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SL Benfica apresenta-se aos sócios com um triunfo em dérbi lisboeta

Fábio Dias Costa · 3 min

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No passado sábado, dia 10, o SL Benfica recebeu o Belenenses naquele que foi o primeiro “tira-teimas” da época e a apresentação aos sócios “encarnados”. Diante a sua massa adepta e com mais de dois mil espectadores no Pavilhão nº2 da Luz, a turma do professor Carlos Resende levou de vencida a equipa visitante por (33:31), sendo que ao intervalo já vencia por quatro golos de diferença (18:14).

Desde cedo se assistiu a um enorme equilíbrio no placard com “golo lá golo cá”. E foi preciso esperar pelos últimos cinco minutos da primeira metade para o Benfica “descolar” no marcador e ir para intervalo com uma vantagem satisfatória.

Vantagem essa que não viria a durar muito tempo, isto porque, à passagem do minuto 14 da segunda parte, os homens do restelo, igualaram o marcador, por intermédio de Tiago Ferro – um dos seis atletas que integrava a formação encarnada na época transata e que agora representa as cores da equipa de Belém. São estes: Gonçalo Nogueira (emprestado), Pedro Loureiro (emprestado), Diogo Valério (emprestado), André Alves e Pedro Santana.

Atente-se que após o golo do ex-ponta esquerda benfiquista, os azuis e brancos assumiram o comando do encontro até aos últimos seis minutos da partida, altura em que Belone Moreira, lateral-direito encarnado empatou o encontro a 29 golos, concluindo uma jogada área de belíssimo efeito.

Daí até final, ainda que com alguma dificuldade e sorte à mistura, as águias conseguiram passar para a frente e ampliar a vantagem para dois golos, saindo assim vitoriosos do primeiro “teste de fogo” em casa.

Belone Moreira em penetração aos seis metros
Fonte: SL Benfica

Registe-se, que as equipas apresentaram muitas semelhanças, quer no capítulo ofensivo quer no capítulo defensivo.

A nível ofensivo exploraram repetidamente as entradas a segundo pivô. Sendo que no ataque benfiquista esses lances culminaram múltiplas vezes em remates do exterior, isto porque, a presença de um segundo pivô obrigava o 6:0 azul e branco a ser mais ponderado na saída ao portador da bola.

Por sua vez, os visitantes iam recorrendo a essas entradas para melhor combinarem com Bruno Moreira, pivô muito reconhecido no andebol nacional, e uma das principais armas da equipa visitante.

Já a nível defensivo, as formações alternavam de sistema, ora utilizavam o 6:0, ora colocavam em prática o 5:1, valendo-se de jogadores muito móveis na posição de defesa avançado, como é o caso de Pedro Seabra e Belone Moreira no lado encarnado, e de Pedro Solha no lado do Belenenses.

Regressado Francisco Pereira (Kiko), que esteve emprestado o ano passado ao Madeira SAD
Fonte: SL Benfica

Como balanço, fica uma imagem muito positiva dos dois conjuntos.

Por um lado, as “águias” justificaram da melhor forma tanto o regresso de Francisco Pereira (cedido ao Madeira Sad) como a contratação do internacional Sérvio, Petar Djordjic, que foi o melhor marcador da partida ao somar sete golos na conta pessoal.

Note-se, que para além deste internacional o Benfica contratou ainda outros três atletas de altíssimo nível, como é o caso do dinamarquês Toft Hansen (pivô), do espanhol Carlos Medina (lateral) e do angolano Romé Hebo (central), aumentando ainda mais a sua competitividade interna, com vista à consagração do principal título do andebol nacional.

Já a formação de Belém, com um orçamento substancialmente inferior, mostrou que tem o que precisa para atacar o 4º lugar da prova. O entrosamento entre os atletas mais experientes, como Bruno Moreira, Nelson Pina e Pedro Solha, com atletas mais jovens irá ser, de certo, uma arma muito válida para almejarem os demais objetivos propostos.

De ressalvar ainda, que é já este mês que inicia o campeonato nacional de andebol, sendo que ambas as equipas se deslocam até o norte do país, dia 31. No caso do Benfica para defrontar o ISMAI e no caso do Belenenses para defrontar o ABC.

Fábio Dias Costa

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