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O Mundial de 2018 já acabou, sendo que este se disputou numa altura em que acredito seriamente que a selecção nacional pode entrar numa fase de renovação mais constante, graças ao aumento exponencial de jovens talentos que têm aparecido no nosso país, e que têm vindo a aparecer em maior quantidade.
Como tal, acho que é interessante fazer um exercício sobre quais serão os 23 jogadores escolhidos para representar a equipa das quinas no Mundial a realizar no país do petróleo. No entanto, devo deixar bem claro que este exercício não é previsão nenhuma, uma vez que existem uma série de circunstâncias que irão interferir nestas escolhas, bem como podem muito bem aparecer outros jogadores que agora ainda são muito jovens (geração de 2000 para a frente), bem como outros que actualmente são pouco conhecidos e que podem vir a entrar no mapa do futebol português.
Vamos lá a isto então…
Guarda-redes

Fonte: FPF
Rui Patrício terá 34 anos em 2022 e Anthony Lopes terá 31. Ambos são guarda-redes que dão garantias e que dadas as circunstâncias, acho que têm boas possibilidades de repetir a presença no Mundial em 2022. No entanto, a mudança de Rui Patrício para um novo clube e uma nova realidade poderá dar mais interesse a esta disputa pela titularidade.
A vaga de terceiro guarda-redes será aquela que à partida será mais disputada. Na minha opinião, esta dificilmente passará por um guarda-redes veterano, visto que temos muitos guarda-redes jovens a despontar. Essa vaga pode muito bem passar pelo FC Porto, seja em José Sá, que já foi titular durante boa parte da época passada, ou no recém-campeão europeu Diogo Costa, que vem de uma época como titular na equipa B azul e branca e, se continuar a evoluir desta forma, poderá vir a ser um caso muito sério nesta disputa.
De resto, acho que os guarda-redes com mais condições para disputar esta vaga são aqueles que andam a formar-se no estrangeiro, tais como André Moreira, Joel Pereira e João Virgínia. Mas para mim, os dois guarda-redes ligados ao actual campeão nacional levam vantagem.
Defesas centrais

Fonte: FPF
Aqui é urgente uma fazer uma renovação. Pepe, Bruno Alves e José Fonte, certamente já não farão parte dos planos da equipa das quinas em 2022 e parece que Rúben Dias (que terá 25 anos em 2022) será o novo patrão da defesa em breve. No entanto, existem muitos jogadores jovens que apesar de ainda terem muito que provar, têm condições para vir a fazer carreira na selecção nacional. Começando pelo já internacional A Edgar Ié, passando por outros jogadores tais como Francisco Ferreira, Jorge Fernandes, Diogo Leite, Diogo Queirós ou David Carmo. Porém, a ausência de um jogador experiente que dê garantias nesta posição também se pode fazer sentir.
Defesas laterais

Fonte: FC Porto
Na lateral-direita teremos uma concorrência de luxo. Cedric Soares terá 30 anos daqui a quatro anos. Ricardo Pereira, João Cancelo e Nelson Semedo terão 28 anos e Diogo Dalot terá 23. Na minha opinião, a disputa pelas duas vagas não passará destes cinco jogadores, embora exista sempre a possibilidade de aparecer mais alguém a surpreender. A disputa irá sempre depender do desempenho dos jogadores, mas tendo em conta a margem de progressão dos jogadores em questão, acredito seriamente que Diogo Dalot terá uma vaga no Mundial em 222, disputando a titularidade com um dos outros quatro jogadores, que estarão na plenitude das suas capacidades físicas.
Na lateral-esquerda diria que em situação normal, Raphael Guerreiro seria dono e senhor da posição por mais 10 anos, mas a sua propensão a lesões pode ser um sério obstáculo à sua afirmação definitiva. Mário Rui terá 31 anos em 2022 e as suas possibilidades de vir a marcar presença no Qatar são algo escassas, mas possíveis, principalmente se mantiver os bons desempenhos da última época.
Quanto a aspirantes, a meu ver as possibilidades mais fortes são as de Kevin Rodrigues e Rúben Vinagre, que se vierem a estabilizar as suas carreiras no estrangeiro, podem vir a ser casos muito sérios. Quando ao actual titular da selecção de sub-21 Yuri Ribeiro, tudo irá depender da sua evolução daqui para a frente.
Médios

Fonte: FPF
No vértice mais recuado de um meio-campo a três, William Carvalho terá 30 anos em 2022 e Danilo Pereira terá 31. Como tal, acho que ainda têm sérias possibilidades de marcar presença na competição. Mas há-que não esquecer Rúben Neves, que já tem feito por merecer oportunidades reais na equipa das quinas. E ainda há outros jovens jogadores que poderão muito bem estar à espreita de uma oportunidade daqui a 4 anos, tais como Pedro Rodrigues, Rui Pires e Florentino Luís.
Quanto aos médios-centro, Manuel Fernandes, João Moutinho e Adrien Silva terão poucas possibilidades de repetir a presença que marcaram na Rússia (terão 36, 35 e 33 anos, respectivamente). João Mário, Bruno Fernandes e Bernardo Silva poderão repetir a presença, juntando-se a médios de características diferentes, sejam médios box-to-box como Gedson Fernandes ou Miguel Luís, ou médios mais criativos com capacidade para jogar em zonas mais avançadas do terreno, tais como João Carvalho, Xadas ou Domingos Quina.
Extremos

Fonte: FPF
Aqui certamente irá haver muitas dores de cabeça. Cristiano Ronaldo terá 37 anos daqui a quatro anos e conhecendo bem o seu profissionalismo e o seu carácter competitivo, não ficaria admirado que ele viesse a fazer o seu quinto mundial. Gonçalo Guedes e Gelson Martins também terão tudo para repetirem a presença no Mundial. De resto, existirão vários jogadores a disputar uma ou duas vagas, desde jogadores já internacionais A tais como Rafa, Bruma, Rony Lopes, ou Ivan Cavaleiro, a outros que prometem dar muito que falar no futuro, tais como Diogo Jota, Diogo Gonçalves, Hélder Costa (este também pode optar pela selecção angolana), Gil Dias, João Félix, Rafael Leão, Bruno Costa, ou até mesmo as novas rising stars João Filipe e Francisco Trincão. Tudo irá depender do desempenho de cada um.
Pontas-de-lança

Fonte: FPF
Aqui a situação é mais delicada. Como sabem, desde a retirada de Pauleta que falta um ponta-de-lança goleador à equipa das quinas. André Silva tem bons registos na selecção (12 golos em 26 jogos), mas fez um Mundial muito à quem das expectativas. No entanto, deverá repetir a presença daqui a quatro anos. E também existe sempre a possibilidade de se apostar num falso nove como principal referência ofensiva da equipa.
No entanto, entre os avançados com mais presença na área, ainda há muitas incertezas. Incertezas essas, que podem e devem ser esclarecidas até 2022.
Foto de Capa: Bola na Rede












