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Holanda 3-1 Inglaterra: De desatenção em desatenção até à eliminação

Frederico Seruya · 3 min

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A Holanda venceu a Inglaterra por 3-1, juntando-se a Portugal na final da Liga das Nações. A equipa de Koeman começou o jogo a perder mas acabou por dar a volta ao resultado, aproveitando os vários erros da defensiva inglesa.

A Holanda conseguiu assentar rapidamente o seu jogo e tomar o controlo da partida em Guimarães, pressionando muito alto e colocando muitas dificuldades à Inglaterra na sua primeira fase de construção de jogo.

Os ingleses demonstravam dificuldade em manter a posse de bola, com o meio-campo a não conseguir encaixar e fazer a bola circular entre os seus jogadores. O futebol direto marcava a toada do jogo da equipa de Southgate, sem contudo grandes efeitos práticos, fruto das características do tridente atacante Sterling, Rashford e Sancho, que não eram as melhores para esse tipo de jogo.

A Holanda, por seu turno, ia apresentando um futebol mais consistente e apoiado, com transições rápidas e sempre com a bola controlada, mas sem conseguir desbloquear a organização defensiva da Inglaterra.

Contudo, um pouco contra a corrente do jogo, os ingleses acabaram por marcar, à passagem do minuto 32. Desatenção na defesa da Holanda, com De Ligt a fazer falta sobre Rashford já dentro da área. Penalty indiscutível, que o mesmo Rashford se encarregou de bater, colocando a Inglaterra na frente.

Rashford marcou o primeiro golo da Inglaterra nesta fase final
Fonte: UEFA

Até final da primeira parte, apenas um remate perigoso de Ryan Babel a testar a atenção de Pickford, com o guarda-redes inglês a agarrar à segunda. Foi evidente durante os primeiros 45 minutos que as equipas chegaram a esta fase final com o cansaço acumulado de uma época longa, apresentando um ritmo do jogo muito pouco intenso.

A segunda parte trouxe mais emoção, com a Holanda a jogar contra o tempo e a ter que arriscar mais. Após algumas tentativas frustradas, os comandados de Koeman chegaram ao empate, colocando justiça no resultado. Canto tenso de Memphis, com De Ligt a entrar de rompante e a cabecear certeiro, colocando o jogo em 1-1 aos 73 minutos.

As substituições efetuadas pelos treinadores foram partindo o jogo, o que até acabou por favorecer mais os ingleses. Os homens de Southgate foram-se aproximando com mais perigo da baliza de Cillessen, tendo a melhor ocasião no golo anulado a Lingard, por fora-de-jogo do avançado.

De Ligt empatou para a Holanda
Fonte: UEFA

O empate subsistiu até ao final dos 90 minutos, pelo que teve que se recorrer a prolongamento. No tempo extra, os holandeses foram mais fortes e aproveitaram dois erros tremendos da defesa inglesa para consumar a reviravolta no marcador. Aos 97’, desconcentração de Stones a perder a bola em zona proibida, com Memphis a aproveitar e rematar de pronto para boa estirada de Pickford. Na recarga, Promes e Walker disputaram a bola, com o inglês a marcar na própria baliza.

A estocada final da Holanda chegou na segunda parte do prolongamento, após nova desatenção da defesa inglesa. Stones e Barkley facilitaram na sua zona defensiva e Memphis aproveitou novamente, desta vez assistindo Promes, que fechou o resultado em 3-1 e carimbou o acesso da sua equipa à final.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Holanda: Cillessen, Dumfries, De Ligt, Van Dijk, Blind, Wijnaldum, De Roon (Van de Beek, 68’), Frenkie de Jong (Strootman, 114’), Bergwijn (Pröpper, 91’), Babel (Promes, 68’) e Depay.

Inglaterra: Pickford, Kyle Walker, John Stones, Maguire, Chilwell, Rice (Dele Alli, 106’), Delph, Barkley, Sancho (Lingard, 61’), Sterling e Rashford (Harry Kane, 46’).

A FIGURA

Fonte: UEFA

Frenkie De Jong – Uma lição de bem jogar a que o médio holandês deu hoje em Guimarães. Foi o pêndulo do meio-campo da sua equipa e, tanto a atacar como a defender, demonstrou sempre enorme eficácia e simplicidade. Com uma qualidade de passe e um sentido posicional acima da média, De Jong pautou todo o jogo da seleção holandesa.

O FORA DE JOGO

Fonte: UEFA

Defesa inglesa – Terrível prestação da defesa da Inglaterra, que consentiu de forma infantil os dois golos da remontada holandesa. A um nível competitivo como estes, não se pode aceitar tantos erros que roçam o amadorismo.

 

Foto de Capa: UEFA
Frederico Seruya

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