CR Flamengo 2-1 CA River Plate: A América do Sul a seus pés

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O Flamengo voltou a vencer a Taça Libertadores, 38 anos após a conquista da primeira, e desta vez com “toque” português. Jorge Jesus foi o grande timoneiro desta equipa, e bem notória foi a influência do técnico português no seu estilo de jogo.

O jogo começou bem ao estilo do futebol sul-americano: eletrizante. No entanto, a primeira oportunidade só surgiu aos 15 minutos, para o River, e Rafael Borré fez questão de a fazer contar. O ala direito “Nacho” Fernandez, já dentro da área flamenguista, enviou a bola rasteira para a marca de penalti, onde apareceu o atacante colombiano a finalizar. Nota para a falha de Willian Arão e Gerson, que se atrapalharam mutuamente e deixaram que a bola chegasse a Borré.

A alta pressão dos argentinos sobre a linha média da equipa brasileira impedia Arrascaeta e Everton Ribeiro de pegarem no jogo como é habitual, o que prejudicava bastante as tentativas do Flamengo em sair para o ataque. Só a partir da meia hora é que a equipa de Jorge Jesus se começou a soltar e a progredir no terreno, ainda que sem criar grande perigo para a defensiva do River.

Aos 36 minutos, novo calafrio para Diego Alves, desta feita após um remate de meia distância de Exequiel Palacios. O River ia-se impondo ao Flamengo, estando os jogadores da equipa brasileira apáticos e sem ideias ofensivas, bem como a demonstrar uma insegurança defensiva ainda não vista desde que Jorge Jesus assumiu o comando da equipa.

O intervalo chegou e a vantagem do atual campeão da Libertadores era justa, estando reservada uma difícil tarefa para os pupilos do técnico português, na segunda parte, e que só seria possível concretizar se a atitude da equipa mudasse.

A primeira parte ficou marcada por imensos duelos físicos
Fonte: CONMEBOL

No início da segunda parte, o Flamengo entrou com outro espírito, parecendo mais solto ofensivamente e mais comprometido no momento defensivo. Aos 57 minutos, Bruno Henrique entrou na área pela esquerda e jogou para o centro, onde Gabriel Barbosa e Everton Ribeiro fizeram “tiro ao alvo” com os centrais e o guarda-redes do River Plate.

A pressão flamenguista ia aumentando, mas, ainda assim, não se registavam oportunidades de golo. Aos 76’, Arrascaeta tentou um golo acrobático, mas sem sucesso. Logo de seguida, “Gabigol” foi lançado pelo corredor esquerdo, mas na hora da decisão decidiu mal e entregou a bola a Pinola, central dos argentinos.

A partir do minuto 85, se havia doentes cardíacos a ver o jogo, o melhor mesmo era não terem assistido a estes minutos finais. Aos 89’, Gabriel Barbosa apareceu ao segundo poste e correspondeu ao toque de Everton Ribeiro, empatando o jogo. Quando tudo se preparava para o prolongamento, eis que “Gabigol” aproveitou a primeira falha dos centrais do River e, aos 90+2 minutos, deu a vitória a Jorge Jesus. O Municipal de Lima explodiu de alegria, mas enquanto todos festejavam, Jesus, bem ao seu estilo, continuava a dar instruções para dentro do campo.

Pouco depois, soou o apito final que coroou o “Mengão” como campeão das Américas, mas ainda houve tempo para duas expulsões: as de Gabriel Barbosa e de Palacios. O Flamengo venceu e há mais uma equipa técnica a elevar bem alto o nome de Portugal. Parabéns a Jorge Jesus e a toda a sua equipa técnica! 

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Flamengo: Diego Alves; Rafinha; Rodrigo Caio; Pablo Marí; Filipe Luís; Willian Arão (Vitinho, 86’); Gerson (Diego, 66’); Everton Ribeito; De Arrascaeta; Bruno Henrique; Gabriel Barbosa.

River Plate: Armani; Montiel; Lucas Martínez; Pinola; Milton Casco (Paulo Díaz, 77’); Exequiel Palacios; Enzo Pérez; Ignacio Fernandez (Julian, Alvarez, 69’); De La Cruz; Rafael Borré (Lucas Pratto, 75’); Matias Suárez.

Alexandre Candeias
Alexandre Candeiashttp://www.bolanarede.pt
Apaixonado por futebol desde sempre, tem o hábito de escrever sobre o desporto rei desde os tempos da escola primária, onde o tema das composições de Português nunca fugia da bola.

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