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Portugal, eles não estão no nosso nível!

Martim Silva · 2 min

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Cabeçalho Seleção NacionalAlemanha, México e Chile são todos adversários de peso. Mas Portugal consegue vencê-los. Todos!

Após o Europeu de 2016, que Portugal ganhou de forma apoteótica, o V Império não pareceu uma memória tão distante. Agora parece que nada nos consegue bater, que ninguém é melhor que nós e nada nos consegue derrotar. Ter esta mentalidade é imperativo se queremos enfrentar novos desafios.

Esta mentalidade que agora temos foi precedida de longos anos de mediocridade onde o aplaudido eram meias-finais, o mínimo eram os oitavos e o obrigatório era chegar aos quartos. Tudo isto levou a que Portugal fosse quase os New York Knicks da Europa, especialmente após o Mundial de 2014, onde nem a fase de grupos conseguimos passar. No entanto, no meio de tanta insignificância, foi esquecido que éramos portugueses e que merecíamos mais. E bastou um “mero” Euro para mudarmos completamente o chip.

Fonte: FIFA
Fonte: FIFA

Quando se é campeão da Europa, a postura muda. Os objectivos são outros. A confiança está, segundo a canção de Rita Coolidge, num “All Time High”. É preciso aproveitarmos toda esta onda AGORA, dado que nunca antes a aproveitámos.

Para muitos, a Taça das Confederações pode parecer a “Supertaça” das competições internacionais. Um troféu com pouco prestígio, onde muitas selecções não trazem a artilharia pesada, pode parecer insignificante ao lado de um Mundial, Euro ou Copa América, num qualquer museu futebolístico, mas como sabemos, no futebol, o troféu não é só uma estátua mas sim a representação de algo.

É necessário sermos honestos, Portugal não é uma selecção ganhadora e por muito que me custe dizer isto (porque sei o valor e potencial que temos tido ao longo dos anos) sinto que é a verdade. Porém temos de deixar o passado onde está e virarmo-nos para o futuro. Ganhar a Taça das Confederações significa que o Euro não foi só sorte de principiante e que de facto existe valor e consistência nesta selecção. Qualidade não nos falta, muito menos mentalidade, porém há algo que precisamos: cultura ganhadora.

De modo a criar essa tal cultura ganhadora numa equipa é necessário trabalhar para isso. Portugal tem uma equipa relativamente jovem e muitos desses “jovens” serão os jogadores do futuro (sim, o Ronaldo não vai durar para sempre) que irão carregar Portugal durante os próximos anos e estes precisam de ter uma cultura de vencedor, de modo a que cada jogador que, futuramente, vista a camisola da selecção das quinas, saiba que o mínimo já não são os oitavos mas sim vencer a competição.

Fonte: FIFA
Fonte: FIFA

Concluo com uma frase do grandíssimo poeta e escritor chileno Arturo Vidal que, no meio de tanta iluminação, disse o seguinte: “Já disse ao meu colega de equipa Joshua Kimmich que nos vemos na final”.- Vidal, em política, quando há um problema tu vais na direcção do problema e não te afastas dele. A frase é extremamente apelativa para qualquer jornal, revista, estação televisiva ou discurso do Nobel da Literatura mas foge da verdade concreta que é: “Chile, Alemanha e México vocês não estão no nosso nível” (assinado- Portugal).

Confiança, Portugal.

Confiança!

Foto de Capa: FIFA

artigo revisto por: Ana Ferreira

Martim Silva

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