Portugal 0-2 Espanha (Sub-19): Qualidade da posse de bola decide vitória

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Um ano volvido, e novamente, Portugal na final do Campeonato da Europa de sub-19. Desta vez, não correu tão bem como no passado ano, tendo sido derrotado por 2-0, frente à Espanha.

O jogo começou com ligeiro ascendente da seleção de ‘Nuestros Hermanos’, a efetuar o habitual jogo de posse, de circulação rápida em passes curtos. Portugal a apostar principalmente no contra-ataque.  Ainda assim, a primeira ocasião da partida veio do lado português, através de Félix Correia, com um remate de longe na sequência de um canto (10’).

Aos 15’, foi Moha a atirar para defesa tranquila de Celton Biai, também de fora de área. Altura em que se começou a notar a superioridade espanhola, pela qualidade da posse de bola. Pouco mais tarde foi Sergio Gomez a tentar, desta vez dentro da área, remate defendido pelo guarda-redes português.

Portugal tentava responder, mas sem grande sucesso. A apostar mais no passe longo e na bola aérea, do que no passe curto, a seleção lusa facilitava a vida aos defesas espanhóis. Do ponto de vista defensivo, os comandados de Filipe Ramos estavam bem até que à passagem do minuto 33’, Ferran Torres apareceu sozinho no coração da área após desconcentração coletiva na defesa de um livre lateral. Um a zero para a Espanha.

Portugal reagiu bem ao golo sofrido, forçando a pressão e com uma circulação de bola mais calma. Mesmo assim, não conseguia ferir a baliza do guardião espanhol. Portugal zero, Espanha um, à ida para o intervalo.

No início da segunda parte, Félix Correia a desequilibrar pelo lado esquerdo e a cruzar, mas não havia ninguém para encostar na zona da pequena área. Pouco depois, a Espanha respondeu, através de um cruzamento de Miranda pelo lado esquerdo do ataque, com Ferran Torres a bisar na partida (51’). Superioridade espanhola no corredor esquerdo, aliada a alguma falta de agressividade defensiva dos jovens portugueses.

Com dois a zero no marcador, a Espanha limitou-se a gerir a vantagem em zona subida. Fábio Vieira aos 74’ obrigou Tenas a uma defesa apertada para canto. Podia ter sido o momento de viragem para a seleção lusa. Até ao apito final não houve nenhuma oportunidade clara de golo, para qualquer lado. Depois de, há um ano atrás, Portugal ter vencido a Itália na final da competição, não conseguiu repetir o feito perante a congénere da Espanha.

É de realçar a razoável exibição lusa perante a diferença abismal entre estas duas seleções. Numa época em que se fala mais de milhões do que de futebol propriamente dito, é importante referir que o valor de mercado do conjunto espanhol ronda os 55 milhões de euros (54.6M, mais precisamente). Já Portugal vale no seu todo 3.2 milhões. Valores incomparáveis.

Para além de que podemos considerar os jogadores espanhóis mais experientes do que os portugueses (alguns já com presenças na La Liga, Liga dos Campeões e Liga Europa). Já os pupilos lusos, têm maior rodagem na Liga Revelação e equipas B.

Vitória merecida por parte da Espanha, que foi superior em todos os momentos do jogo, mas há que realçar o trajeto feito por Portugal até a esta final, depois de ter estado inserido no chamado “grupo da morte”, com dois fortes candidatos à conquista da competição (Espanha e Itália), para além da anfitriã, a Arménia.

ONZES E SUBSTITUIÇÕES

Portugal: Celton Biai, Costinha, Gonçalo Loureiro, Gonçalo Cardoso, Tomás Tavares, Diogo Capitão, Fábio Vieira (Daniel Silva, 75’), Vítor Ferreira (Samuel Costa, 63’), Félix Correia (António Gomes, 75’), João Mário (Tiago Gouveia, 57’) e Gonçalo Ramos.

Espanha: Tenas, Víctor Gómez, García, Guillamón, Miranda, Blanco, Moha (Mollejo, 87’), Sergio Gómez (Muguruza, 80’), Gil (Orellana, 80’), Ferran Torres (García, 90’) e Ruiz (Mendez, 90’)

Filipe Carvalho
Filipe Carvalhohttp://www.bolanarede.pt
O Filipe é um adepto do futebol positivo, diretamente do Alentejo, deu o salto para a Beira Interior em busca do sonho: a formação em Comunicação que o leve à ribalta do jornalismo desportivo.                                                                                                                                                 O Filipe escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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