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10 WWE Superstars que marcaram a minha geração

Gonçalo Dias Martins · 8 min

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Cabeçalho modalidadesA WWE teve um papel emblemático na minha infância. Um vício que perdurou ao longo do tempo. Atualmente com 22 anos, continuo a acompanhar a realidade do wrestling profissional por um interesse muito suportado pela nostalgia de outros tempos em que acompanhar a WWE não era apenas um passatempo. Para muitos “miúdos” dos anos 90, como eu, ver WWE era quase a imposição de um estatuto no “recreio”.

Inúmeros foram os intervalos de aulas que passámos a partilhar uns com os outros as peripécias semanais que os wrestlers nos proporcionavam, muitos de nós deslumbrados pela ingenuidade de que o conteúdo da WWE não era combinado ou planeado.O wrestling era “falso”, mas a paixão não. Por vezes às escondidas dos pais, devido à violência e conteúdo explícito dos programas, ficávamos colados à televisão na expectativa de ver os nossos wrestlers favoritos, os heróis da nossa geração, que nos entusiasmavam com as suas habilidades no ringue e as suas rivalidades intensas.

Apresento os 10 principais wrestlers, que entre muitos outros, marcaram a minha geração.

10. 

Fonte: WWE
Fonte: WWE

 Jeff Hardy – As pinturas faciais. O cabelo multicolor. As mangas rasgadas. Jeff Hardy era sinónimo de rebeldia. Essa mesma rebeldia era talvez o principal motivo pelo qual miúdos como eu se identificavam com o “Charismatic Enigma”. Jeff Hardy era, no fundo, tudo o que queríamos ser. Alguém que se opunha às regras, que se revoltava contra a autoridade e seguia o seu próprio rumo seguindo apenas o seu instinto.

Jeff Hardy era também um símbolo do “extremo”. Muitas vezes acompanhado do seu irmão, Matt Hardy, Jeff proporcionava aos fãs momentos em que arriscava a sua própria vida, com quedas de estruturas e escadotes elevados. Os nossos olhos nunca vão esquecer quando utilizou o seu finisher “Swanton Bomb” a quase 10 metros de altura, quando lutava pelo Título da WWE.

9.

Fonte: WWE
Fonte: WWE

 Rey Mysterio – Com apenas 1,68 metros, Rey Mysterio era a representação de que o tamanho dos homens nem sempre é equivalente à sua grandeza. Numa altura em que os ringues eram dominados por gigantes, o high flyer provou “estar à altura” dos seus adversários e destacar-se dos demais através das suas acrobacias. Cada “6-1-9” de Rey Mysterio era um motivo para acreditar que éramos mais para além das nossas fragilidades. Quando venceu o Royal Rumble em 2006 após estar mais de uma hora no ringue, e acabou por conquistar o World Heavyweight Championship na Wrestlemania seguinte, Rey Mysterio deu aos fãs um exemplo de superação e sacrifício.

Para além de tudo isso, muitos de nós esperavam receber a mítica máscara de Rey Mysterio como presente de Natal ou aniversário.

8. 

 

Fonte: WWE
Fonte: WWE

Batista – Força física e poder. Batista caracterizava-se por isso mesmo. Pela demonstração clara do poder do seu corpo e na força que colocava em cada ataque. “The Animal” dominava os adversários no ringue com uma explosão de energia, ou não se chamasse o seu finisher “Batista Bomb”.

Tornou-se num dos favoritos do público quando de forma icónica voltou as costas ao seu mentor, Triple H, capturando ao próprio o Título Mundial de Pesos Pesados, numa altura em que se espectava que Batista escolheria lutar pelo Título da WWE na Wrestlemania, após ter ganho esse privilégio como vencedor do Royal Rumble em 2005.

Batista foi, sem dúvida, uma das figuras da Ruthless Agression Era, tanto no Raw, como no Smackdown.

7.

 

Fonte: WWE
Fonte: WWE

Eddie Guerrero – Era a imprevisibilidade no ringue. O seu lema “I lie, I cheat, I steal” (Eu minto, eu engano, eu roubo) era aplicado nos seus combates de forma, não só muito original, como muito eficaz. Tudo valia para Eddie, desde que o resultado final fosse a vitória. Assim, conquista após conquista, com ou sem truques, o “Latino Heat” alcançou o topo do wrestling profissional e também o carinho do público.

Não podemos nunca esquecer o momento que foi para muitos jovens da minha geração um dos maiores traumas da nossa infância. O falecimento precoce de Eddie foi para muitas crianças a primeira vez que foram confrontadas com a morte. Muitas foram as lágrimas dos fãs na despedida do lutador, num momento que marcaria emocionalmente uma geração.

O Hall of Famer deixaria muitas saudades.

6.  

Fonte: WWE FR
Fonte: WWE FR

John Cena – Apareceu como um marginal. Cantava rap e não tinha limites dentro e fora do ringue. Habilidoso tecnicamente, uma força física incrível quando levantava adversários com o dobro do seu peso, e sobretudo carismático quando tomava conta do microfone.

Fazia frente às principais heels da empresa e à autoridade. Facilmente se tornou no preferido do Universo WWE, e a empresa agradeceu, tornando-o a sua principal figura mediática. T-shirts, bandanas, bonés, brinquedos, CD’s, títulos personalizados… todas as crianças queriam pertencer à “Cenation” e ser um pouco de John Cena. Tanto que a empresa mudou a personagem. Aplicou-lhe ideais que as crianças deveriam seguir, educou-a. John Cena foi talvez o maior alvo da mudança de público alvo que a companhia sofreu. Quem sabe um dos seus responsáveis tal foi o seu mediatismo.

No meu tempo de criança, para além das grandes rivalidades das quais foi protagonista, deixou-nos um insulto que usávamos vigorosamente entre amigos: “You can’t see me”, enquanto passávamos a mão aberta à frente da face e nos sentíamos inabaláveis.

 5. 

Fonte: WWE
Fonte: WWE

Randy Orton – Um prodígio. Foi assim que surgiu aos nossos olhos Randy Orton. Filho da lenda da WWE Bob Orton, o “Legend Killer” era apontado como uma das principais promessas do wrestling profissional. E não desiludiu. A postura, o rigor no ringue, a vaidade… todos os fatores ditavam que tanto quem gostasse como quem não gostasse de Randy Orton teria de o admirar.

Randy Orton, de acordo com a sua atual alcunha, “The Viper”, atacava os seus oponentes de uma forma “venenosa” e letal. Os seus combates prendiam-nos ao ecrã devido à sua imprevisibilidade. A qualquer altura, estando por cima ou por baixo na luta, Randy utilizava um dos mais entusiasmantes finishers do sports entertainment, o “RKO”, e terminava o combate. Foi assim que se tornou o campeão mundial mais jovem da história, recorde ainda por quebrar.

Para além do mais, o seu tema de entrada, “Burn In My Light”, era a música que todos queríamos ter nos nossos MP3 e Nokias 5300.

4.  

Fonte: WWE
Fonte: WWE

Edge – Irreverência. A palavra-chave para descrever Edge. Foi, provavelmente, a heel character por quem o público da minha geração mais torcia. O visual de rockstar, a sua personalidade controversa, os monólogos provocatórios e irónicos. Edge exercia o papel de vilão na perfeição. Mas um vilão difícil de não apoiar.

A “Rated R Superstar” surpreendia-nos com o seu oportunismo. Tanto nos combates como nas decisões que tomava pela sua ambição por conquistas. Por duas vezes, Edge converteu o contrato Money In The Bank em títulos, enfrentando os respetivos rivais em momentos de máxima fragilidade, como o contrato permitia. O seu regresso após lesão no Royal Rumble em 2010, provocou muita euforia quando se ouviu a frase “You think you know me”, a introdução do seu tema de entrada, “Metalingus”, música da banda famosa Alter Bridge, que não deixava nenhum fã indiferente. Edge é também responsável por muitos momentos que tínhamos de assistir de porta fechada, por episódios que tinha com a sua parceira, Lita.

A sua reforma prematura por lesão crónica deixou a WWE mais pobre, mas Edge ficará para sempre como um dos ícones da sua geração de wrestlers.

3.

Fonte: WWE
Fonte: WWE

Triple H – É difícil imaginar uma superstar a quem um título à cintura fique melhor do que ao “King Of Kings”. Triple H é dos wrestlers mais impactantes da história da WWE. A sua presença petrificava o público. As suas entradas no ringue impunham respeito, tanto aos seus adversários, como aos fãs que assistiam atentamente.

Triple H sempre esteve no topo. Partilhou o ringue com os melhores e tornou-se um dos melhores. O seu reportório de títulos fala por si, mas acima de tudo a marca que deixava em cada rivalidade, em cada papel que desempenhava, os jogos mentais que explorava de forma tão inteligente que lhe deram a alcunha de “Cerebral Assassin”, proporcionaram que Hunter se tornasse uma lenda viva.

Uma lenda que nos deixou, para além dos momentos intensos de combates clássicos, como quando se tornou Undisputed Champion, diversos momentos que nos fizeram rir, como metade da tag team mais popular da WWE, os D-Generation X.

 2.

Fonte: Bleacher Report
Fonte: Bleacher Report

 

Shawn Michaels – “The Show Stopper”. “The Icon”. “The Headliner”. “The Main Event”. “Mr. Wrestlemania”. “The Heartbreak Kid”, Shawn Michaels. Muitas são as alcunhas que derivaram da fantástica carreira de Shawn Michaels, uma das maiores figuras do wrestling profissional, considerado por muitos como o melhor wrestler de todos os tempos.

Shawn era o wrestler que todos queriam ver. Era o motivo pelo qual famílias inteiras pagavam bilhetes para ver o espetáculo que proporcionava. A razão que prendia milhares de crianças, como eu, à televisão. Exímio no ringue. Perfeito no microfone. Era o pináculo da arte de ser lutador.

Como face ou heel, HBK era sempre o centro de qualquer rivalidade, mesmo quando disputava a atenção com lendas como Steve Austin, Bret Heart ou o seu amigo e rival, Triple H. Ou até mesmo quando reformou o seu ídolo, Ric Flair. O “Sexy Boy” ficará sempre na memória de quem o viu lutar. Era a outra metade dos D-Generation X, responsáveis pelos melhores momentos do humor da história da WWE.

Incontáveis são as lágrimas que resultaram da sua despedida dos ringues, incluindo as minhas.

 1 .

Fonte: WWE
Fonte: WWE

The Undertaker – Palpitações cardíacas e arrepios. Era o que sentia no imediato quem ouvia o som de um gongo que anunciava a presença de Undertaker. O apagar das luzes que deixava qualquer arena suspensa no tempo e no espaço. O “Deadman” era a figura mais imponente dos ringues da WWE. Uma personagem que congelava tudo e todos com a sua entrada lendária acompanhada por um tema composto de forma genial para tornar cada aparição do lutador um momento único.

Dentro do ringue era igualmente perverso. Castigava os seus adversários como se cada combate fosse a sua forma de trazer redenção às vítimas dos seus golpes. Tudo relacionava The Undertaker à morte. O seu slogan “Rest In Piece” (Descanse em paz). O seu finisher “Tombstone Piledriver”. Era o símbolo do medo da WWE. Atingiu um registo impressionante de 22 vitórias consecutivas no maior palco do wrestling, a Wrestlemania, e os títulos principais que colecionou concederam-lhe o maior respeito dentro da indústria.

Foi, talvez, o wrestler que mais marcou a minha geração. Nem que fosse pelos pesadelos que as suas peripécias macabras proporcionaram, ou pelo hábito que os “miúdos” tinham de fazer o seu caraterístico revirar de olhos para se tornarem eles próprios assustadores.

Histórico.

Gonçalo Dias Martins

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