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Portugal 1-0 Itália: De pé esquerdo para os três pontos

Joana Libertador · 2 min

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Portugal estreou-se na Liga das Nações, no Estádio da Luz frente a Itália ainda que treinada por Mancini muito longe da que foi no seu tempo. Por mérito próprio, e por demérito italiano, a equipa das Quinas entrou a dominar mesmo sem Cristiano Ronaldo em campo.

A seleção portuguesa esteve sempre mais perto do golo, criou diversas oportunidades e, aos 30 minutos poderia mesmo ter inaugurado o marcador, mas a bola foi à barra depois de um cruzamento de Mário Rui desviado pela defensiva italiana. Arrisco-me a dizer que esse foi o momento mais perigoso da primeira metade.

À parte o domínio português e a passividade italiana, o jogo foi pouco interessante, valendo a festa que é os jogos internacionais. Nota positiva para Portugal que fez sempre circular bem a bola e não permitiu nenhum susto vindo da parte adversária.

O jogo seguiu para intervalo a zeros mas com uma equipa claramente na frente.

A bola na barra italiana foi um dos momentos perigosos da 1.ª parte
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Na segunda metade Portugal entrou ainda mais pressionante. Uma apatia italiana incompreensível permitiu, então, que a campeã da Europa chegasse, finalmente, ao golo. Bruma assistiu André Silva que, de pé esquerdo, deixou seu antigo colega de equipa, Donnarumma, sem qualquer hipótese.

O golo aqueceu o jogo. Itália pareceu “acordar”, mas as maiores oportunidades surgiram de bola parada. De salientar um remato fortíssimo de Cristante que acertou na barra da baliza de Patrício.

Apenas o pé esquerdo de Andre Silva valeu e Portugal arrancou mesmo com três pontos, vencendo assim o jogo teoricamente mais difícil. Um jogo com pouca emoção, com muito Portugal e com tristeza pelo pobre futebol desta nova Itália.

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

André Silva – Num jogo em que ninguém esteve mal, André Silva acaba por se destacar por ter marcado o único golo da partida. Destaque muito positivo para Bernardo Silva que, jogo após jogo, nos faz suspirar “que jogador!”.

O FORA-DE-JOGO

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Itália – Uma seleção cheia de potencial, uma seleção de Mancini, mas muito longe daquilo que foi no seu tempo. Há muito a fazer, muito trabalho pela frente, até que Itália volte a ser o monstro dos anos 80, dos anos 90, ou até de 2006….

Foto de Capa: Carlos Silva/Bola na Rede

Joana Libertador

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