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A 32.ª edição do torneio de seleções mais importante de África está aí! Com início marcado para 21 de junho, o CAN 2019 será disputado por 24 países, pela primeira vez na história do futebol africano, que tudo irão fazer para alcançar a final no dia 19 de julho e conquistar o título de “Melhor Seleção de África”.
À partida, é difícil antever um favorito à vitória, pois, e para bem da imprevisibilidade, existe um leque variado de candidatos a vencer a prova, como o Egito, Nigéria, Senegal, Argélia, Marrocos e Costa do Marfim. Além disso, o CAN é caraterizado por ser um torneio repleto de surpresas como a conquista da Zâmbia em 2012, pelo que não será chocante ver um “outsider” a sagrar-se campeão africano de seleções. Mas vamos analisar grupo a grupo.
Grupo A

Fonte: FIFA
No grupo A temos presente o anfitriã Egito, a RD Congo, o Uganda e o Zimbabwe. A seleção d’”Os Faraós” que tem mais troféus conquistados (conta 7 CAN’s no seu currículo) tem claras hipóteses de seguir em frente, fazendo do fator casa uma importante vantagem, além de contar com Mohamed Salah no lote dos 23 para espalhar magia nos jogos contra os restantes adversários do grupo.
Os seus maiores oponentes serão os congoleses, que terminaram a fase qualificação em segundo lugar no grupo G. A estrela maior desta seleção dá pelo nome de Cédric Bakambu, ponta-de-lança dos chineses Beijing Guaon, sendo nele que estão depositadas as esperanças de fazer balancear as redes adversárias por muitas vezes.
Quanto ao Uganda e Zimbabwe têm poucas possibilidades de passar o grupo, mas certamente complicarão a tarefa ao Egito e RD Congo.
Grupo B

Fonte: NFF
O grupo B conta com Nigéria, Guiné, Madagáscar e Burundi. Após no ano passado ter estado perto de um brilharete no Mundial da Rússia, as “Super Águias” procuram a redenção, e nada melhor como a conquista do CAN para voltar à ribalta do futebol. Alex Iwobi, Obi Mikel e companhia procuram conquistar a prova pela quarta vez – a última conquista ocorreu em 2013 -, e podem estar confiantes em terminar o grupo B no primeiro lugar.
A Guiné está apontada para acabar o grupo em segundo, embora possa surpreender a candidata Nigéria no embate entre os dois conjuntos, que irá ocorrer a 26 de junho em Alexandria. Qualificada em primeiro no grupo H e à frente da Costa do Marfim, a Guiné tem nos seus convocados um recente campeão europeu: o médio-centro Naby Keita do Liverpool chega à prova com a motivação em alta, e está pronto para assumir o meio-campo da sua seleção com excelente jogo que lhe é caraterístico.
Já Madagáscar e Burundi que completam o grupo não serão fortes candidatos a terminar a primeira fase da prova em posição de qualificação para a fase a eliminar, restando apenas lutar-lhes para dignificar o seu país.
Grupo C

Fonte: FIFA
O grupo C é composto por Senegal, Argélia, Quénia e Tanzânia. Com as seleções do Quénia e Tanzânia com poucas possibilidades de seguir em frente, a dúvida passa por saber quem irá terminar em primeiro no grupo: a dúvida poderá ficar desfeita no dia 27 de junho, quando Senegal e Argélia se enfrentarem no Cairo na segunda jornada do grupo.
O Senegal que surpreendeu no Mundial 2018 e esteve perto de passar aos oitavos, querer voltar a mostrar a sua força, e para tal objetivo, terá uma frente de ataque bastante forte e criativa, com Sadio Mané a liderar os “Leões de Teranga” rumo à glória inédita, dado que o Senegal só em 2002 esteve perto de vencer o CAN, mas acabou por perder para os Camarões.
A Argélia está de volta às grandes competições de seleções, depois de ter falhado o Mundial 2018. As “Raposas do Deserto” irão tentar repetir no terreno do seu rival histórico (Egito) a conquista de 1990 ocorrida em sua casa, frente à Nigéria. Para isso, Riyad Mahrez terá de estar no auge da sua qualidade técnica, de forma a levar a Argélia ao topo da hierarquia do futebol africano.
Grupo D

Fonte: FIFA
O grupo D pode ser perfeitamente classificado como “Grupo da Morte”, já que conta com três antigos vencedores do CAN: Marrocos (1976), Costa do Marfim (1992, 2015) e África do Sul (1996). Qualquer uma das seleções pode muito bem passar o grupo, como terminar eliminado numa fase prematura da prova.
Após uma prestação algo deprimente em solo russo, Marrocos está apostado em deixar uma imagem mais positiva daquela deixada na Rússia, sendo que Dirar e Ziyech serão as principais apostas ofensivas de Hervé Renard na busca de triunfos nos jogos.
A Costa do Marfim tem sentido algumas dificuldades em ultrapassar a fase pós-Yaya Touré, que participou ativamente na conquista de 2015, mas agora os adeptos d’”Os Elefantes” acreditam muito nesta nova geração de atletas que está a aparecer, como Franck Kessié, para ajudar o país a reconquistar o troféu.
A África do Sul terminou a qualificação atrás da Nigéria no grupo E, e prima-se pelo facto da maioria dos eleitos atuarem no seu campeonato. Será este um forte motivo para que a seleção não consiga ter sucesso na prova? Veremos, mas a experiência internacional dos atletas é sempre um acréscimo para desbloquear algumas partidas equilibradas.
Grupo E

Fonte: FIFA
O grupo E é um dos mais equilibrados da prova, com Tunísia, Mali, Angola e Mauritânia.
A Tunísia apresenta-se como a favorita à vitória no grupo, e nada como uma boa prestação no CAN 2019 para apagar a paupérrima figura no Mundial 2018. As “Águias de Cartago” contam com o jovem avançado do Nice, Bassem Srarfi, para fazer mossa aos guarda-redes adversários.
O Mali garantiu a presença no CAN deste ano com um registo imaculado (4 vitórias e dois empates), e conta com os “portugueses” Abdoulay Diaby e Moussa Marega para tentar chegar a uma vitória inédita, após um segundo lugar em 1972 e dois terceiros luares em 2012 e 2013.
Um dos dois participantes lusófonos, Angola, está de regresso à principal competição continental, após uma ausência de seis anos – falhou as edições de 2015 e 2017. Os “Palancas Negras” misturam experiência com juventude, com Bastos Quissanga (Lázio de Roma) e Gelson Dala (Sporting CP) à cabeça, o que poderá ser a fórmula ideial para causar sensação em terras de Faraó.
Grupo F

Fonte: FIFA
O último grupo é o grupo do detentor do título, os Camarões, composto conjuntamente com Gana, Benim e Guiné-Bissau.
A seleção dos Camarões é teoricamente o principal candidato à conquista do troféu, dado que é o vencedor da última edição (vitória por 2-1, frente ao Egito), embora tenha de confirmar em campo que pretende renovar o título de campeão conquistado no Gabão. O homem que decidiu a final, Vincent Aboubakar, não irá dar o seu contributo no Egito, uma vez que passou grande parte da época lesionado.
O Gana é o principal opositor aos Camarões na luta pelo primeiro posto do grupo. Contando com André Ayew, Christian Atsu e Thomas Partey nos convocados, os “Estrelas Pretas” são a terceira nação com mais CAN’s conquistadas (contabilizam já quatro) pretendem juntar mais uma, e, assim, empatar com os Camarões nos troféus conquistados.
O segundo participante lusófono, Guiné-Bissau, prepara-se para jogar o segundo CAN. Em 2017, os “Djurtus” empolgaram os seus adeptos, mas falharam a passagem à fase a eliminar. Este ano, os comandados de Baciro Candé pretendem fazer mais e melhor que no Gabão. Nota ainda para o facto da seleção guineense contar com imenos jogadores que atuam nos campeonatos portugueses).
Foto de Capa: CAF













