Euro 2016: Porta aberta para o início do sonho

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Dificilmente Portugal poderia pedir melhor destino no Euro 2016. O sorteio realizado em Paris pôs a seleção nacional no Grupo F, juntamente com Áustria, Roménia e Hungria. O jogo de estreia da equipa das quinas é a 14 junho, em St. Étienne, frente aos islandeses.

Comecemos esta análise pelo adversário teoricamente mais complicado para Portugal: a Áustria. Chega de Viena uma das seleções revelação da fase de qualificação para este Europeu. Num grupo onde Rússia e Suécia eram cabeças de cartaz, os austríacos levaram a melhor e surpreenderam o mundo futebolístico ao conseguirem terminar na primeira posição. Em 10 jogos, a seleção liderada por Marcel Koller fez 28 pontos. Um registo praticamente perfeito e que diz bem da qualidade desta equipa. A principal referência austríaca é David Alaba: o lateral do Bayern de Munique é a principal estrela de uma formação que conta com outros jogadores de destaque, como Dragovic, Arnautovic, Marc Janko – que já passou pelo FC Porto – e Harnik. Esta será apenas a segunda ocasião em que a Áustria chega a um campeonato da Europa. A primeira vez foi em 2008 e apenas porque o país era um dos organizadores desse Europeu. Portugal e Áustria já não se defrontam há 21 anos. O último confronto foi na qualificação para o Euro 96, com as seleções a empatarem a 1 golo em solo austríaco. O encontro entre lusos e austríacos acontece a 18 de junho às 21 horas no Parque dos Príncipes, em Paris.

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Alaba é a principal referência austríaca
Fonte: pt.uefa.com

Viramos agora agulhas para a Hungria, a seleção retirada do Pote 3. E é caso para dizer que historicamente os húngaros são dos melhores adversários para Portugal. Em cinco jogos oficiais, 5 vitórias para a nossa seleção. O último confronto aconteceu em 2009, na fase de qualificação para o Mundial 2010. No Estádio da Luz, Portugal venceu por 3-0 a equipa da Hungria. Esta é apenas a terceira participação desta equipa em campeonatos da Europa. Desde 1972 que os magiares já não andam por estas andanças. Destaque, ainda assim, para o terceiro lugar alcançado pela Hungria na sua primeira participação em europeus, em 1964. Do país de Puskas, um dos melhores avançados do séc. XX, surge uma seleção que ficou no terceiro lugar do grupo de qualificação, atrás de Irlanda do Norte e Roménia. Isso levou os húngaros a um playoff no qual, com um agregado de 3-1, conseguiram ultrapassar a Noruega. Na formação liderada por Bernd Storck destaque para o veterano guarda redes de 39 anos Gábor Kiraly e para a maior referência ofensiva, o avançado de 28 anos Dzsudzsák, que atua na Turquia, no Bursaspor. O duelo entre Portugal e Hungria é o último da fase de grupos, a 22 junho, às 18 horas, em Lyon.

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Dzsudzsák é a maior estrela da Hungria
Fonte: uefa.com

Por último, a Islândia. E é interessante perceber que Portugal apadrinha a estreia dos nórdicos em europeus. A equipa islandesa, liderada por Lars Lagerback e Heimir Hallgrímsson, chega a este Euro 2016 depois de uma fase de qualificação quase perfeita. No grupo A, a Islândia apenas se viu ultrapassada pelo República Checa, tendo ficado à frente da Turquia e do terceiro classificado no último mundial. É, por isso, uma seleção que tem de estar debaixo do olho de Fernando Santos. Bem vistas as coisas, a Islândia mostrou na última qualificação ser um dos países onde o futebol mais tem crescido, a nível tático, técnico e estratégico. Atualmente, já não podemos ver a Islândia como uma equipa acessível, mas sim como uma formação claramente em ascensão a nível europeu. No plantel, destaque para o médio Sigurdsson, do Swansea; Bjarnsson, do Basileia; Finnbogassen, do Olympiacos e claro, Eidur Gudjohnson, antigo avançado de Chelsea e Barcelona. O duelo entre Portugal e Islândia marca a estreia de ambas as seleções no Euro 2016 e acontece a 14 junho, às 21 horas, em St. Ètienne.

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Gudjohnson continua a ser figura na Islândia
Fonte: uefa.com

Nos outros alinhamentos, destaque claramente para os Grupos D e E. No Grupo D, a bi campeã europeia Espanha aparece como principal favorita, mas República Checa, Turquia e Croácia surgem como ossos duros de roer para os nossos vizinhos. No Grupo E, Bélgica e Itália surgem como favoritas, mas a República da Irlanda e a Suécia de Ibrahimovic prometem aquecer o “grupo da morte” do Euro 2016. No Grupo A, a anfitriã França surge nitidamente como clara favorita perante Roménia, Albânia e Suíça. No B, Inglaterra e Rússia são cabeças de cartaz, com País de Gales e Eslováquia a tentarem surpreender na primeira aparição em europeus. Por último, no Grupo C, destaque para novo duelo entre Alemanha e Polónia, depois de se terem defrontado na fase de qualificação. Ucrânia e Irlanda do Norte são os outros protagonistas de um grupo onde apenas os norte irlandeses parecem não ter hipóteses de sonhar.

O jogo de abertura do Euro 2016 acontece a 10 junho, às 21 horas, no Stade de France, com França e Roménia a procurarem começar a ganhar na competição. A final acontece um mês depois, no mesmo palco, e esperemos nós com Portugal como um dos finalistas. Recorde-se que, nos seis grupos, apuram-se para os oitavos de final os dois primeiros classificados de cada grupo e os quatro melhores terceiros classificados. Olhando para o grupo da nossa seleção, é quase imperativo que a fase de grupos seja uma mera formalidade para a equipa das quinas. Olhando para os adversários, Portugal tem tudo para ser feliz no próximo verão.

Redação BnR
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