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O jogo começou com uma Argentina melhor do que tinha sido nos primeiros jogos, pelo menos mais segura com a bola, a ter posse e a controlar o jogo. Mas sem nunca ameaçar, o que dava conforto aos nigerianos. Aos 14 minutos um passe teleguiado de Banega, deu ao Mundial aquilo que lhe faltava. Sim podem tirar os cartazes, Messi apareceu. Receção sublime, pontapé indefensável, golo do pequeno argentino. Finalmente! Sem que o jogo justificasse o marcador inaugurou-se. E quando já estávamos a esfregar as mãos porque afinal íamos ter jogo, eis que volta o tédio. Jogo muito divido, sem grandes ocasiões, sem espaços, sem profundidade. Maradona adormeceu, a Argentina continuava a desiludir.

Fonte: AFA Selección Argentina
O intervalo não nos trouxe nada de novo, a Nigéria faz entrar Ighalo, mas uma Argentina fraca, continua a não dar muitas hipóteses a uma Nigéria lutadora. Ou não daria até ao minuto 51, quando Mascherano agarra um adversário na grande área, sem bola, como que por pena dos nigerianos. O árbitro não hesita em apontar para a marca de grande penalidade, e Moses não perdoa. A Argentina parecia afundar.
Sampaoli mexe na equipa, faz entrar Pavón para lugar de Enzo Pérez, faz entrar um desinspirado Meza, mas a verdade é que as oportunidades que existiram nesse período eram da equipa adversária. A Nigéria esteve perto de marcar, principalmente com tentativas de meia distância, mas sem frutos. Houve ainda oportunidade para o VAR entrar em jogo, por suposta mão na bola de Rojo, dentro de área, mas o árbitro prontamente tirou à Nigéria aquela que podia ser a bola que os punha nos oitavos de final.
Até final, tivemos Sampaoli a fazer entrar Aguero, quando o jogo já o pedia há muito tempo, tivemos Higuaín a falhar um golo cantado e tivemos aos 86’, depois de boa coordenação dentro de área um Marcos Rojo a dar um sapatada na crise argentina. Uma bomba sem defesa que fez abanar o fundo das redes, o coração dos argentinos e os dedos de Maradona.
A Argentina está nos oitavos de final do Campeonato do Mundo, mas passa por debaixo da mesa. Tivesse esta Nigéria mais qualidade e frieza na hora de finalizar e estaríamos aqui a comentar a eliminação de Messi. Assim estamos a comentar a passagem, algo surpreendidos, o que não pode ser bom sinal.
Foto de capa: AFA Selección Argentina
A FIGURA:

Nigéria – A Seleção nigeriana mostrou que à falta de talento muitas vezes pode-se jogar com o coração. Sempre com garra, a disputar cada bola como se fosse a última oportunidade que têm, fez deles um digno vencido e saem de cabeça erguida. Esteve a pouco mais de quatro minutos da qualificação e isso diz muito do porquê de serem eles as figuras num jogo que até perderam.
O FORA-DE-JOGO:

Argentina – Por contraste, apesar da vitória, apesar da qualificação, a Argentina continua a desiludir. Consegue a vitória de uma forma sofrida, mas a verdade é que em muitos momentos nem parecia querê-la assim tanto. Um jogo sem ideias, sem criatividade, lento. Nada disto combina com a Seleção que a Argentina é, com os jogadores que tem. Se querem chegar longe, vai ser preciso fazer muito melhor figura. Para hoje chegou.













