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Fernando Santos anunciou esta noite, dia 20 de maio de 2021, a convocatória da Seleção Nacional para o Campeonato da Europa de 2020, realizado um ano mais tarde devido à pandemia de Covid-19.
Após as surpresas anunciadas por Alemanha e França, dois adversários do grupo, havia agora bastante ansiedade para se conhecerem quais seriam os 26 convocados do selecionador da atual campeã europeia.
O selecionador nacional até não costuma dar aso a surpresas, mas com o alargamento para 26 jogadores e a ausência de Pedro Neto por lesão, fez crescer ainda mais a curiosidade em torno do anúncio. Pedro Gonçalves, melhor marcador da Primeira Liga Portuguesa, era o nome mais badalado. Muitos viam como inevitável a sua chamada, e assim foi.
Fora Pedro Gonçalves, ou ‘Pote’, como habitualmente é conhecido, poucas ou nenhumas foram as novidades. O técnico de 66 anos apostou na sua espinha dorsal mais habitual e provou que a regularidade continua a ser um fator decisivo nas suas contas. Passemos à lista.
GUARDA-REDES
Que viagem, Rui Silva!
É ele o terceiro guarda-redes para o Europeu 2020, juntando-se aos habituais Rui Patrício e Anthony Lopes na seleção de Portugal.
O que acham? pic.twitter.com/kEFAsYeqzs
— A Última Barreira (@UltimaaBarreira) May 20, 2021
Na baliza da Seleção não se esperariam mexidas. Rui Patrício, titular habitual, foi chamado e contou com a companhia do também já habitual Anthony Lopes. Os dois têm cravado a sua presença nos últimos anos e seria de esperar que fossem opções.
A dúvida pairava sobre a escolha do terceiro elemento. Certamente mais dividido entre Rui Silva, a fazer mais uma excelente temporada em Espanha, ao serviço do Granada CF, e José Sá, que se sagrou campeão grego, a escolha recaiu sobre o primeiro. Com um passado longe dos ditos “três grandes” e a brilhar em Espanha desde 2016, o guarda-redes é o destaque do setor mais recuado e vai agora partir com a comitiva lusa rumo ao Euro 2020.
DEFESA

A defesa conta com um misto de experiência e juventude, onde figuram apenas três defesas-centrais de raiz, tal como na convocatória da Seleção Nacional para a Liga das Nações. Os experientes Pepe e José Fonte e ainda Rúben Dias, em grande forma no Manchester City FC, compõem a linha de três defesas-centrais que irão estar à disposição. Domingos Duarte, Rúben Semedo, entre outros, que foram chamados em convocatórias anteriores, não foram opção e o recurso de emergência poderá chegar do meio-campo, que conta com três médios mais defensivos, mas já lá vamos.
Na ala esquerda, os nomes escolhidos foram Raphael Guerreiro e Nuno Mendes; na direita, Nélson Semedo e João Cancelo. Pela esquerda as hipóteses alternativas a Raphael Guerreiro não são abundantes e a época verdadeiramente fenomenal de Nuno Mendes fazia adivinhar que poderia ser uma escolha bastante viável. Pelo corredor direito a conversa é outra. Muita opção de qualidade, embora que em fases distintas. Os eleitos foram João Cancelo e Nélson Semedo. De fora ficaram Cédric Soares, escolha habitual, mas que não tem sido aposta recorrente no Arsenal FC e Ricardo Pereira, ainda a recuperar a melhor forma depois de lesão grave.
MÉDIOS

Conforme se avança no terreno, as dúvidas aumentam. Isto talvez porque a Seleção de Portugal tem muitos (mesmo muitos) jogadores de qualidade espalhados pelo mundo. O meio-campo conta com uma base inegável de elementos que já possuem o ‘ADN’ da seleção de Fernando Santos.
William Carvalho foi a novidade: ainda que tenha sido no passado peça fundamental, a falta de ritmo e os poucos minutos no seu clube atual levantaram algumas dúvidas nos adeptos que não esperariam a sua convocatória, mas que não foram entrave ao selecionador. Ainda para mais quando João Palhinha e Danilo Pereira também mereceram chamada. A hipótese de salvaguardar Danilo (que de quando em vez tem jogado como central no Paris Saint-Germain FC) como possível central parece pairar sobre a cabeça de Fernando Santos neste momento, que apenas conta com três centrais no elenco.
De resto, todas as outras escolhas me parecem credíveis e sensatas por parte do técnico, que costuma preferir levar jogadores que conhecem o grupo. Afastado ficou João Mário, que chegou a ser bastante mencionado, tal como todas as possíveis surpresas ou regressos com que os adeptos fantasiavam.
AVANÇADOS

Será sempre notícia quando um selecionador, seja ele qual for, decide levar a uma fase final de uma competição europeia um jogador que nunca antes tinha convocado. Falo de Pedro Gonçalves. A estrondosa época do médio (ou avançado) assim o exigiu. O título de melhor marcador da Primeira Liga assenta-lhe bem e vê agora o seu trabalho recompensado com a chamada ao Euro 2020.
Poderá até nem ser opção, isto porque conta com concorrência feroz de outros tantos “artistas”. Nomes como o de André Silva, em brasa e de pé quente na Liga Alemã; Diogo Jota, a calibrar a mira especialmente nos jogos da Seleção; Bernardo Silva, que faz parte do onze base titular do Manchester City FC, que irá disputar a final da Liga dos Campeões; João Félix, mágico que tem vindo a perder qualidade no seio da sua equipa, mas a quem ninguém lhe nega qualidades irrepreensíveis; e, claro, Cristiano Ronaldo, a estrela maior e capitão da Seleção das Quinas.
Rafa e Gonçalo Guedes surgem também na lista da Seleção, sem grandes surpresas. O primeiro fez uma época abaixo do esperado, num contexto que também não lhe foi propício. Merece, ainda assim, nova chamada, pela qualidade e velocidade que pode entregar ao jogo. Gonçalo Guedes até teve uma temporada francamente abaixo do seu nível, mas na retina do selecionador – e de todos os adeptos – estará ainda o golo que deu a primeira Liga das Nações ao conjunto luso.













