Noruega 1-1 Espanha: Golo tardio adia apuramento espanhol

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A seleção espanhola empatou com a congénere norueguesa por 1-1 e adiou assim o apuramento para o Campeonato da Europa de 2020. Em caso de vitória, “nuestros hermanos” ficariam apurados para a maior competição europeia a nível de seleções, mas ainda não foi desta que carimbaram esse passaporte.

A partida começou “morna”, com os espanhóis a dominarem a posse de bola, mas sem que conseguissem criar qualquer situação de perigo para a baliza de Jarstein. Por seu lado, os noruegueses iam apostando num bloco baixo, em contenção, mas sempre alerta para possíveis saídas para o ataque, sobretudo através do excelente toque de bola de Martin Odegaard e da velocidade de Joshua King.

O baixo ritmo imposto no jogo pela “Roja” pode ter sido fruto da posição confortável em que se colocaram, contando todos os encontros que disputaram por vitórias e, consequentemente, somando 18 pontos. Perante isto, e dada a maior necessidade que tinham em conseguir um bom resultado, caso quisessem ter hipóteses de se apurarem para o Europeu de 2020, foram os nórdicos que começaram a crescer no jogo, chegando mesmo a ameaçar a baliza de Kepa por duas vezes. No entanto, foi “sol de pouca dura” e rapidamente voltou o cenário inicial de superioridade espanhola, em termos de controlo de bola.

Perante toda esta passividade, de parte a parte, o intervalo chegou sem que existissem quaisquer lances de interesse em toda a primeira parte, permanecendo o 0-0 inicial ainda no marcador. A partida estava a ser aborrecida e sem que nenhuma das seleções se mostrasse particularmente empenhada em desfazer este nulo.

Fonte: Seleção Norueguesa

Se a primeira parte foi disputada a “dez à hora”, a segunda começou a toda a velocidade, com os espanhóis a chegarem ao golo logo ao minuto 47: após uma jogada em velocidade pela esquerda, o cruzamento de Bernat foi afastado por Jarstein para a entrada da área, zona onde Saúl Ñíguez dominou e rematou o esférico, colocando a bola no fundo da rede. Um belo remate do médio do Atlético de Madrid, misturando força e colocação.

A “Roja” continuou a dominar, mas passou a apresentar uma diferença em relação à primeira metade: estava a conseguir construir lances de perigo, como bem gosta, “rendilhando” a jogada com um elevado número de passes curtos e, quando finalmente encontrava espaço nas costas dos noruegueses, colocava a bola nessas zonas para que pudesse ser cruzada para a área, em busca de uma finalização positiva.

A Espanha voltou a criar perigo aos 67 minutos, quando Fabián Ruiz rematou de meia-distância e enviou a bola à trave da baliza da Noruega, deixando mais um sinal de que a mentalidade de “nuestros hermanos” havia mudado para esta segunda parte. Dada esta maior propensão ofensiva dos espanhóis, passaram a existir mais espaços livres para os nórdicos responderem, o que tornou o jogo mais partido e muito mais agradável para o espectador neutro. A Noruega chegou mesmo a ter uma hipótese para empatar, ao minuto 72, mas Saúl Ñíguez foi também protagonista na defesa e bloqueou o remate de Selnaes.

Os últimos 15 minutos foram de grande “sufoco” para os comandados de Robert Moreno e foi nesse período que apareceu Raúl Albiol como “pronto-socorro” dos espanhóis, tendo anulado três situações que seriam de potencial golo da Noruega. Apesar destes momentos de maior dificuldade, a “Roja” foi conseguindo responder, sobretudo através de Fabián Ruiz, que se colocou mais à direita (desde a saída de Oyarzabal) e, desde o corredor, ia pautando o jogo dos espanhóis.

No entanto, a maior surpresa estava guardada para o fim da partida: Kepa saiu da baliza de forma completamente desastrada e atingiu Joshua King, “oferecendo” uma grande penalidade à Noruega que foi convertida pelo próprio avançado do Bournemouth. Um balde de água gelada foi deitado em cima dos espanhóis, que assim viram a vitória fugir no último instante.

Apesar da superioridade espanhola ter sido clara na segunda parte, o baixo ritmo da primeira faz com que este golo premeie o bom trabalho dos noruegueses nesse período do jogo. Ainda assim, penso que a vitória espanhola seria o resultado mais ajustado. Uma nota final ainda para Sergio Ramos, que cumpriu a 168º internacionalização por Espanha e assim se tornou o jogador com mais jogos pela “Roja”, ultrapassando Iker Casillas.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Noruega – Jarstein; Elabdellaoui; Nordtveit (Hovland, 31’); Ajer; Aleesami; Johansen (Sorloth, 63’); Berge; Henriksen (Johnsen, 83’); Selnaes; Odegaard; King.

Espanha – Kepa; Jesús Navas; Sergio Ramos; Albiol; Bernat (Iñigo Martínez, 88’); Busquets; Saúl Ñíguez; Fabián Ruiz; Ceballos (Santi Cazorla, 64’); Oyarzabal (Rodri, 78’); Rodrigo.

Alexandre Candeias
Alexandre Candeiashttp://www.bolanarede.pt
Apaixonado por futebol desde sempre, tem o hábito de escrever sobre o desporto rei desde os tempos da escola primária, onde o tema das composições de Português nunca fugia da bola.

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