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Revista do Mundial 2018 – Irão

Gonçalo Pereira · 3 min

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À 40 anos atrás, em 1978 o Irão estreava-se pela primeira vez numa fase final de um campeonato do mundo de futebol. Este ano na Rússia será a quinta presença dos Iranianos na prova da Fifa. Comandado por um velho conhecido do futebol português, o Irão tem competências mais do que suficientes para fazer um percurso interessante neste mundial.
TRIVIA

Foi em 1998 na segunda presença em fases finais de campeonatos do mundo que o Irão conseguiu a sua melhor classificação, um terceiro lugar na fase de grupos, com três pontos num grupo que tinha também os Estados Unidos, a antiga Iugoslávia que terminou em segundo e a vencedora do grupo, a Alemanha.

Nas restantes edições o Irão terminou sempre em último lugar do grupo com apenas um ponto conquistado.

– O jogador mais vezes internacional é Javad Nekounam com 151 internacionalizações.
– O melhor marcador de sempre é Ali Daei. O  avançado de 49 anos é também o melhor marcador de sempre de todas as seleções com uns incríveis 109 golos em 149 internacionalizações.

O PERCURSO

Fonte: FIFA

O Irão fez uma excelente campanha de qualificação para o mundial da Rússia terminando em primeiro lugar do grupo com 22 pontos, mais 7 que a Coreia do Sul.

Sem qualquer derrota durante o percurso o Irão em 10 partidas disputadas contabilizou 6 vitórias, e 4 empates com 10 golos marcados e 2 sofridos. Números que espelham o rosto tático desta equipa e o estilo implementado por Carlos Queiroz.

A REVELAÇÃO E A ESTRELA DA COMPANHIA

Fonte: FFIRI

O Irão de Carlos Queiroz tem se destacado pelo seu coletivo que privilegia o rigor tático e a coesão defensiva, no entanto, há um nome que salta à vista no lote que seguirá para a Rússia. Sardar Azmoun é um jovem de 23 anos que atua no Rubin Kazan, a jovem promessa iraniana joga como avançado movel no clube russo e o seu talento já lhe colocou a alcunha do Messi do Irão.

É um jovem muito completo que joga bem com ambos os pés e com o seu 1,86cm de altura faz com que o jogo aéreo seja mais uma arma do seu arsenal. Para além da componente física o avançado mostra também uma grande técnica.

Apesar da tenra idade é já o caso sério na sua seleção e seguramente tentará aproveitar ao máximo este mundial para exponenciar ainda mais o seu talento.

O TREINADOR

Fonte: AFC

Carlos Queiroz é o atual selecionador do Irão, o técnico de 65 anos lidera a “Seleção Melli” desde 2011 após ter saído do comando técnico da seleção portuguesa. À semelhança dos grandes treinadores portugueses alem fronteiras, Carlos Queiroz é um treinador mais conservador e pragmático e faz passar esse rigor tático para os seus jogadores.

QUÃO ALTO PODE SONHAR?

Fonte: AFC

É uma equipa bem trabalhada e sobretudo muito bem orientada. Apesar de estar num grupo difícil com Portugal, Espanha e ainda Marrocos, o Irão terá pela frente uma tarefa bastante complicada mas não impossível.

Será obrigatório somar três pontos frente a Marrocos que na teoria é o adversário menos badalado a par do Irão. Portugal poderá ter um papel fundamental no que toca às aspirações iranianas. Os atuais campeões europeus e o Irão defrontam-se na última jornada do grupo B e se a equipa das quinas já tiver conseguido o apuramento garantido nas partidas anteriores, o Irão poderá beneficiar com uma eventual rotatividade da equipa portuguesa e tentar somar assim pontos importantíssimos que colocarão o Irão nos oitavos de final da competição.
É um cenário teórico que depende de muitas fatores, nomeadamente da capacidade do Irão derrotar Marrocos logo na jornada inaugural.

Não será fácil pois tem nada mais nada menos que o atual campeão da Europa e a antiga campeão do mundo no grupo e para o Irão poder sonhar uma destas duas seleções terá que ficar para trás.

Foto de capa: FIFA

Gonçalo Pereira

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