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As 3 principais lacunas a colmatar na seleção nacional

Francisco Grácio Martins · 3 min

seleção Portugal Euro
Foto: Diogo Cardoso / Bola na Rede

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Comentários (1)

Não é fácil identificar lacunas numa seleção recheada de talentos como é a portuguesa. A qualidade abunda em quase todos os setores com os jogadores da seleção nacional a serem aposta nos melhores clubes do mundo e a treinarem com os melhores treinadores, mostrando que o que é nacional é bom. Ainda assim, a médio/longo prazo, existem algumas posições que podem sofrer com a falta de profundidade.

Fernando Santos tem sido mestre em gerir os recursos humanos à sua disposição e, a seu tempo, vamos ver se surgem opções válidas e com qualidade para colmatar os seguintes problemas.

3.


Alternativa defesa-esquerdo – Raphael Guerreiro dá totais garantias no lado canhoto da defesa, embora o modelo de jogo de Portugal possa, por vezes, limitar a expressão máxima do seu futebol e até expor as suas debilidades. Para já, isso tem chegado, mas como a competição é sempre saudável, o lado esquerdo da defesa portuguesa pode, no futuro, ser apetrechado com soluções de um outro gabarito.

O tema foi até lançado por Jorge Jesus, quando disse que Nuno Tavares seria o lateral-esquerdo da seleção. Não apenas o jogador do Benfica entrará para estas contas. Também Nuno Mendes, Rúben Vinagre e (porque não?) Francisco Moura podem juntar-se à corrida. Estes jovens têm condições para se desenvolverem e oferecerem mais competição ao jogador do Borussia Dortmund do que as soluções mais imediatas como Mário Rui, Sequeira ou até o jogador do Eibar, Kévin Rodrigues.

2.


Defesa-central – É um dos problemas antigos da seleção. Parecia que Rúben Dias viria para acabar com tal dilema. Ainda assim, o tempo passa e perduram, ao lado do jogador do Manchester City, jogadores experientes como Pepe e José Fonte. A experiência destes dois não é de todo prejudicial, aliás, já foi bastante útil em várias situações, o que não está garantido é a consistência da defesa num futuro próximo, após esses jogadores abandonarem a seleção das quinas. Isto porque os jogadores em vias de assumirem a renovação do lugar, como Rúben Semedo e Domingos Duarte, irão demorar o seu tempo a alcançar o nível desejado, uma vez que não têm jogado regularmente para, de maneira progressiva, irem conhecendo o lugar que será deles no futuro.

Olhando para as seleções jovens, Diogo Leite parece ser a promessa mais séria para a posição. Os níveis de agressividade, marcação e segurança que já apresenta fazem-no partir à frente de outros jogadores que podem vir a alimentar o eixo defensivo português. Falo de jogadores como David Carmo, Eduardo Quaresma, Diogo Queirós, que ainda não parecem ter os níveis mínimos de rendimento exigidos para serem considerados.

1.


Ponta de Lança – Não tem sido fácil encontrar um avançado mais de referência. Com isto, não me refiro apenas a um jogador forte fisicamente que tenha capacidade de receber bolas a partir de cruzamentos e alheando-se a grande parte do jogo da equipa. Refiro-me, de facto, a uma presença física mais notável, mas que seja um jogador participativo e que sirva de referência em bolas mais longas e que permita à equipa ganhar fôlego em jogos de maior aperto.

As experiências de André Silva, Éder ou Gonçalo Paciência pela seleção foram, para já, efémeras. Neste momento, a aposta parece ser Paulinho, um jogador bem mais requintado do que qualquer um dos referidos, mas que pode servir como essa referência. Rui Jorge, nos sub-21, está a arranjar uma solução para essa brecha. Dany Mota, que o selecionador das esperanças desencantou em Itália, e Rafael Leão podem estar na calha para desempenhar o papel (que na seleção A tem sido secundário).

Quando não se tem cão caça-se com gato e Fernando Santos tem fugido muito bem ao problema, apostando numa frente de ataque móvel, com dois ou três jogadores, e dotada de uma grande liberdade de movimentos no espaço ofensivo. Nas grandes competições ou nos jogos frente a equipas igualmente poderosas, a falta de um “9” pode fazer-se sentir. Não deixa de ser irónico que tenha sido um jogador deste tipo a dar a maior alegria a Portugal.

Francisco Grácio Martins

Redação Bola na Rede · ver artigos

Comentários 1

  1. Helder

    A aposta parece ser Paulinho só pq marcou 2 golos a uma seleção que a maior parte dos jogadores em Portugal jogariam no distrital e é mais requintado que Gonçalo e André Silva não mesmo
    Parece estranho a desvalorização a André Silva que neste momento encontra.se no seu melhor no top dos melhores pl da Bundesliga

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