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CR Flamengo 2-0 SC Internacional: “Mengão” traduz superioridade em golos e tem um pé nas meias

Filipe Carvalho · 4 min

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Em jogo da primeira mão dos quartos de final da Taça Libertadores, o Flamengo recebeu o Internacional de Porto Alegre no Maracanã. O “Fla” demonstrou a diferença de qualidade entre as duas equipas e venceu por duas bolas a zero.

A partida começou com o Internacional por cima, mas a espaços, a equipa de Jorge Jesus ia pressionando, e foi Éverton Ribeiro a deixar o primeiro aviso. Rodrigo Caio, pouco depois (11’), viu o seu cabeceamento ir à figura do “goleiro”.

É impressionante a quantidade de jogadores de qualidade com que o Flamengo conta nas suas fileiras. Partindo de trás, destacam-se os laterais de luxo (Filipe Luís e Rafinha), experientíssimos e titulados na Europa. A eles, aliam-se Pablo Marí e Caio, com uma capacidade na construção que os diferencia. No centro do terreno, Cuéllar e Arão já perceberam o que quer o “mister”, tal como os criativos, De Arrascaeta e Éverton Ribeiro. Na frente, Gabigol e Bruno Henrique combinam como se jogassem juntos há anos. Uma equipa bem identificada com o ADN de Jorge Jesus.
Fonte: SC Internacional

Do lado do Internacional, destaque para o seu ataque experiente (mas lento). Guerrero, D’Alessandro e Sóbis são as joias da coroa deste Inter, que contam com um meio campo de autênticos “carregadores de piano”: Lindoso, Edenílson e Patrick. Uma formação de “tração a trás”, que veio para aguentar o maior tempo possível sem sofrer golos. Na defesa, não ressalta nenhum nome impressionante, mas Vieira, Moledo, Cuesta e Uendel deram solidez. Durante 75 minutos…

Aos 19’, Bruno Henrique rematou do “meio da rua” e obrigou Marcelo Lomba a aplicar-se. A formação de Porto Alegre, bem tentava construir desde trás, mas o “Fla” começou a subir linhas e a pressionar como mandam as regras. O único remate do Internacional digno de registo, surgiu apenas aos 40’, por intermédio de D’Alessandro. Ainda em cima do apito para o intervalo, Gabigol só não marcou porque o remate foi desviado em Moledo e Lomba ainda lhe tocou com a ponta da luva. Uma primeira parte bem interessante.

O segundo tempo veio com muitos confrontos físicos e demasiadas paragens, algumas das vezes, visivelmente com a intenção de quebrar o ritmo do jogo, já que o nulo “fora” seria um resultado positivo para o Inter.

O jogo tornava-se complicado para o Flamengo. Ou foi o Internacional que melhorou, ou o “Fla” tirou o pé do acelerador. A equipa do “Colorado” defendia com quase todos os jogadores atrás da linha da bola, o que dificultava a tarefa do “Mengão”, que até aos 70’ não conseguiu visar a baliza adversária.

Fonte: SC Internacional

E quando a paciência dos adeptos se começava a esgotar, eis que surge um golo como que caído do céu (75’). O jogo partiu, Éverton Ribeiro lançou o ataque, Gerson beneficiou de um ressalto na defesa do Inter e serviu Bruno Henrique, que só teve de encostar para fazer balançar as redes. Um golo aos “repelões”.

Os adeptos ainda festejavam o primeiro golo, mas Bruno Henrique queria mais. Gabigol, à entrada da área, assistiu o companheiro, que “apenas” teve de se virar para atirar a contar. Dois a zero para o Flamengo (79’). Tanto que insistiram no flanco direito durante o primeiro tempo, que no segundo, os golos foram construídos pelo esquerdo – em momentos de transição.

O mais inconformado do lado do Internacional foi Nico López, que, primeiro rematou à figura de Diego Alves, e logo depois “furou” a defensiva contrária para atirar a rasar o poste. A sorte também esteve do lado do “Fla”.

Os olheiros dos clubes europeus (nomeadamente, portugueses) deviam pôr os olhos nesta equipa do Flamengo. De Arrascaeta, Cuéllar, Caio, Arão, Bruno Henrique e até o próprio Gabriel Barbosa (que não parece, mas ainda é um jovem), dariam bastante jeito a qualquer emblema nacional.

Jorge Jesus e a direção do clube terão certamente ambição de vencer esta importante competição, e a jogar desta forma o sucesso fica mais perto. Eliminado da Copa do Brasil, terá o “Mengão” capacidade para fazer já uma candidatura ao Brasileirão e à Libertadores?

A segunda mão desta eliminatória realizar-se-á no dia 29 de agosto.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

CR Flamengo: Diego Alves, Rafinha, Rodrigo Caio, Pablo Marí, Filipe Luís, Cuéllar, Arão, De Arrascaeta (Gerson, 46’), Éverton Ribeiro (Berrio, 90’), Bruno Henrique (Da Motta, 90+5’) e Gabriel Barbosa.

SC Internacional: Marcelo Lomba, Vieira, Moledo, Cuesta, Uendel, Rodrigo Lindoso, Patrick, Edenílson (Parede, 87’), D’Alessandro (Nico López, 68’), Rafael Sóbis (Wellinton Silva, 61’) e Paolo Guerrero.

A FIGURA

Fonte: CR Flamengo

Bruno Henrique – Atenção a este jogador. Já não é propriamente um jovem (28 anos), mas joga como um. Rápido, imprevisível e corajoso. Ainda está a tempo de voltar à Europa, mais maduro e com muito futebol nos pés. “Bisou”, mas não foi apenas por isso que é considerado o homem do jogo. Correu, trabalhou e não falhou no momento certo. Foi a “cereja no topo do bolo” nesta vitória importante do Flamengo.

O FORA DE JOGO

Fonte: SC Internacional

SC Internacional – Bom jogo defensivo. Linhas bastante juntas e agressivas, mas não foram suficientes para levarem do Rio de Janeiro aquilo que pretendiam: o empate. Desde cedo “deram a bola” ao adversário e sempre que podiam, praticaram o chamado “antijogo”. No último quarto de hora da partida, o físico quebrou. Duas falhas na defesa, resultaram nos dois golos do “Fla”. Terão muito que trabalhar para dar a volta à eliminatória na segunda mão.

Foto de Capa: CR Flamengo 

artigo revisto por: Ana Ferreira

Filipe Carvalho

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