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Portugal 1-0 Holanda: Mais uma bela obra do Engenheiro

Gonçalo Taborda · 3 min

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Portugueses e holandeses subiram ao relvado do Estádio do Dragão, no Porto, para tentar conquistar a primeira edição de sempre da Liga das Nações. O Campeão da Europa defrontava uma Laranja Mecânica rejuvenescida, num jogo em que a experiência dos lusitanos veio ao de cima.

Ao contrário do que aconteceu na final do Europeu de 2016, Portugal não assumiu uma postura defensiva neste jogo. Havia outra confiança e até mesmo outra qualidade na Seleção das Quinas. Defensivamente, houve grande destaque para Danilo Pereira, impenetrável no meio campo, e Rúben Dias, decisivo no terço mais próximo da baliza portuguesa.

O duelo Ronaldo vs. Van Dijk era dos mais antecipados desta final
Fonte: UEFA

Na frente, Bruno Fernandes esteve num dia atrevido, mas sem sucesso: muitos remates desenquadrados e passes falhados (um que quase deu o golo à Holanda). No fim dos 45 minutos, o nulo no resultado não deitava abaixo a esperança dos milhares de portugueses no estádio: encorajados pela boa exibição da Seleção Nacional, continuavam a entoar cânticos de apoio.

No início da segunda parte, Portugal retraiu-se: a Seleção Holandesa, à boa moda antiga, aplicava uma pressão muito subida dos seus atacantes (Memphis Depay foi incansável enquanto esteve em campo), provocando alguns erros da defensiva lusa.

Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Naquela que até era a melhor fase da Holanda no jogo, Bernardo Silva e Gonçalo Guedes efetuam uma belíssima combinação, com este último a isolar-se em frente à baliza e a rematar para o fundo das redes. Jasper Cillesen ainda conseguiu uma mão cheia na bola, mas o golo estava sentenciado desde que a bola saiu com uma força brutal do pé direito de Guedes.

Tal como em 2016, Portugal via-se a ganhar por 1-0 na final de um grande torneio. E, tal como naquela noite de 10 de julho, há três anos, Portugal soube sofrer. Desta vez, até pareceu sofrer com mais calma. A Holanda não se revelou muito eficaz com a posse de bola, e o cabeceamento de Depay para defesa apertada de Rui Patrício acabou por ser o mais próximo que a formação de Ronald Koeman se aproximou do empate hoje.

Nada é impossível para Cristiano Ronaldo
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Até Cristiano mostrou serviço na defesa, com a Seleção a saber gerir a vantagem mínima, algo a que parece cada vez mais habituada.

Quando chegámos ao fim dos três minutos de compensação, a vitória portuguesa parecia mais que merecida. Quase três anos depois depois daquela noite em Paris, hoje, no Porto, Fernando Santos conquistou mais um título para a Seleção das Quinas. Desta vez, com mais tranquilidade, e com o capitão a ficar em campo até ao apito final. Para já, tiramos o chapéu ao Engenheiro. Vemo-nos em 2020.

Fernando Santos juntou o ouro de Paris a nova conquista
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Portugal: Rui Patrício; N. Semedo; J. Fonte; R. Dias; R. Guerreiro; W. Carvalho (R. Neves 93’); D. Pereira; B. Fernandes (J. Moutinho 81’); B. Silva; G. Guedes (Rafa 75’) e C. Ronaldo.

Holanda: J. Cillesen; D. Dumfries; V. Van Dijk; M. De Ligt; D. Blind; F. De Jong; M. De Roon (L. De Jong 81’); G. Wijnaldum; S. Bergwijn (D. Van de Beek 60’); R. Babel (Q. Promes 45’) e M. Depay.

A FIGURA

Fonte: UEFA

Gonçalo Guedes – Não teve um jogo particularmente feliz, com muitas decisões erradas no terço final. Mas sempre se disse que as finais não se jogam; ganham-se. Assim, a figura terá sempre de ser o autor do golo que ganhou esta final.

Procurou a sorte e foi feliz. Gonçalo Guedes já foi alvo de muitas críticas, mas este momento foi mais do que merecido.

Não podemos deixar de destacar Bernardo Silva, que teve a assistência para o golo de Guedes e foi eleito, merecidamente, o melhor jogador desta Liga das Nações.

O FORA DE JOGO

Fonte: UEFA

Ryan Babel – Esteve em campo durante o período menos produtivo ofensivamente da Holanda. Acabou por sair para dar lugar a Quincy Promes, que esteve igualmente desinspirado.

Também por mérito dos laterais portugueses – Raphael Guerreiro e Nélson Semedo -, qualquer extremo holandês poderia ter sido eleito o fora de jogo, numa noite de aprendizagem para uma seleção dos Países Baixos que tem um futuro muito promissor pela frente.

 

Foto de Capa: Diogo Cardoso/Bola na Rede
Gonçalo Taborda

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