Publicidade

Copa América Centenário: O que esperar?

Paulo Sousa · 12 min

Copa América Centenário: O que esperar?

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Cabeçalho Futebol Internacional

A competição internacional mais velha do Mundo comemora 100 anos de existência. A Copa América Centenário, acontece de 3 a 26 de Junho e, pela primeira vez, é organizada por um país fora da América do Sul – os Estados Unidos.

A competição terá frente a frente 16 seleções das Américas na disputa de um troféu especial que qualquer uma das federações desejaria ter na vitrine da sua sala de troféus. A Copa América vai adotar o formato de 4 grupos de 4 equipas, com apuramento dos 2 primeiros classificados do grupo.

De antemão, o Grupo A (EUA, Colômbia, Costa Rica e Paraguai) parece ser o grupo mais equilibrado, sem um favorito declarado, na minha opinião. Embora possamos apontar para a Colômbia como a presumível equipa “mais forte” do grupo. O Grupo B, conta com um sempre favorito de qualquer competição – o Brasil e, duas equipas que em caso de derrota com o Brasil brigarão pelo 2º lugar, Equador e Peru. O inexperiente Haiti talvez seja um mero participante para o desempate, entre adversários, no saldo de golos. O Grupo C e D, parecem ser onde o estatuto e o nome das federações poderá coincidir certeiramente com os apurados para a fase a eliminar. Uruguai e México no Grupo C (não creio que Jamaica e Venezuela possam fazer frente dura) e Argentina e Chile no Grupo D (para um Panama e Bolívia bem distantes a nível de argumentos futebolísticos). Entre si discutirão o 1º e 2º classificados. Todavia, importa referir que isto são apenas palpites, prognósticos. Na prática, acredito que esta competição possa reservar algumas surpresas.

Desde a virada do Milénio, já foram realizadas 5 edições da CA e apenas 3 das 16 seleções passaram sempre à fase seguinte, ou seja, aos quartos-de-final. São elas: Brasil, Uruguai e o… Peru!

Ainda a título de curiosidade, desde 2001 a seleção que mais vezes terminou nos quatro primeiros lugares foi o Uruguai, que é o maior detentor de troféus (15). Seguido da Argentina (14), que não vence desde 1993, mas conseguiu o 2º lugar por três vezes. A fechar o top 3, destacados de todas as outras seleções, vem o Brasil com 8 troféus, sendo a equipa que mais vezes a venceu desde 2001 (2).

Neste artigo, destacarei algumas das seleções com base no seu ranking mundial, planteis, experiência ou histórico competitivo e favoritismo para chegarem nas meias-finais ou serem campeãs. Assim, antes da caracterização mais detalhada dessas seleções apostaria numa final entre Uruguai e Argentina, que o próprio formato de jogos já definido pode ocasionar. Outros candidatos a estarem presentes na final são o Chile, a Colômbia e, claro, o Brasil. Como outsiders ou equipas surpresa vou destacar o Equador e o México. Será que EUA, jogando perante seu público, e o surpreendente Peru, 3º lugar das últimas 2 edições da Copa América (CA) terão algo a dizer até às meias-finais?

Colômbia

Pouca gente sabe mas a Colômbia em 2001 foi campeã da CA sem nenhuma derrota consentida ou qualquer golo sofrido. Embora, apenas a partir desta segunda década, aos comandos do argentino José Pékerman (desde 2012), que vemos a Colômbia como uma seleção arrojada e competitiva ascendida ao 4º posto do Ranking FIFA.

Pékerman chamou para esta CA os 11 jogadores que têm sido mais utilizados durante o apuramento para a fase final do Mundial, e observem só: Falcao (Chelsea); Jackson Martinéz (Guangzhou); Teo Gutiérrez (Sporting) e Adrián Ramos (B. Dortmund) não fazem parte dessas escolhas. Parece surreal como uma seleção se dá ao luxo de dispensar quatro avançados deste nível. Mas, é certo que, além de não estarem na forma de outros tempos, a Colômbia consegue ainda convocar os experientes e não menos qualificados atacantes Carlos Bacca (AC Milan) e Dayro Moreno (Tijuana). Impressionante a quantidade de atacantes desta geração!

A selecção da Colômbia a treinar Fonte: Selección Colombia - FCFSeleccionCol
A selecção da Colômbia a treinar
Fonte: Selección Colombia – FCFSeleccionCol

Os 11 jogadores mais utilizados que acredito darem corpo ao onze base da Colômbia nesta CA são: Ospina (Arsenal); os laterais F. Fabra (Boca Juniors) e Santiago Arias (PSV); os centrais Cristián Zapata (Milan) e Jeison Murillo (Inter); médios Daniel Torres (Medellín), Carlos Sanchez (Aston Villa), James Rodriguez (R. Madrid), Juan Quadrado (Juventus) e Edwin Cardona (Monterrey); mais o atacante Carlos Bacca (AC Milan).

A Colômbia não veio para passear! Embora adversários como a Costa Rica e o Paraguai possam ser considerados traiçoeiros, acredito que a grande cartada da Colômbia poderá ser dada com uma vitória no jogo da abertura contra os anfitriões da prova. Em caso de vitória aumentará a confiança para obter o 1º lugar do Grupo A. E, no seguimento natural do papel de favorito, poderão chegar nas meias finais com Argentina/Chile ou Uruguai/México. Só prognósticos, mas acontecendo e em caso de vitória perante uma equipa destas pode colocá-los na final.

As armas da Colômbia serão: a estrela da equipa James Rodriguez que estará com frescura e disponibilidade física para demonstrar todo o seu talento, por não ter jogado muito este ano no Real Madrid e lembrando-nos do elevadíssimo desempenho no último Mundial; a intensidade e verticalidade que o futebol colombiano sempre impôs no seu estilo de jogo; e a capacidade ofensiva se Bacca, Cardona e Quadrado estiverem ao seu melhor nível. Estas três condições reunidas e acredito que a Colômbia possa superar qualquer adversário.

As fragilidades são o momento de forma que atravessa atualmente: um dos piores dos últimos tempos. Serve dizer que a Colômbia venceu apenas 4 dos últimos 10 jogos realizados, tendo 4 empates e 2 derrotas, sem conseguir vencer adversários como Argentina, Chile e Uruguai. Outras das fragilidades poderá ser o inconstante desempenho defensivo já que sofre golos em praticamente todos os jogos, embora tenha 4 dos 5 jogadores da defesa base atuando ao mais alto nível Europeu.

A Colômbia conta apenas com 8 jogadores “Europeus” dos 23 convocados, com 7 campeões Nacionais (a maior parte do Atl. Nacional) e 1 finalista Europeu. Os 11 jogadores mais utilizados não jogaram tanto quanto os de outras seleções: 24.371 minutos e uma média de 2.215 por jogador. A frescura geral da equipa, com menos minutos nas pernas, pode ser favorável!

As Figuras: James Rodriguez / Carlos Bacca / Quadrado / Cristian Zapata

As Promessas: Murillo (23) / Cardona (23) / R. Martinez (19) / M. Moreno (19)

Prognóstico Final: 2º ao 4º Lugar

 

Brasil

O Brasil é, talvez, a seleção que mais altas expectativas cria antes de se iniciar qualquer prova em que participe. A seleção sofre o maior momento de instabilidade dos últimos anos. Desde as goleadas sofridas no Mundial 2014, à fraca participação na Copa América de 2015, as escolhas do treinador Dunga têm sido altamente contestadas e o futebol da Canarinha se apresenta sem identidade.

Analisando as CA desde a virada do Milénio, o Brasil chegou sempre nos quartos-de-final mas, só por duas vezes conseguiu superá-los tendo se tornado campeão. O Brasil tem de ser ponderado como candidato ao título, mas a conjuntura atual e sabendo que o melhor jogador – Neymar – foi dispensado da competição, creio lhe retirar algum favoritismo.

Será que Dunga consegue levar a selecção brasileira ao sucesso? Fonte: CBF
Será que Dunga consegue levar a selecção brasileira ao sucesso?
Fonte: CBF

Dos 11 jogadores mais utilizados durante o apuramento para a Russia 2018, Dunga chamou 8 deles para a CA e promoveu outras alterações com jovens que jogarão pela a equipa Olímpica. Dos mais utilizados ficam de fora: Neymar (Barcelona); Ricardo Oliveira (Santos); David Luiz (PSG); e o incógnito não utilizado Thiago Silva (PSG). Os 8 que darão corpo ao onze titular são estes: Alisson (Roma); os defesas Miranda (Inter), Dani Alves (Barcelona) – embora em risco de não ir – e Filipe Luís (Atl. Madrid); os médios Luiz Gustavo (Wolfsburgo), Renato Augusto (Beijing) e Willian (Chelsea); e o atacante Douglas Costa (Bayern); A estes creio que se juntarão Marquinhos (PSG), Lucas Lima (Santos) e Hulk (Zenit) ou Jonas (Benfica).

As armas do Brasil são a sua presença no Grupo B, que aparenta ser bastante acessível para passar em 1º lugar, assimilar um padrão de jogo e aumentar os níveis de confiança da equipa. O calendário também joga a favor, pois em caso de apuramento defrontará os classificados do Grupo A, que, a meu ver, são mais fáceis que os representantes dos Grupos C e D.

As fragilidades são as debilidades e fragilidades defensivas da equipa que, no entanto, creio que os primeiros adversários – Equador, Peru e Haiti – ajudarão a mascarar. Dentro do esperado, será normal enfrentar reais dificuldades nas meias-finais. Particularmente acho que se o Dunga não jogar com meio campo criativo, que saiba ter a bola, enfrentará problemas desnecessários. Na prática, deve jogar com Lucas Lima, Philippe Coutinho e Renato Augusto. Porém, certo que vai começar a CA com o ‘escudeiro’ Luiz Gustavo, R. Augusto e talvez Casemiro ou Elias!

O Brasil conta com 15 jogadores “Europeus” dos 23 convocados, com 6 campeões Nacionais e 3 finalistas Europeus. Vem, dos últimos jogos oficiais, com 6 vitórias 2 empates e 2 derrotas. Os 11 jogadores mais utilizados já jogaram 31.184 minutos: uma média de 2.835 por jogador.

As Figuras: Dani Alves / Willian / Douglas Costa / Hulk

As Promessas: Alisson (23) / Marquinhos (21) / Gabriel Barbosa (19)

Prognóstico Final: 2º ao 4º Lugar

Equador

                O Equador tem sido a seleção sensação da América do Sul nesta época de 2015/16. Lidera junto com o Uruguai a fase de apuramento para o Mundial da Russia de 2018. As vitórias, em Outubro e Novembro de 2015, frente à Argentina fora (0-2) e ao Uruguai em casa (2-1) deram alento as aspirações de se qualificarem para o Mundial de 2018. Graças a estes desempenhos o Equador ocupa o sensacional 12º posto no Ranking da FIFA.

O Equador, desde a virada do Milénio – em 5 edições de CA – nunca conseguiu  apurar-se para os quartos-de-final da competição. Contudo, o treinador boliviano Gustavo Quinteros tem, talvez, aquela que poderá ser considerada a melhor geração de jogadores da história do Equador. Este é um homem já com uma imagem construída no país, que antes de assumir a seleção conquistou um campeonato equatoriano com o Emelec.

Conseguirá a equipa do Equador surpreender?  Fonte: FEF
Conseguirá a equipa do Equador surpreender?
Fonte: FEF

Assim, Gustavo Quinteros, dos 11 jogadores mais utilizados no apuramento para o Mundial até ao momento, convocou 9 deles, ficando de fora o Pedro Quiñónez (Emelec) e uma figura da equipa – o nosso bem conhecido – Felipe Caicedo (Espanhol) que é o melhor marcador atual. Do onze base estão convocados 9 jogadores: Alexander Dominguez (LDU Quito); Frickson Erazo (Atl. Mineiro); Juan Paredes (Watford); Gabirel Achilier (Emelec); Christian Noboa (Rostov); Antonio Valencia (Man. Utd); Jefferson Montero (Swansea); Walter Ayoví (Monterrey); Miller Bolaños (Grémio). Para o onze titular contam com o ‘Neymar Equatoriano’ Fídel Martinez (Pumas) e Enner Valencia (West Ham). Sem dúvida que não é uma equipa para subestimar, não!

Estarão presentes apenas 6 jogadores “Europeus”, mas a base será composta por jogadores que acumulam já bastante experiência tendo em conta que a média de idades ronda os 28 anos.

As armas do Equador poderão ser: o efeito surpresa ou a capacidade de se superar perante uma possível subestimação do adversário, embora acredite que todos os participantes tenham consciência das suas qualidades futebolísticas; o futebol intenso e imprevisível que poderá favorecer as suas possibilidades de se apurarem pela primeira vez para as quartas, aliando o fato de terem um quase desconhecido Haiti e um Peru muito desfalcado no Grupo B; e a defesa parece ser bastante experiente!

As fragilidades são a ausência de uma das figuras atacantes da equipa que faz a diferença na capacidade de finalização e na valência física no ataque (Felipe Caicedo). Ainda, na enventualidade de perderem o 1º jogo com o Brasil e o Peru vencer o Haiti, a forma como irão abordar mentalmente e emocionalmente o 2º jogo com o adversário direto Peru poderá ser um entrave.

A equipa não chegará muito cansada à competição, pois não acumula muitos minutos ao mais alto nível. Na soma do onze base os jogadores levam no total 18.188 minutos e uma média de 1.653 por jogador/época. Valores bem abaixo das outras equipas candidatas: pode ser uma moeda de duas faces!

Certo que o Equador ainda não venceu no ano de 2016 (2 derrotas e 1 empate) tendo até perdido no último minuto por 1-0 num amigável com os EUA (possível adversário caso se classifique para as quartas-de-final). Resultados que não devem retrair as expectativas do Equador, já que levam 6 vitórias, 1 empate e 3 derrotas nos últimos 10 jogos. Sigo animado para ver como se sairá nesta prova emblemática, sobretudo no 1º jogo com um adversário peso como o Brasil, até porque já venceram recentemente a Argentina e o Uruguai (dois crónicos candidatos ao título da CA).

As Figuras: Jefferson Montero / Fidel Martinez / Walter Ayovi / Enner Valencia

As Promessas: Juan Cazeres (24)

Prognóstico Final: 3º a 4º Lugar ou Quartas-de-final

EUA e Peru

                A caracterização destas duas seleções será feito em paralelo pois não considero que irão trazer algo de muito novo ou surpreendente a esta competição. No entanto, são merecedoras de destaque quando comparadas com outras seleções devido à tradição histórica do passado recente na Copa América – no caso do Peru – e da conjuntura desta competição que terá como público maioritário os representantes dos Estados Unidos da América.

Klinsmann e os seus jogadores querem brilhar nesta Copa América nos EUA Fonte: US Soccer
Klinsmann e os seus jogadores querem brilhar nesta Copa América nos EUA
Fonte: US Soccer

Assim, começando pelos EUA. Esta participação será a estreia da nação em 100 anos de história da CA. O selecionador alemão Jurgen Klinsmann está no comando há pouco mais que 5 anos. Desde 2011 que o futebol dos EUA vem reconhecidamente melhorando em termos de competitividade. A conquista maior do seu mandato foi a Gold Cup em 2013 e o feito, o apuramento para os oitavos-de-final do Mundial de 2014.

Os EUA encontram-se atualmente numa fase de reestruturação da equipa, embora conte com jogadores experientes e referências como Tim Howard (37), Jermaine Jones (34), Clint Dempsey (33) e Michael Bradley (28). Entre os muitos jogadores que têm sido utilizados e de acordo com a escolha dos 23 finais, chamaram 10 jogadores que atuam na Europa, maioritariamente na Alemanha. Esta competição centenária servirá como teste de desempenho para o futuro que os EUA pretendem apresentar no Mundial da Russia de 2018. Assim, jogadores “alemães” compatriotas do técnico como Fabian Johnson (B. Mönchengladbach), John Brooks (Hertha Berlin), Timmy Chandler (Eintracht), o jovem Bobby Wood (Hamburgo) e ainda a promessa Christian Pulisic (B. Dortmund) poderão ser as novas referências destes EUA renovado. Ainda mais, se juntarmos os “ingleses” Brad Guzan (Aston Villa), Geoff Cameron (Stoke) e o jovem DeAndre Yedlin (Sunderland). O melhor marcador do apuramento para o Mundial Altidore (Toronto) está fora!

Curioso para ver até onde chegarão neste Centenário. O 1.º desafio é logo a doer: Colômbia!

Relativamente ao Peru merece o meu destaque neste artigo por três motivos.

O primeiro, por que desde a CA de 2001 que têm chegado sempre aos quartos-de-final. São já cinco edições a surpreender. Nas últimas duas chegaram ao 3º lugar. Feitos incríveis quando comparamos o Peru com as maiores valências futebolísticas da América.

Em segundo, a diferença de resultados entre o desempenho desta seleção em fases de apuramento para Mundiais e as fases finais da Copa América. Dá a ideia de que o Peru é uma equipa que nasceu com mentalidade competitiva que se transcende apenas em competições de curta duração.

Uma selecção peruana renovada Fonte: Federación Peruana de Fútbol
Uma selecção peruana renovada
Fonte: Federación Peruana de Fútbol

Por último, contradizendo todas as aspirações manifestadas pelo Peru nas Copas Américas anteriores, a ausência de muitos jogadores influentes da equipa – no que têm sido os jogos de qualificação para o Mundial de 2018. O selecionador Argentino Ricardo Garega irá dar preferência aos jogadores jovens e menos conhecidos para dispustar esta competição, assumidamente, não prioritária para o Peru. Assim, praticamente uma equipa de pesos pesados de fora:  Claudio Pizarro (Werder Bremen); Juan Vargas (Bétis); Jefferson Farfán (Al Jazira); Carlos Zambrano (Eintracht); Carlos Ascues (Wolfsburgo); Luis Advíncula (Newell’s); André Carrillo (Benfica); Yordy Reina (Red Bull Salzburgo); Josepmir Ballón  e Carlos Lobatón (ambos do Sp. Cristal).

Apenas 5 jogadores dos 11 mais utilizados no apuramento para o Mundial estarão presentes nesta Copa América Centenário: o Guarda-Redes Pedro Gallese (Juan Aurich); Yoshimar Totún (Malmo); a jovem promessa Renato Tapia (Feyenoord); e as estrelas deste elenco Christian Cueva (Toluca) e Paolo Guerrero (Flamengo). Será sem dúvida uma prova de análise individual para o selecionador, que contará com as jovens promessas Beto da Silva (18, PSV), Andy Polo (21, Universitario), Cristian Benavente (22, Charleroi) e o, já referido, Renato Tapia (20, Feyenoord).

O Peru será uma caixinha de surpresas a todos os níveis!

Paulo Sousa

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Sporting

A nova fase do leão | Shakhtar Donetsk x Sporting CP 

Anunciada a saída de Rui Borges do comando do Sporting e com Paulo Fonseca de malas feitas, os verdes e brancos preparam-se para enfrentar o Shakhtar Donetsk, em solo inglês, em embate relativo à quarta jornada da Liga dos Campeões. Ainda na ressaca do primeiro desaire europeu, sofrido em Alvalade diante do LASK por 3-2, os pupilos orientados por Tiago Fernandes, treinador interino que vai constar no banco de Stamford Bridge, apontam as suas fichas ao regresso aos triunfos, numa fase em que vão entrar num ciclo completamente exigente na prova milionária, com encontros marcados com gigantes do futebol europeu.

Inês Flores · 3 min de leitura
Ler a crónica
Benfica

Depois do Halloween, apareceu um Diablito para evitar uma ida do Benfica às bruxas

Uma equipa grande também se faz naqueles jogos mais chatinhos, onde a inspiração se perde nos poros de suor e nada parece correr bem. Será algo do género que Andreas Schjelerup terá ecoado ao intervalo, quando ficou no balneário, ou quando Gianluca Prestianni, talvez já moldado pelo peso do brilhantismo, enfrentou pela frente mais uma muralha de jogadores adversários. Se no final da época for feita uma compilação dos grandes momentos do Benfica, será pouco provável ver muitos lances deste jogo, talvez apenas aquele em que o argentino com um toque de classe fez a bola passar por entre as pernas de Touaizi, perdido no meio de tamanho inconformismo. O retrato geral, não o escondeu Marco Silva, numa dose de realismo que já há muito não se via nos corredores da Luz, foi desinspirado. Felizmente para os encarnados, há Echeverri. Não é o primeiro momento de brilhantismo desmedido do reforço de verão por quem a cláusula de opção de compra já se afigura uma mera formalidade, mas, fosse esse o caso, seria quase poético. Depois de se celebrar o Dia das Bruxas, Halloween para os falantes de inglês, brilhou no Estádio da Luz um Diablito, que impediu Marco Silva de procurar explicações para o tropeço nas bruxas e dissipou qualquer questão sobre os fantasmas do empate que assombraram o Benfica na última época. Quem tem um Joker assim, pode sempre sorrir.

Diogo Ribeiro · 5 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.