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Portugal e Irão defrontaram-se num encontro que opunha dois velhos amigos, Fernando Santos e Carlos Queirós. A equipa das quinas entrava para a última jornada com a possibilidade de conquistar o primeiro lugar mas também corria o risco de ser eliminada e dar o lugar precisamente ao Irão. Era expectável que Portugal encontrasse dificuldades perante uma seleção iraniana que deixou notas muito positivas diante da Espanha, mas Portugal necessitava forte e mostrar outra face depois da exibição muito cinzenta frente a Marrocos.
O jogo começou bem para a equipa das quinas, foi dominando em posse a partida contra o bloco baixo do Irão que entrou algo nervoso na partida. Apesar da posse de bola, Portugal sentiu muitas dificuldades no último terço do terreno onde o Irão não permitia qualquer movimentação. Numa das poucas oportunidades Ricardo Quaresma acabaria por conseguir inaugurar o marcador com uma fantástica trivela depois de uma excelente combinação pela direita.

Fonte: FPF
Na segunda parte e com a vantagem pela margem mínima Portugal foi perdendo algumas bolas muito à custa da pressão mais intensa que o Irão vinha exercendo. Com a determinado em dar a volta ao resultado que deixaria a equipa de Queirós e Oceano fora do mundial o Irão correu atrás do prejuízo mas à semelhança do jogo com Marrocos Portugal não soube gerir as emoções e a constante pressão do adversário acabando por sofrer bastante com inúmeras bolas perdidas a meio campo que deram ao Irão a oportunidade de se aproximar da baliza de Rui Patrício.
Por esta altura Portugal era primeiro do grupo devido ao resultado entre Espanha e Marrocos. Ronaldo ainda teve nos pés a oportunidade de sentenciar a partida mas acabou por desperdiçar uma grande penalidade que acabou por dar ainda mais esperança e animo ao Irão que foi com tudo à procura do empate. Num lance duvidoso e com a necessidade de intervenção do VAR o Irão acabaria por empatar a partida numa grande penalidade cobrada por Karim Ansarifard.
Apesar do sofrimento Portugal conseguiu o seu principal objetivo passando aos oitavos de final onde irá defrontar o Uruguai, no entanto, mais uma vez com uma exibição muito aquém do que é esperado de uma seleção campeã da Europa. O Irão foi um digno vencido que deu tudo o que tinha e mesmo sem a qualidade individual dos portugueses conseguiu adiar a passagem até ao último minuto da partida.
Onzes Iniciais:
Portugal: Rui Patrício, Cedric, Pepe, José Fonte Raphael Guerreiro; William Carvalho, Adrien Silva, João Mário, Quaresma; André Silva e Cristiano Ronaldo.
Irão: Beiranvand, Rezaeian, Hosseini, Pouraliganji, Hajsafi, Ezatolahi, Ebrahimi, Jahanbakhsh, Amiri, Taremi e Azmoun.
A FIGURA

Karim Ansarifard – O número 10 da seleção do Irão entrou na segunda parte e acabaria por ser dos pés dele que sairia o empate através de uma grande penalidade cobrada de forma irrepreensível.
Mais do que o golo e a sua prestação individual, Ansarifard foi homem que deu voz dentro de campo aos milhões de iranianos que sonharam e vibraram com esta partida onde por muito pouco não foi feita história.
FORA-DE-JOGO

Fernando Santos – Portugal mais uma vez não foi capaz de apresentar um bom futebol com uma exibição muito longe do que é esperado de uma campeã do mundo. O jogo correu de tal maneira mal que o Irão quase que daria a volta ao marcador nos descontos.
Sendo Fernando Santos o comandante ao leme desta náu que parece um pouco à deriva principalmente quando é necessário ter cabeça fria e assumir o favoritismo dentro de campo, é sobre ele que recaem as principais criticas pois mais uma vez durante a partida de hoje viu-se na face do selecionador o espelho do que estava a ser a equipa dentro de campo, uma equipa nervosa, apática e sem ideias.
É necessário repensar e mudar a atitude durante os 90 minutos pois daqui para a frente o grau de dificuldade vai ser aumentar e Portugal tem que mostrar mais se quer sonhar com a conquista do tão ambicionado troféu.
Foto de capa: FIFA








