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Uruguai 4-0 Equador: “Celeste” confirma candidatura à conquista da prova

Filipe Carvalho · 3 min

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O Uruguai não poderia imaginar melhor arranque nesta Copa América 2019. Frente a um Equador medíocre, a turma de Óscar Tabárez começou a construir a vitória logo aos seis minutos de jogo, com um golo de Nicolás Lodeiro. O triunfo ficou praticamente consumado pouco antes do intervalo, quando Cavani e Suárez “molharam a sopa”.

Os 20 minutos iniciais foram marcados por bastantes confrontos físicos, choques e resilias, à imagem do futebol sul-americano. De tal forma que, Quintero foi expulso aos 24’, por cotovelada a Lodeiro, em lance que teve a intervenção acertada do VAR.

Este Equador, visivelmente fragilizado após a expulsão, começou a ter dificuldades em travar o ímpeto ofensivo deste Uruguai. Com um setor intermédio arrumado de forma a criar dinâmicas de 4-4-2 losango, a “Celeste” confirmou a velha máxima de que “é no meio campo que se ganham os jogos”. Bentacur e Vecino a dar segurança e qualidade de passe, na companhia de dois autênticos “vagabundos”, Nandéz e Lodeiro, médios criativos e de ligação aos avançados.

Cavani aos ’33, começou a desenhar uma vitória que fazia adivinhar outros contornos do que os previstos à partida, com um pontapé acrobático na sequência de um canto. Suárez não quis ficar atrás e atirou a contar aos ’44, após assistência de Martín Cáceres, novamente num pontapé de canto.

Fonte: AUF – Selección Uruguaya de Fútbol

Já no segundo tempo, o Uruguai entrou com a ideia de descansar com a posse da bola, a gerir a vantagem e ao mesmo tempo, com alguma dificuldade em fazer a redondinha chegar aos seus “matadores”. Muito por culpa do Equador, que melhorou significativamente a nível defensivo, ao encurtar e fechar espaços. Para fechar o marcador, Mina fez um autogolo aos ’78.

Confesso que não esperava uma goleada neste encontro, mas tendo em conta as circunstâncias (expulsão e ausência de Felipe Caicedo na convocatória, por lesão), entende-se. Foi notória a diferença abismal entre estas duas seleções. Um Equador de poucos recursos técnicos e táticos, a defrontar um Uruguai consistente, experiente, que joga simples e prático, a potenciar os seus dianteiros de classe mundial: Edinson Cavani e Luís Suárez (que diga-se, participam imenso na fase de construção de jogo, a fazerem trabalho de pivô, recuando no terreno, jogando de costas para a baliza)

É caso para dizer que a “Celeste” respira saúde e bom futebol, por estes dias. Neste momento, descansa no 1º lugar do grupo C, irá defrontar o Japão no próximo teste decisivo.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Uruguai: Muslera, Cáceres, Giménez, Godín, Laxalt, Nandéz (Pereiro, 64’), Vecino (Valverde, 81’), Bentacur, Lodeiro (Torreira, 75’), Cavani e Suárez.

Equador: Domínguez, Quinteros, Mina, Achillier, Caicedo, Orejuela, Intriago, Mena (Velasco, 29’), Antonio Valencia, Preciado (Ibarra, 46’) e Enner Valencia.

A FIGURA

Fonte: AUF – Selección Uruguaya de Fútbol

Luís Suárez– Um perigo à solta esta noite. Sempre em combinações no meio campo ofensivo e a solicitar a bola no espaço. Culminou a sua exibição com um golo e uma assistência, a par da sempre presente entrega e garra que demonstra em cada disputa.

O FORA DE JOGO

Fonte: Federación Ecuatoriana de Fútbol

Antonio Valencia– Esperava-se mais deste ícone do futebol equatoriano. Deixou-se levar pela fraca exibição dos seus colegas e acomodou-se. Se quiser ainda sonhar com a passagem da fase de grupos, terá de esquecer o Teatro dos Sonhos, “vestir o fato-macaco” e liderar este Equador de forma digna.

Foto de Capa: AUF – Selección Uruguaya de Fútbol

 

Filipe Carvalho

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