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Percurso
Os Camarões garantiram a presença na Taça das Confederações com a vitória na Taça das Nações Africanas 2017. Numa competição atípica em que os favoritos Argélia e Costa do Marfim nem sequer passaram a fase de grupos e com muitas ausências de peso, – Choupo-Moting, Matip ou Nyom rejeitaram mesmo participar na competição – os Camarões passaram a primeira fase apenas em 2º lugar com 5 pontos, a mesma pontuação do 1º, Burquina Faso. Seguiram-se os quartos de final que, após o nulo no tempo regulamentar e no prolongamento acabaram por vencer nas grandes penalidades. Nas meias bateram o Gana de Atsu ou dos irmãos Ayew por 2-0. Conseguiram erguer o troféu graças a uma reviravolta frente ao Egipto de Elneny consumada pelo portista Vincent Aboubakar a apenas um minuto dos 90’.
Figuras
Já lá vão os tempos de Samuel Eto’o, Éric Djemba-Djemba, Geremi ou mesmo Alex Song e Kameni, uns porque já lá vai o tempo deles e outros apenas porque já não querem representar o seu país. Para terem uma noção, oito camaroneses recusaram estar presentes na última Taça da Nações Africanas que os leões indomáveis acabaram por vencer. Ora, depois desta razia ao nível das principais caras do conjunto africano, outros nomes tiveram de se chegar à frente, destaco Christian Bassogog e Vincent Aboubakar.
Christian Bassogog

Fonte: CAF
O jovem avançado de apenas 21 anos é uma das figuras da sua seleção. Além de ponta-de-lança pode jogar ainda a extremo direito ou esquerdo, preferencialmente joga na direita, onde potencia os movimentos interiores e facilita o remate. É rápido e muito forte no um para um, características que o ajudaram a ser eleito o melhor jogador da CAN 2017. Na altura representava o Aalborg da Dinamarca e hoje atua Henan Jianye da Superliga Chinesa, leva 4 golos em 11 jogos.
Vincent Aboubakar

Fonte: CAF
Apesar da sua passagem pelo FC Porto não lhe ter corrido de feição a qualidade de Vincent Aboubakar é inegável. Dono de uma técnica apuradíssima, capaz de momentos incríveis, é também muito forte fisicamente e demonstra facilidade de remate, sendo a meia distância também uma das suas armas. Durante a CAN nem sempre foi titular, mas acabou por ser decisivo com o golo na final que deu o troféu aos Camarões e, depois de uma boa temporada ao serviço do Besiktas, tem tudo para realizar um boa Taça das Confederações.
Treinador

Fonte: Fecafoot
Aos 65 anos, Hugo Broos chegou ao comando técnico da seleção camaronesa depois de ter feito carreira maioritariamente na Bélgica. Lá, treinou Club Brugge, Mouscron, Anderlecht ou Genk e conquistou três Ligas Belgas, duas Taças e duas Supertaças, além de um Segunda Liga Belga, no início da carreira, ao serviço do RWD Molenbeek. Mais recentemente conseguiu levar a seleção que ainda orienta à vitória da CAN quando nada o fazia prever. De referir ainda que foi internacional belga enquanto jogador e levantou uma Taça UEFA, duas Taças das Taças e duas Supertaças Europeias, ao serviço do Club Brugge e do Anderlecht.
Palmarés

Fonte: Fecafoot
São uma das seleções africanas com melhor palmarés, mas, antes da CAN 2017, não venciam nada desde 2002. Ao todo contam com cinco Taças das Nações Africanas e dois segundos lugares. Em 2003 deixaram o Brasil na fase de grupos e chegaram à final da Taça das Confederações. Só foram eliminados após prolongamento pelos franceses que, além de jogar em casa, contavam com jogadores como Henry, Cissé, Giuly, Pirès, entres outros craques. Esta competição ficou ainda marcada pela morte de Marc-Vivien Foé em campo, na meia-final frente à Colômbia.
Expectativas

Fonte: CAF
Num grupo onde Alemanha e Chile são claros favoritos, os Camarões parecem destinados a disputar apenas o 3º lugar com a Austrália, no entanto, já na CAN não eram, de todo, favoritos e acabou por não lhes correr nada mal…Apesar das principais caras não estarem presentes na competição por um ou outro motivo – desta vez nem Nkoulou foi convocado – e de serem claramente outsiders já provaram noutras situações que são capazes de surpreender e as baixas expectativas até podem funcionar a seu favor, um pouco à imagem do que se passou na competição que lhes garantiu a presença na Rússia.













