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5 ex-defesas-centrais que dariam jeito à selecção nacional

Tiago Serrano · 3 min

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Já aqui falei há uns tempos atrás que os defesas-centrais de qualidade estavam a escassear no futebol português, sendo que os últimos jogos de preparação da equipa das quinas levantaram ainda mais questões quanto aos defesas-centrais que devem representar o nosso país na Rússia.

A mim não me parece que Bruno Alves que é suplente no Glasgow Rangers, e José Fonte que acabou de se transferir para o futebol chinês, ainda tenham andamento para este nível competitivo. E mesmo com a ascensão meteórica de Rúben Dias, esta opção por si só, parece-me curta para uma competição de grande exigência.

No entanto, sempre foi difícil escolher os defesas-centrais para representarem o nosso país nas diversas competições internacionais, mas por outros motivos. Há uns anos atrás, o futebol português estava muito bem servido de defesas-centrais, sendo que alguns deles até nem tiveram muito espaço na selecção nacional quando atingiram o seu auge.

Como tal, irei aqui indicar cinco defesas-centrais que não conseguiram conquistar o seu espaço na equipa das quinas no seu tempo, mas que nos dias de hoje teriam capacidade mais que suficiente para tal.

Foto de Capa: El Mundo

5.

Fonte: El Mundo

José Nunes – hoje é provavelmente um desconhecido para a maioria dos adeptos do futebol. Iniciou a carreira no Paivense, passando depois pela Ovarense, Maia, Salgueiros e Gil Vicente. Na temporada 2004/2005 assinou pelo Sporting de Braga e foi ao serviço do emblema da cidade dos Arcebispos que se afirmou como um dos melhores defesas-centrais do campeonato. Em 2006, com 28 anos e no auge da carreira, transferiu-se para o Maiorca, onde jogaria o resto da carreira, chegando a capitão de equipa e tornando-se numa glória do clube. Nunca foi internacional.

4.

Fonte: fclm.ru

Manuel da Costa – este defesa-central nascido em França, filho de pai português e de mãe marroquina, foi revelado pelo Nancy-Lorraine na temporada 2005/2006 e as suas exibições valeram-lhe uma transferência para o PSV, onde se sagraria campeão holandês. Nesse período começaria a representar as nossas selecções jovens, tendo marcado presença no Europeu de sub-21 disputado na Holanda, estando integrado no melhor onze da competição. Chegou a ser convocado algumas vezes para a selecção A, mas Scolari não o fez estrear. Teve ainda passagens pela Fiorentina, Sampdoria, West Ham, Lokomotiv Moscovo, Nacional da Madeira, Sivasspor, Olympiakos e representa actualmente os turcos do Istambul Basaksehir. Há 10 anos atrás, Manuel da Costa era visto como um dos defesas-centrais mais promissores da Europa, possuindo um estatuto semelhante ao actualmente possuído por Rúben Dias, mas acabaria por não confirmar o seu potencial e actualmente representa a selecção marroquina.

3.

Fonte: GNK Dinamo Zagreb

Tonel – este defesa-central formado no FC Porto, apresentou-se na Primeira Liga ao serviço da Académica e do CS Marítimo, tendo assinado pelo Sporting CP em 2005. Em cinco épocas no clube de Alvalade, foi sempre titular indiscutível, realizando 178 jogos e marcando 14 golos. No entanto, realizaria apenas dois jogos ao serviço da equipa das quinas. Posteriormente, passaria pelo Dínamo Zagreb, Beira-Mar, Feirense e Belenenses.

2.

Fonte: The Telegraph

Ricardo Rocha – iniciou a sua carreira sénior no FC Famalicão, transferindo-se para o SC Braga, onde jogaria durante três temporadas. Depois, transferiu-se para o SL Benfica, onde jogou até Janeiro de 2007, realizando 162 jogos e marcando três golos. Porém, nesse período, o jogador que podia jogar a central e a lateral, realizou apenas seis jogos pela selecção nacional. Passou posteriormente por Tottenham, Standard Liège e Portsmouth.

1.

Fonte: Sevilha FC

Daniel Carriço – o defesa-central formado no Sporting começou a mostrar serviço na Primeira Liga, decorria a temporada 2008/2009. Depois de mais três temporadas no clube leonino, passou pelos ingleses do Reading, mas foi nos espanhóis do Sevilha que ele relançou a carreira, tendo sido pedra basilar na equipa de Unai Emery que conquistou três Ligas Europa consecutivas. No entanto, o defesa-central perdeu espaço após a chegada de Sampaoli e com algumas lesões do meio, Carriço está longe de ter a influência de outros tempos pela equipa andaluz. É internacional pelas camadas jovens, mas tem apenas um jogo pela selecção A, num particular contra a Itália em 2015.

Tiago Serrano

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