A CRÓNICA: NÃO SE PODE JOGAR SÓ 45 MINUTOS, PORTUGAL

No encontro entre Luxemburgo e Portugal, previa-se um jogo que, apesar de ser entre duas seleções com algumas diferenças qualitativas, seria mais equilibrado do que já foi num passado recente. Isto porque a seleção do Luxemburgo sofreu nos últimos tempos algumas mudanças, essencialmente a nível tático, que a têm ajudado a ser mais competitiva e competente em competições de elevado nível. Ainda assim, do outro lado estava a seleção portuguesa, que tem vindo a crescer exponencialmente nos últimos anos com a entrada de jovens jogadores de muita qualidade.

O jogo começou e esse equilíbrio rapidamente se veio a confirmar. Os luxemburgueses entraram sem medo de ter a bola e de mostrarem que também têm alguma qualidade e a isso aliou-se a passividade e falta de agressividade da seleção das Quinas, que até viria a sofrer primeiro. Danel Sinani viu-se livre de pressão e, com toda a calma, colocou a bola na cabeça de Gerson Rodrigues que fez assim o primeiro golo na partida. Portugal tinha agora de se esforçar o dobro para conseguir atingir o único resultado aceitável: a vitória.

Já depois da lesão de João Félix e da consequente entrada de Pedro Neto, seria o próprio a protagonizar a assistência para o golo do empate. Diogo Jota percebeu perfeitamente a intenção do antigo colega de equipa e fez, novamente de cabeça, o primeiro golo da seleção de Portugal. Três golos de cabeça nas duas últimas aparições por Portugal para o jogador do Liverpool FC.

Na segunda parte, a toada viria a ser um pouco diferente: a seleção das Quinas não se expôs a mais calafrios e assumiu as rédeas do primeiro ao último minuto. Os golos acabaram por surgir com alguma naturalidade, primeiro por Cristiano Ronaldo, aos 51 minutos, e depois por João Palhinha, que se estreou assim a marcar com a camisola da seleção.

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Podiam ter sido mais, mas o resultado final fixou-se no 1-3 e Portugal faz assim sete pontos nas três primeiras partidas da qualificação para o Campeonato do Mundo de 2022. O Luxemburgo, com três pontos em dois jogos, ocupa o terceiro lugar do grupo e continua a sonhar com uma qualificação histórica.

 

A FIGURA

Segunda parte da seleção de Portugal – Não sendo um jogo onde houve grandes destaques individuais, é de dar mérito a todo o conjunto pela segunda parte que realizou. Depois dos primeiros 45 minutos terem sido bastante aquém das expetativas, a segunda parte foi bastante diferente, com muitas oportunidades criadas e bom futebol praticado. Foram dois golos neste período, mas poderiam ter sido mais, numa vitória que só peca por escassez.

 

O FORA DE JOGO

Falta de agressividade de Portugal na primeira parte – Num jogo em que a nossa seleção era claramente superior, exigia-se que entrasse com o devido respeito pelo adversário mas com garra e vontade de resolver a partida o mais cedo possível. No entanto a turma de Fernando Santos permitiu que o Luxemburgo fosse ganhando confiança até que chegou mesmo ao golo. Só a partir daí os níveis de pressão e agressividade aumentaram, numa corrida que foi bastante mais difícil do que era necessário.

 

ANÁLISE TÁTICA – LUXEMBURGO

Os luxemburgueses apresentaram-se num 4-1-4-1 que, apesar da inferioridade teórica, em nada deveu ao atrevimento e ao bom futebol. Essencialmente na primeira parte, a equipa comandada por Luc Holtz não teve medo de assumir o jogo quando assim foi exigido e conseguiu fazer boas jogadas que acabaram mesmo por levar ao golo. Chanot e Gerson comandaram a defesa, com Jans e Gonçalves Pinto ao seu lado.

Mais à frente Cristopher Martins como médio mais defensivo, com Leandro Martins e Vincent Thill a completarem o trio do meio campo. Olivier Thill e Gerson Rodrigues apareceram nas linhas e Siani foi a referência mais ofensiva do plantel. Ainda assim é de destacar que, apesar de jogar pelo lado esquerdo, Gerson Rodrigues foi sempre o jogador mais procurado no ataque do Luxemburgo, por ser ele dono das maiores capacidades técnicas que ajudaram a equipa a chegar-se mais à frente.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Anthony Moris (7)

Laurent Jans (6)

Maxime Chanot (5)

Lars Gerson (6)

Michael Gonçalves Pinto (6)

Cristopher Martins (6)

Olivier Thill (6)

Leandro Barreiro Martins (6)

Vincent Thill (5)

Gerson Rodrigues (7)

Danel Sinai (6)

SUBS UTILIZADOS

Sebastien Thill (5)

Maurice John Deville (5)

Marvin Martins (6)

Edvin Muratovic (-)

Aldin Skenderovic (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL

Fernando Santos utilizou um 4-4-2 clássico com um eixo defensivo quase semelhante ao que jogou frente ao Azerbaijão. Cancelo pela direita, Nuno Mendes pela esquerda, e no meio Rúben Dias e José Fonte, que entrou assim para o lugar de Domingos Duarte. No meio campo Rúben Neves e Renato Sanches, com o primeiro sempre mais posicional e com o jogador do Lille OSCM a procurar transportar mais jogo como nos habituou na sua passagem pelo SL Benfica.

Nas linhas Bernardo Silva e Diogo Jota, no apoio ao avançado mais recuado, João Félix e a Cristiano Ronaldo, referência principal da seleção das Quinas. Com a troca de João Félix por Pedro Neto, ainda na primeira parte devido a lesão, Bernardo Silva deslocou-se para posições mais centrais enquanto que o jogador do Wolverhampton Wanderers FC atuou na linha, onde se sente mais confortável.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Anthony Lopes (6)

João Cancelo (7)

José Fonte (5)

Rúben Dias (6)

Nuno Mendes (7)

Rúben Neves (6)

Renato Sanches (7)

Bernardo Silva (7)

Diogo Jota (7)

João Félix (6)

Cristiano Ronaldo (6)

SUBS UTILIZADOS

Pedro Neto (7)

João Palhinha (7)

Rafa Silva (6)

Sérgio Oliveira (-)