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De há alguns anos para cá que a seleção de Portugal tem vindo a sofrer remodelações em grande parte das posições. Essencialmente depois do Campeonato da Europa de 2016, jogadores mais experientes, com os quais contávamos até então deixaram de ser opção com tanta regularidade, dando lugar a novas caras que foram aparecendo nos grandes palcos do futebol mundial. Assim, atletas como Ricardo Quaresma, Nani, Bruno Alves ou Ricardo Carvalho foram substituídos por craques como Rúben Dias, Bruno Fernandes, João Félix, Francisco Trincão, João Cancelo, entre muitos outros.
O serviço dos mais antigos foi sempre prestável e a eles agradecemos todo o esforço e entrega que pelo país mostraram, mas a realidade é que à mudança de gerações veio ancorado um estatuto que até então não tínhamos. Apesar da conquista da mais importante prova de seleções da Europa, Portugal não estava ao nível de grandes seleções como a Espanha, a Alemanha, a França ou a Itália. Hoje o cenário é outro, e a prova disso são as palavras do selecionador francês que na última partida disputada entre as duas seleções afirmou que o favoritismo estava do lado das Quinas.
É verdade que o estatuto de pouco serve, mas a qualidade existente para cada uma das onze posições é enorme e a evolução da equipa tem sido visível em todos os quatro cantos do mundo. Vários foram os treinadores, como Jurgen Klopp, que teceram rasgados elogios a esta nova geração portuguesa que está a surgir, o que mostra que o futuro só poderá ser risonho.
E quando refiro futuro não são apenas os próximos cinco ou dez anos. As camadas jovens da seleção portuguesas estão recheadas de talento que se tem vindo a evidenciar nos grandes campeonatos europeus e que garantem uma seleção forte e competitiva para muitos e bons anos. As soluções são muitas, e Fernando Santos terá muitas boas dores de cabeça quando chegar a hora das convocatórias, como de resto já tem sido habitual. As escolhas raramente são as mesmas, e para este triplo compromisso foi a vez de Paulinho e Pedro Neto se estrearem. Ainda assim, acredito que não ficará por aqui, e por isso apresento uma lista de quatro jogadores que em breve se poderão estrear na equipa A de Portugal ainda que a competitividade esteja, neste momento, mais elevada do que nunca.
4.
Rúben Vinagre – O jogador foi recentemente transferido para o Olympiacos FC à procura de ter o tempo de jogo que em Inglaterra não conseguia ter. Com 21 anos e mais de 50 internacionalizações pelas camadas jovens da seleção portuguesa, Vinagre está mais do que habituado à competição ao mais alto nível e na melhor liga de futebol da Europa conseguiu realizar exibições onde mostrou toda a sua qualidade e todo o seu potencial. Veloz, com capacidade técnica acima da média e uma projeção ofensiva muito interessante, o lateral esquerdo poderá conseguir um lugar na convocatória de Fernando Santos e quem sabe afirmar-se como o dono da posição para os próximos anos.
3.
Rafael Leão –Fez toda a sua formação no Sporting CP e foi, em 2018, transferido para o Lille OSCM, onde realizou uma época satisfatória que o levou a um dos grandes símbolos do futebol mundial, o AC Milan. Ainda que longe dos seus gloriosos anos de Kaká e companhia, o clube italiano sempre foi composto por grandes jogadores e ser titular indiscutível seria uma missão complicada. Ainda assim, e depois do natural período de adaptação para um miúdo de 19 anos, Leão tem nesta época vindo a agarrar todas as oportunidades que lhe são dadas e, ao lado do experiente Zlatan Ibrahimovic, tem levado o clube de Milão a lugares onde há muito não se encontrava. Para além da sua qualidade que é mais do que evidente, e apesar de em Itália jogar muitas vezes descaído sobre um corredor, pode beneficiar do facto de Portugal não ter ainda um ponta-de-lança de origem que ofereça todas as garantias que Fernando Santos procura.
2.
Nuno Mendes on starting for the national team in the future.
“I don’t feel ahead of anyone, I just do my job and try to give good performances in the game. I don’t really care what they say,” he started by saying, “Right now I’m more focused on the under-21s” pic.twitter.com/CJe5E9bXEL
— Sporting160 EN (@Sporting160_EN) November 14, 2020
Nuno Mendes – É verdade que tem apenas 18 anos, mas o lateral esquerdo tem vindo a impressionar todos os que estão a acompanhar a época do Sporting CP. Para além da sua velocidade, Nuno Mendes consegue aliar à capacidade técnica um nível físico pouco comum para miúdos com a sua idade e tem-se revelado indispensável na manobra de Rúben Amorim. É verdade que terá muito que evoluir, mas o potencial que mostra jogo após jogo é de deixar água na boca para o que será o seu futuro. É um daqueles jogadores que sabemos que não ficará muito tempo no futebol português e que mais tarde ou mais cedo acabará por chegar à seleção e agarrar o lugar, dando muitas garantias ao selecionador. Uma autêntica estrela em ascensão.
1.
Pedro Gonçalves –Depois de uma época fabulosa no FC Famalicão, Pote foi um dos jogadores que mais se evidenciou no bom futebol praticado pela turma de João Pedro Sousa. Quem o via jogar sabia que ali estava o ouro e que rapidamente um dos três grandes tentaria a sua contratação. O Sporting Clube de Portugal foi o mais astuto e conseguiu garantir os serviços do jogador que, até agora, tem levado a equipa de Alvalade ao topo da tabela da Primeira Liga, com sete golos e uma assistência em sete partidas realizadas. Se na passada época evidenciou a sua qualidade mas deixou algumas dúvidas sobre o que seria a um nível mais elevado, hoje é daqueles que não engana. Pedro Gonçalves tem uma qualidade em todos os momentos do jogo simplesmente notável e parece ser o novo Bruno Fernandes do Sporting CP. Apesar da elevada qualidade existente na seleção para a posição que ocupa, Pote acabará, mais tarde ou mais cedo, por ser chamado por Fernando Santos para mostrar que tem mais do que qualidade para pertencer aos quadros das Quinas.












