Egito 0-1 Uruguai: Gimenez resgata três pontos dados como perdidos

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Cuper, técnico que lidera o Egito, apostou num 4-2-3-1. Não pôde contar com o nome mais sonante da nação, e lançou El Shenawy; Fathy, Gabr, Hegazy, Abdel-Shafi; Hamed e Elneny; Warda, Said e Trezeguet; Mohsen na frente. Já Tabarez, deixou os nossos conhecidos Coates e Maxi no banco de suplentes, tendo colocado em campo, num plano tático 4-4-2: Muslera; Caceres, Godin, Gimenez e Varela; De Arrascaeta Giorgian, Bentancur, Vecino e Nandez; e a dupla Cavani e Suarez bem destacada no ataque. 

A primeira parte do jogo foi dividida. Ambos os conjuntos se mostraram coesos entre si e não arriscaram muito. Uma primeira parte clássica. Se o Uruguai assumiu a posse de bola, o Egito vigiou bem a circulação da mesma. Assistiu-se a uma pressão alta e constante por parte dos africanos. O Uruguai foi bem mais perigoso, e apesar de efetuar bons cruzamentos, todos eles chegaram às mãos do guarda redes. 

Luis Suarez, ponta de lança conhecido por ser letal, não foi capaz de concretizar as duas boas oportunidades que dispôs uma delas claramente flagrante. Do outro lado, El Neny foi o elemento mais importante do esquema egípcio, já que como médio centro liderava a construção de jogo, e preenchia o espaço médio do terreno. Uma primeira parte repartida, mas se alguém chegou mais perto do golo foram os sul americanos.

Salah ainda não se encontra a 100%, como era esperado
Fonte: FIFA

Para a segunda parte, é o Uruguai a entrar com tudo, e outra chance desperdiçada por Suarez. Mérito para o guarda redes, que se saiu bem à bola e fez uma boa mancha. O jogo seguiu igual à primeira parte: Uruguai com mais bola, Egito mais atrás da linha da bola, mas com tentativas para sair a jogar. 

Aos 65 minutos, já se registavam duas substituições: a primeira, aos 50’, foi forçada, já que Hamed se apresentava queixoso, e Morsy entrou para o seu lugar. Tabarez quis refrescar a equipa, e incutindo mais experiência, colocou “Cebola” Rodriguez e Carlos Sanchez em campo. 

Aos 72’ oportunidade para cada lado: primeiro, o 7 dos africanos disparou forte da direita, Muslera segurou; e no contra ataque seguinte, novamente Suarez a não conseguir ultrapassar o guarda redes, El Shenawy, no um contra um… Má exibição do avançado do Barcelona…

Warda, um dos melhores em campo, sai aos 82’, e vê do banco uma excelente parada do seu guarda redes ao remate de Cavani! Os adeptos faziam-se sentir nos últimos dez minutos de jogo. Cavani quase de livre aos 88’ a levar os três pontos! Não houve recarga, incrivelmente, e os festejos ficaram guardados para o próximo minuto. Na sequência de um livre à direita(que mais parecia um canto), à bola cruzada corresponde a cabeça de Gimenez, que vence o jogo e permite ao Uruguai somar três pontos. 

O resultado acaba por ser justo, visto o Uruguai ter tido mais chances de bola, mais intenção e mais bola. Mas tais dados também se devem ao seu favoritismo, o Egito disputou o jogo sem o seu melhor jogador, um jogador que mudaria completamente a estratégia dos egípcios.

Egito: El Shenawy; Fathy, Gabr, Hegazy, Abdel-Shafi; Hamed (Morsy 50′), Elneny; Warda (Shbi 82′), Said, Trezeguet; Mohsen (Kahraba 63′)

Uruguai: Muslera; Caceres, Godin, Gimenez e Varela; De Arrascaeta Giorgian (Cristian Rodriguez 59′), Bentancur, Vecino (Torreira 87′) e Nandez (Sanchez 58′); Cavani, Suarez

Diogo Fresco
Diogo Frescohttp://www.bolanarede.pt
Fã de um futebol que, julga, não voltará a ver, interessa-se por praticamente tudo o que envolve este desporto, dando larga preferência ao que ocorre dentro das quatro linhas. Vibra bastante com a Seleção Portuguesa de Futebol.                                                                                                                                                 O Diogo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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