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Senegal 0-1 Argélia: Golo madrugador dá CAN às “Raposas do Deserto”

Guilherme Costa · 3 min

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No jogo da final do CAN’19, a Argélia foi mais forte e bateu o Senegal por 0-1, conquistando o ambicionado troféu. Após 27 dias de competição, eis a tão aguardada final: frente a frente iriam estar dois fortes candidatos a levar o “caneco” para casa – o Senegal pretendia vencer pela primeira vez a prova, ao passo que a Argélia queria terminar com o longo jejum de 29 anos sem vencer o CAN (último triunfo tinha ocorrido em 1990). As duas seleções já se tinham na fase de grupo, com as “Raposas do Deserto” a vencerem pela margem mínima os “Leões do Teranga”.

Perante um Estádio Internacional do Cairo praticamente lotado, a Argélia entrou a todo o gás e fez o primeiro golo logo a abrir a partida: Baghdad Bounedjah trabalhou bem do lado esquerdo, puxou para o meio e o seu remate foi desviado em Salif Sane que traiu Gomis. O golo madrugador argelino certamente seria um excelente aperitivo para o resto da final.

A resposta senegalesa à desvantagem madrugadora tardava em aparecer, e isso era justificado pelo facto do Senegal apostar num futebol mais direto e não tanto num jogo que passasse pelos criativos Sarr e Mané.

Foi preciso esperar até ao minuto 37 para se ver o primeiro lance de perigo do Senegal: Niang desferiu um potente remate à entrada da área que passou perto da barra da baliza de M’Bolhi. O remate empolgou os senegaleses que terminaram a primeira parte em cima da defesa argelina, que ia fazendo os possíveis para manter a bola longe da sua baliza e conservar assim a vantagem preciosa que se manteve até ao apito do árbitro para o descanso.
Bounedjah adiantou cedo a Argélia no marcador
Fonte: CAF

O segundo tempo começou a um ritmo lento, com as duas seleções a jogar um futebol desinteressante e à base do “chutão para a frente”, o que de certo modo tirava beleza à final. O primeiro lance surgiu aos 58’, num livre direto por Saivet que foi de defesa fácil para M’Bolhi. O livre parece ter dado o mote para a partida ganhar maior emoção: no minuto a seguir, o árbitro assinalou grande penalidade a favor do Senegal, contudo, e após consulta do VAR, voltou com a decisão atrás.

O Senegal não se foi abaixo, e continuou a carregar em busca do empate, com Niang a voltar estar perto de marcar: aos 65’, o avançado isolou-se bem e contornou o guardião adversário, mas o seu remate saiu por cima da baliza. M’Bolhi fez uma excelente defesa três minutos depois a remate de Youssouf Sabaly. O técnico senegalês lançou para os últimos 15 minutos Mbaye Diagne, mais um avançado para alcançar o golo de empate.

O jogo ia caminhando a passos largos para o seu fim, com a Argélia a fazer de tudo para manter o Senegal longe da sua área. Já com os conhecidos Slimani e Brahimi em campo, os argelinos foram competentes no capítulo defensivo e beneficiaram do facto do Senegal estar a jogar “mais com o coração do que com a cabeça” nos instantes finais, o que impediu ter a frieza necessária para criar uma oportunidade digna de registo.

O jogo acabaria pouco depois com o triunfo pela margem mínima a favor da Argélia. Numa partida que não foi sempre bem jogada, as “Raposas do Deserto” foram matreiras e conseguiram aguentar a vantagem obtida no início do encontro, o que permite alcançarem o segundo CAN, 29 anos depois da última conquista.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Senegal: Alfred Gomis, Youssouf Sabaly, Salif Sane, Cheikhou Kouyaté, Lamine Gassama, Idrissa Gueye, Papa Ndiaye (Kreppin Diatta, 58’), Henri Saivet (Mbaye Diagne, 75’), Ismaila Sarr, Sadio Mané e M’Baye Niang (Keita Baldé, 84’)

Argélia: Rais M´Bolhi, Mehdi Zeffane, Aissa Mandi, Djamel Benlamri, Ramy Bensebaini, Adlène Guédioura, Ismael Bennacer, Riyad Mahrez, Sofiane Féghouli (Mehdi Jean Tahrat, 84’), Baghdad Bounedjah (Islam Slimani, 88’) e Youcef Belaili (Yacine Brahimi, 83’)

A FIGURA

Fonte: CAF

Baghdad Bounedjah – O avançado argelino foi fundamental no jogo, ao apontar o golo que deu o triunfo à Argélia na final. Durante a partida, Bounedjah lutou imenso na frente de ataque e ajudou bastante no capítulo defensivo.

O FORA DE JOGO

Fonte: CAF

Sadio Mané – O extremo senegalês não surgiu o jogo inteiro e talvez isso seja a principal justificação do fracasso do Senegal na final. O atleta do Liverpool andou escondido durante a partida e raramente conseguiu ter bola nos pés que permitiria criar lances de perigo.

Foto de Capa: CAF

Guilherme Costa

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