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O Dicionário de Fernando Santos: Raphael Guerreiro

Pedro Paupério · 2 min

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Terminada mais uma época desportiva ao nível dos clubes, todo o universo do futebol se centra agora no Mundial da Rússia.

Portugal, inserido no grupo B, estreia-se no segundo dia de competição, frente à Espanha. No entanto, a preparação da Seleção Nacional já há muito teve início. Um mês antes do pontapé de saída na Rússia, Fernando Santos anunciou uma das decisões mais importantes: os 23 convocados para a fase final.

Face a um leque de opções alargado, o Engenheiro optou pela variedade. No grupo que vai seguir viagem para a Rússia, todos os jogadores apresentam caraterísticas diferentes, tendo utilidades repartidas pelos diversos contextos.

Assim, até à estreia da Seleção Nacional, o Bola na Rede vai definir, numa palavra, aquele que pode ser o principal contributo de cada jogador para a equipa das Quinas.

Raphael Guerreiro: Qualidade técnica.

À primeira vista pode parecer estranho que o maior contributo de um defesa esteja diretamente relacionado com o seu talento com a bola, mas atendendo ao contexto da Seleção Nacional será principalmente por aí que Raphaël Guerreiro poderá ser uma mais-valia.

O jogador do Dortmund é um dos elementos com mais qualidade do elenco à disposição de Fernando Santos e mostrou, em França, que as suas subidas no terreno são uma das maiores armas de Portugal.

Habitualmente com médios ala que privilegiam o espaço interior (João Mário e Bernardo Silva são normalmente os eleitos, mas Bruno ou Manuel Fernandes são também opções), o corredor fica aberto às subidas do lateral, que o faz com muito critério.

Jogador inteligente e com qualidade nas associações, Guerreiro funciona por vezes como um organizador de jogo avançado, um verdadeiro criativo que parte de trás para vir combinar ora com Ronaldo, que cai no flanco, ora com João Mário, que pisa terrenos mais interiores.

Perante estas caraterísticas, não é de estranhar que, ocasionalmente, o jogador seja utilizado como médio interior no seu clube. No entanto, numa seleção portuguesa com um meio campo essencialmente agressivo e talhada para privilegiar a organização defensiva, o perfume garantido pelas incorporações de Guerreiro no ataque é essencial.

Foto de Capa: FPF

Pedro Paupério

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