurélio Pereira

Passar uma manhã de sábado à beira de um campo de futebol devia ser um exercício simples: ver os miúdos crescerem. O desporto na infância é, ou devia ser, o espaço por excelência para aprender a falhar, a cair, a levantar-se e a decidir sozinho, em frações de segundo. No entanto, quem anda pelos campos de norte a sul do país, sabe que a realidade é outra. O ruído que vem de fora não é de incentivo, é um bombardeamento constante de ordens diretas: "Passa!", "Chuta!", "Dribla!". Esta obsessão cega pelo resultado imediato, disfarçada de apoio paternal, está a matar o que o jogo tem de mais sagrado: a autonomia de quem joga.  Na cabeça do pai que grita, aquela instrução é uma ajuda preciosa. Ele está genuinamente convencido disso. Mas quem está lá dentro percebe o bloqueio imediato que o berro provoca. O jogo é demasiado rápido. No instante em que o miúdo recebe a bola e tenta ler o espaço, se ouve a ordem do pai para mudar o que ia fazer, a jogada já morreu. O prejuízo imediato é a perda da bola, mas o verdadeiro estrago é o que fica para o futuro. Quando a solução vem sempre mastigada de fora, a criança deixa de pensar o jogo; passa apenas a executar ordens. 

João Carlos Gameiro · 4 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.