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Uruguai 2-1 Portugal: Ser melhor não chegou para Portugal

Vasco Moreira · 3 min

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Segundo jogo dos oitavos de final do Mundial de 2018 com o Uruguai a repetir o onze e a manter o losango depois de uma boa exibição frente à Rússia. Já do lado de Portugal três alterações. Gonçalo Guedes e Bernardo Silva de regresso à titularidade e Ricardo Pereira a estrear-se na competição no lugar de Cédric.

A equipa das quinas começou cedo à procura de visar a baliza adversária, mas foram os sul-americanos a festejar primeiro. Cavani virou o flanco da direita para a esquerda, Suarez dominou e tirou um cruzamento mortífero para o mesmo Cavani finalizar com um cabeceamento de grande qualidade e sem qualquer hipótese de defesa. Estava feito o 1-0.

A reação ao golo sofrido foi boa, o Uruguai jogava na expetativa e Portugal tinha mais bola, ia tentando explorar os flancos, mas sempre com alguma dificuldade em materializar a posse em oportunidades. Isto até meio da primeira parte. A partir daqui a qualidade de jogo diminui imenso e o resultado não se alterou até ao intervalo.

Início da segunda parte com mudança tática na seleção nacional. Guedes encostou na esquerda, João Mário na direita e Bernardo Silva no meio, com Ronaldo a “nove” num 4x2x3x1. Numa tentativa de dar a batuta do jogo ao jogador do Manchester City.

As alterações táticas resultaram e Portugal assumiu o controlo do jogo. Aos 54’ bom lance da seleção nacional dentro da grande área adversária a terminar com um remate de Adrien desviado para canto. Como dizia o comentador da RTP, João Pedro Mendonça, «cheirava a golo» e ele não tardou. Canto curto, bom cruzamento de Guerreiro e Pepe a restabelecer a igualdade de cabeça.

A equipa liderada por Fernando Santos passava o melhor momento do jogo, mas uma falha defensiva num pontapé de baliza do adversário deitou tudo a perder. Pepe falhou a interceção, a bola sobrou para Nandéz que passou rapidamente para Cavani e este aproveitou o desposicionamento da defensiva nacional para rematar em arco e fazer o 2-1.

A partir do 2-1, a equipa lusa voltou a assumir a partida e foram inúmeros os lances em que tentaram, mas não conseguiram alterar o resultado contra um Uruguai que, nos últimos 20 minutos, desistiu completamente de atacar.

Final da partida e sentimento claro de injustiça para com o resultado final. É verdade que não foi uma exibição perfeita por parte de Portugal, mas foi bem superior a um Uruguai que durante boa parte do jogo abdicou de atacar e apostou no “chutão”. Bernardo Silva aumentou muito o nível em relação aos jogos anteriores, tal como João Mário, só que Portugal acabou mesmo eliminado depois daquela que foi, provavelmente, a melhor exibição na competição.

ONZES INICIAIS:

Uruguai: Muslera; Cáceres, Giménez, Godín e Laxalt; Torreira, Nández (Carlos Sánchez 80’), Vecino e Bentancur (Cristian Rodríguez 66’); Cavani (Stuani 73’) e Suárez

Portugal: Rui Patrício; Ricardo Pereira, Pepe, José Fonte e Raphael Guerreiro; Bernardo Silva, William, Adrien Silva (Quaresma 66’) e João Mário (Manuel Fernandes 85’); Gonçalo Guedes (André Silva 73’) e Cristiano Ronaldo

A FIGURA

Fonte: AUF

Cavani – Tem feito um excelente mundial e hoje continuou com um nível altíssimo. Dois golos em duas finalizações de grande nível que o tornaram mais um vez completamente decisivo para a sua seleção.

O FORA DE JOGO

Fonte: FIFA

Gonçalo Guedes – Tem sido o patinho feio da seleção e, muitas vezes, de forma injusta. Hoje é o fora-de-jogo não por uma exibição péssima, mas apenas porque foi um dos que menos acrescentou ofensivamente ao jogo nacional.

Foto de Capa: FIFA

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Vasco Moreira

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