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Taça das Confederações ’17 (Magazine): Nova Zelândia

Rúben Tavares · 3 min

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Cabeçalho Futebol Internacional

 

Percurso de Qualificação

          Garantiu o bilhete de ida para a edição de 2017 da Taça das Confederações na Rússia, após ter derrotado a Papua Nova Guiné, nas grandes penalidades, a 11 de junho de 2016, na final da Taça das Nações da Oceânia.

A 26 de novembro do ano passado, no sorteio da prova confederativa, os ‘All Whites’ ficaram integrados no grupo A com a anfitriã Rússia, o vencedor da Gold Cup da CONCACAF, México, e o campeão europeu, Portugal.

Figuras da seleção

          Nos protagonistas a destacar, escolho três, separados pelos três setores do campo, num exercício que se pretende que seja o mais coletivo possível.

Michael Boxall é um defesa central que gosta de sair a jogar Fonte: stuff.co.nz
Michael Boxall é um defesa central que gosta de sair a jogar
Fonte: stuff.co.nz

Com 1,88m e 81kg, Michael Boxall, aos 28 anos, tem envergadura física de respeito no confronto com os avançados contrários. Todavia, o defesa central, que também pode fazer a lateral direita, gosta de ter a bola no pé quando a equipa está em organização ofensiva. É alto e gosta de jogar de cabeça levantada.

Joga na África do Sul, no Supersport United, e pressioná-lo na primeira fase de construção pode ser uma forma de neutralizar a equipa neozelandesa.

Michael McGlinchey é um médio ofensivo polivalente com veia goleadora Fonte: stuff.co.nz
Michael McGlinchey é um médio ofensivo polivalente com veia goleadora
Fonte: stuff.co.nz

          De estatura baixa, mas com um pé direito de encher o olho, Michael McGlinchey, acumula a nacionalidade neozelandesa com a escocesa. Aliás, o médio ofensivo de 30 anos foi parte integrante das seleções jovens da Escócia.

É um vagabundo nos espaços de ataque, joga na última linha do meio-campo, a mais atacante. Mas pode bem jogar a partir da faixa esquerda para o meio ou a segundo avançado. Tem veia goleadora.

Joga no seu país, nos Wellington Phoenix.

Chris Wood é um ponta-de-lança possante, um ‘powerhouse’ Fonte: nzfootball.co.nz
Chris Wood é um ponta-de-lança possante, um ‘powerhouse’
Fonte: nzfootball.co.nz

          Aos 25 anos, o goleador dos ingleses do Leeds United, que até tem nome cinematográfico, fez, até agora, praticamente, toda uma carreira em Inglaterra.

A acercar-se da meia centena de internacionalizações, Chris Wood é um ponta-de-lança possante, um ‘powerhouse’ que é letal de cabeça, tem pontapé forte na sua destra e até bate penáltis.

Quando a equipa estiver apertada, uma bola longa na sua referência atacante de 1,91m e 88 kg pode

O treinador

Anthony Hudson conquistou o único título da carreira ao serviço da seleção neozelandesa Fonte: nzfootball.co.nz
Anthony Hudson conquistou o único título da carreira ao serviço da seleção neozelandesa
Fonte: nzfootball.co.nz

          Nascido nos Estados Unidos da América, Anthony Hudson tem também nacionalidade inglesa.

Jovem treinador de 36 anos, vai na segunda experiência a treinar seleções nacionais, depois de passagem pelos sub-23 e ‘A’ do Bahrain, entre 2012 e 2013.

Antes de orientar seleções, teve carreira em clubes nos EUA e em Inglaterra. Chegou à Nova Zelândia em 2015 e conquistou o seu primeiro título na carreira, a Taça das Nações da Oceânia, no ano passado.

Palmarés

          95ª classificada no ranking da FIFA, a seleção ‘All White’ é, na teoria, a maior ‘underdog’ da competição que começará no próximo dia 17.

          Quanto à galeria da seleção oceânica, tem a apresentar a conquista, por cinco vezes, da Taça das Nações da Oceânia (1973, 1998, 2002, 2008 e 2016), sendo que vai cumprir a quarta presença numa Taça das Confederações (1999, 2003, 2009 e 2017).

          Por outro lado, é hoje considerada a melhor seleção do continente mais a oriente do globo desde que a Austrália foi transferida para a Confederação Asiática de Futebol, em 2006. Tem duas participações no Campeonato do Mundo, em 1982 e 2010, sendo que, em 2010, na África do Sul, conquistou os primeiros pontos num Mundial e….saiu invicta…mas também sem vitórias….três jogos e três empates na fase de grupos.

Onde pode chegar?

 

A Nova Zelândia tem potencial para, pela primeira vez, ultrapassar a fase de grupos da Taça das Confederações       Fonte:nzfootball.co.nz
A Nova Zelândia tem potencial para, pela primeira vez, ultrapassar a fase de grupos da Taça das Confederações
Fonte:nzfootball.co.nz

Pegando na deixa desta última frase do texto anterior, em 2010, num palco de um Mundial, a Nova Zelândia esteve perto de surpreender, ficando a um ponto da qualificação para os oitavos de final, num grupo com Eslováquia, Paraguai e Itália.

É certo que já se passaram 7 anos e muita coisa mudou, mas o futebol, na sua margem de imprevisibilidade, continua o mesmo.

Num grupo com México, Rússia e Portugal, o britânico futebol-colónia do ‘Kick and Rush’, rentabilizando a capacidade da equipa no jogo direto e na dimensão física do jogo, pode fazer mossa. Mas, atenção, os ‘All Whites’ não são só isso. Sabem circular com qualidade e procurar os seus expressivos criativos.

A Nova Zelândia nunca passou uma fase de grupos de uma Taça das Confederações. Pode ser este ano? Sim, pode. Há potencial para isso.

Foto de Capa: gazetaesportiva.com

Rúben Tavares

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