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Suíça 3-0 Honduras: Shaqiri, Shaqiri, Shaqiri

João Almeida Rosa · 3 min

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O RESCALDO

A Suíça precisava da vitória frente às Honduras se queria alimentar a hipótese de seguir em frente rumo aos oitavos de final do Mundial 2014. Pela frente, uma equipa das Honduras que, embora sem qualquer ponto, ainda tinha uma remota hipótese de conseguir a mesma qualificação. No entanto, foi mesmo a equipa europeia a entrar melhor, através de um grande golo de fora da área de Xherdan Shaqiri, a inaugurar o marcador logo aos 6 minutos da partida. O jogo pôs-se a jeito da Suíça que, a partir daí, entregou as despesas às Honduras e optou por sair em transições rápidas e com menos risco.

As Honduras, embora se tratem de uma equipa limitada do ponto de vista individual (e colectivo, também), assumiram o jogo com maior percentagem de posse de bola mas quase sempre de forma inconsequente. Foi a Suíça que continuou a dispor das melhores oportunidades de golo e foi ainda na primeira parte que ampliou a vantagem para 2-0, através do mesmo Shaqiri, que beneficiou de uma transição com três passes apenas, e assistência do ponta de lança Drmic. Tudo a favor da equipa de Ottmar Hitzfeld no fim da primeira parte.

O segundo tempo trouxe pouco de diferente, excepto que a equipa hondurenha conseguiu chegar mais vezes à baliza defendida por Diego Benaglio. O ex-guarda-redes do Nacional esteve, aliás, em excelente plano com um par de intervenções que ajudaram a manter a vantagem dos suíços, que, recorde-se, lutavam também pela melhor diferença de golos possível para a eventualidade do Equador conseguir bater a França no outro jogo do grupo, hipótese que acabou por não se verificar. As Honduras tornaram-se mais perigosas sobretudo devido ao espaço que Wilson Palacios ia tendo sempre que queria e através da profundidade dada pelo lado esquerdo, que colocou muitas dificuldades a Lichtsteiner, um dos piores da equipa vencedora.

A Suiça a festejar o seu terceiro  Fonte: FIFA
A Suiça a festejar o seu terceiro
Fonte: Getty Images

O árbitro acabou por ter um erro grave no jogo, visto que Djorou cometeu um penalty claro sobre Jerry Palacios (irmão de Wilson), que daria expulsão para o central e que ficou por assinalar ainda aquando do 2-0. Pouco depois, noutra transição conduzida por Drmic, a Suíça matou o jogo com nova finalização do pé esquerdo de Shaqiri aos 71 minutos. O jogo a partir daí baixou ainda mais de ritmo, visto que o clima era adverso (o jogo foi em Manaus) e a equipa das Honduras se mostrou resignada perante o terceiro de Shaqiri. Houve tempo para mais uma ou outra situação de perigo de parte a parte mas a história estava contada. A Suíça segue em frente e terá de medir forças com a Argentina nos oitavos. Difícil tarefa essa, mister Hitzfeld…

A Figura

Xherdan Shaqiri – O jogador do Bayern Munique apontou os três golos da sua equipa e, numa posição mais central, mostrou ser uma das principais armas com que a equipa de Messi e companhia vão ter de ter cuidado. O primeiro golo é candidato a melhor do torneio.

O Fora-de-Jogo

Lichtsteiner – O lateral-direito suíço mostrou-se muito apático, pouco agressivo e, em certas alturas, até desinteressado do jogo. O maior perigo surgiu sempre através do seu corredor e ofensivamente também nunca conseguiu dar muita profundidade e apoio ao seu ataque. Vai ter de melhorar frente à armada argentina.

 

João Almeida Rosa

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