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Depois de vencerem o primeiro jogo, República Checa e Portugal disputaram o primeiro lugar do grupo A. Na seleção nacional saíram Gedson e Rafael Leão, o primeiro suspenso e o segundo por opção, e entraram Miguel Luis e Dju.
Com a Geórgia notaram-se algumas dificuldades em chegar ao último terço, em entrar o último passe e, não fosse Diogo Costa, o resultado teria sido outro. Nesta primeira parte as dificuldades mantiveram-se e, durante muito tempo, o único momento de perigo da nossa seleção foi um remate à entrada da área por intermédio de Dju, aos 7 minutos de jogo.
Do outro lado os checos começaram por obrigar Diogo a mais uma intervenção de grande nível aos 20’, depois da defesa nacional se esquecer de Hlavaty sozinho dentro da grande área, até teve tempo para dominar. Dois minutos depois remate de fora e aos 25’ nova oportunidade para Hlavaty que cabeceou por cima.
Quem não marca sofre e aos 34’ João Filipe livra-se de um adversário com nota artística, larga em Quina e este ultrapassa novo adversário, ganha a linha em velocidade e centra atrasado para Dju rematar de primeira e abrir o marcador. Quina fez quase meio golo, mas fica também a nota para Dju, que justificava a aposta de Hélio com um golo.
Aos 37’ deram demasiado espaço a Holík na esquerda, este não se fez rogado e centrou para Graiciar que agradeceu a passividade da defesa portuguesa restabelecendo a igualdade no marcador.
«Vamos ter de aumentar a nossa competência», disse Hélio na antevisão à partida e foi isso mesmo que fizemos no segundo tempo. Entramos melhor, com outra presença no meio-campo adversário e só nos primeiros 10 minutos tivemos mais remates do que em toda a primeira parte.
Por intermédio de Rui Pedro, de Quina ou através das boas incursões no ataque de Diogo Dalot, as oportunidades foram-se sucedendo, mas faltava o golo. Os checos não conseguiam causar grande perigo, nem penetrar a nossa defensiva.
Aos 67’ minutos surge o momento que viria a ser decisivo na partida, com a entrada de Rafael Leão para o lugar de João Filipe. No primeiro jogo esteve muito abaixo, mas hoje entrou muito bem e aos 74’ trabalhou bem na esquerda sobre vários adversários e tirou um centro direitinho para a cabeça do suspeito do costume. Rui Pedro limitou-se a encostar e conseguiu assim o segundo golo na prova.
Até ao final ainda entraram Florentino e Bruno Paz para segurar o resultado e houve também um forcing por parte dos checos para tentar o empate. Esse empate chegou a ser festejado em cima dos 90’ depois de concretizarem um livre praticamente do meio campo. O lance, muito infeliz para o guardião luso, acabou por ser anulado para sorte dos portugueses pois era livre indireto.
A primeira parte foi divida, tivemos mais bola, mas a República Checa mais oportunidades, a grande diferença foi a segunda, onde justificamos plenamente o resultado. Hélio pediu mais e teve mais, se jogarmos sempre como fizemos nos segundos 45’, estaremos mais perto do nosso objetivo e de vencer qualquer partida.
Foto de Capa: UEFA
A FIGURA

Fonte: UEFA
Domingos Quina (Portugal) – Hoje valemos por um todo, principalmente na segunda parte. Dju respondeu bem à aposta de Hélio, Rui Pedro voltou a marcar e Leão fez jus ao nome com a sua entrada em campo, ainda assim o meu destaque individual vai para Domingos Quina. O jovem do West Ham é dono de uma qualidade técnica de grande nível e consegue elevar o jogo nacional a outro patamar, hoje não esteve perfeito, mas ainda assim somou uma assistência e foi peça importante nesta vitória.
FORA-DE-JOGO

João Filipe (Portugal) – Não fosse anulado o golo aos 90’ e estaria a escrever sobre o salvador da primeira partida, Diogo Costa, mas o árbitro salvou-o, pelo que o destaque menos bom vai para João Filipe. O extremo do Benfica tem de fazer mais, muito desaparecido e incapaz de provocar perigo ou fazer chegar a bola em condições a Rui Pedro – que esteve, de resto, muito desapoiado no primeiro tempo – tem qualidade para fazer melhor.
artigo revisto por: Ana Ferreira









