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São já poucas as horas que nos separam do confronto entre CA River Plate e CR Flamengo, jogo que coroará o novo campeão sul-americano de clubes.
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De um lado, um River Plate à procura de se estabelecer efetivamente como a grande potência da América do Sul no panorama atual; do outro, um Flamengo em busca do tão sonhado “bi” da Libertadores, competição que não cai no colo rubro-negro há mais de três décadas. Frente a frente em Lima estarão dois elencos repletos de talento, portanto é difícil prever quem se destacará pela positiva nesta finalíssima; no entanto, aqui estão algumas boas apostas.
6.

Enzo Pérez – Um velho conhecido, não só para o público português em geral, como para o técnico Jorge Jesus em particular. Aos trinta e três anos, o médio internacional argentino encontra-se ainda num patamar altíssimo, sendo uma das peças basilares na estratégia de Gallardo, tendo assegurado, inclusivamente, a titularidade no setor intermediário em cinco das seis partidas efetuadas pelo River no mata-mata da presente edição da Libertadores. Visão acima da média, facilidade para inverter o centro de jogo, fulcral tanto no momento defensivo, como também nas transições ofensivas da formação argentina. É, também, dotado de uma meia distância que não deverá, de todo, ser subestimada.
5.

Gerson – Espalha classe a cada minuto que está dentro de campo. Contratado este ano pelo clube brasileiro à AS Roma, Gerson é, hoje em dia, juntamente com Willian Arão, a principal referência para o setor intermediário de Jorge Jesus. Visão e leitura de jogo acima da média, é capaz de realizar passes de trinta metros com a mesma facilidade e qualidade que aqueles realizados a uma curta distância. Defensivamente, é rápido a reagir à perda de bola e possui um timing muito preciso a desarmar o adversário. É igualmente eficaz a atacar, surgindo muitas das vezes pelos corredores; é também dotado de uma boa meia distância, tendo como um dos seus movimentos característicos o “corte” para o meio e consequente remate forte de pé esquerdo.
4.

Ignacio Fernández – Outro dos nomes imprescindíveis para Marcelo Gallardo, no que ao meio campo diz respeito. Nacho Fernández, como é conhecido em terras argentinas, não é, certamente, dos jogadores mais virtuosos ou goleadores no plantel de Los Milionarios, contudo é pela sua extrema regularidade e técnica apurada que o jogador de vinte e nove anos caiu nas graças do Monumental de Núñez. Surgindo, muitas das vezes, como um dos homens mais próximos dos atacantes, Nacho já, em diversas ocasiões, foi apelidado de “cérebro da equipa” pelo técnico Marcelo Gallardo, muito por conta da sua enorme capacidade de progressão com o esférico dominado e da sua perceção microscópica do jogo, característica que lhe permite determinar a altura ideal para acelerar a partida. Não é à toa que é considerado por Juan Román Riquelme o grande culpado da derrota do Boca, em Madrid, na final da Libertadores do ano passado.
3.

Bruno Henrique – Tem sido, sem sombra de dúvida, o principal nome do Mengão durante este ano de 2019. Falar de Bruno Henrique não é única e exclusivamente falar de golos e assistências; é falar de velocidade, de um poder de desequilíbrio igualmente fenomenal. Impossível não realçar também a sociedade letal que possui com Gabriel Barbosa, dupla que tem acumulado, até à data, inúmeros records, no que às finalizações certeiras diz respeito. Segundo melhor marcador no Brasileirão, um dos atletas que mais contribui, em termos ofensivos, na América do Sul. Será, na minha opinião, o maior talento individual a pisar o relvado peruano e, indiscutivelmente, aquele que, no papel, terá maior probabilidade de decidir esta final.
2.

Rafael Borré – Golo é aquilo que, geralmente, é exigido a um atacante; a partir daí, diferenciam-se os bons avançados dos maus. E, neste quesito específico, há sempre que contar com a célebre “estrelinha”. Definitivamente, “estrelinha” parece ser algo que não falta ao atacante colombiano de vinte e quatro anos, visto que Borré não é apenas, atualmente, o segundo melhor marcador do campeonato argentino (sete golos em onze jogos), como também foi uma das peças-chave da campanha vitoriosa do CA River Plate na temporada passada a nível continental, marcando golos importantes nos oitavos, quartos e meias-finais da Copa Libertadores 2018. Já na presente edição, para além de bater o penálti decisivo no desempate frente ao Cruzeiro, contabiliza dois golos na fase a eliminar da prova, ambos alcançados também a partir da marca de grande penalidade. Dotado de um bom sentido de desmarcação, tem no oportunismo, na capacidade técnica e na velocidade armas que podem ser letais quando combinadas com a tal “estrelinha de Libertadores”.
1.

Gabriel Barbosa – Se Bruno Henrique tem sido a principal figura do CR Flamengo, Gabriel Barbosa tem sido a cara da equipa. Desde a chegada de Jorge Jesus ao Rio de Janeiro, Gabigol tem sido uma autêntica mais valia na frente de ataque do Fla. É um jogador carismático com a torcida, ameaçando, inclusivamente, bater inúmeros records no campeonato brasileiro, no que a golos marcados diz respeito. Apesar de temperamental, tem a raça e a vontade de vencer que se exige no rubro-negro carioca. Caso não caia em provocações da turma argentina, tem tudo para ser uma autêntica seta apontada à baliza de Franco Armani.
Foto de Capa: CA Flamengo
Artigo revisto por Inês Vieira Brandão












