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O FC Porto foi derrotado pelos alemães do Fuchse Berlin (36-33), em jogo a contar para a quarta jornada da Champions League de Andebol.
O FC Porto foi derrotado pelos germânicos do Fuchse Berlin (36-33) na quarta jornada da Champions League de Andebol. As equipas recolheram aos balneários com os alemães do Fuchse Berlin a ganharem por um golo de diferença (19-18).
Uma primeira parte marcada na qual o FC Porto esteve sempre em desvantagem no marcador, mas que fruto de um gigante Diogo Rêma (uma vez mais) e de um espírito de equipa e uma maior intensidade defensiva, conseguiu chegar ao intervalo com apenas um golo de diferença.
Uma etapa secundária em que os dragões entraram muito forte, colocando em vantagem na partida, mas rapidamente os alemães do Fuchse Berlin conseguiram voltar à liderança.
Os portistas nunca deitaram a toalha ao chão, estiveram várias vezes com apenas um golo de desvantagem, mas nos minutos finais, alguma precipitação do seu ataque, e uma maior clarividência dos alemães, não permitiram que o FC Porto pudesse voltar à discussão do resultado, que lutou arduamente até ao fim do encontro.
Com este resultado, o FC Porto mantém-se no terceiro lugar do grupo A com dois pontos e fica precocemente eliminado da competição, e o Fuchse Berlin cimenta a sua segunda posição com seis pontos, garantindo assim o seu apuramento para a próxima fase da Champions League.
Eis os destaques:
Tim Freihofer – O ponta-esquerdo alemão foi o melhor jogador da etapa inicial deste emocionante encontro. Oito golos, que poderiam ter sido mais de uma dezena, não fosse ter encontrado um inspiradíssimo Diogo Rêma na baliza portista. Jogador muito veloz e com várias soluções de remate, foi extremamente eficaz, e acabou a partida como o melhor marcador do encontro, com 15 golos.
Diogo Rêma – O que dizer do guarda-redes internacional português? Voltou a estar em grande destaque numa primeira parte em que fez oito defesas, e em que negou por diversas vezes que o Fuchse Berlin conseguisse disparar no marcador. A sua agilidade e flexibilidade são um porto seguro para os dragões, e mais uma vez voltou a estar em excelente nível num grande palco. Mais de uma dezena de defesas, e uma enorme exibição do guardião portista.
Mathias Gidsel – Quando o seu nome foi anunciado, a ovação foi diferente da dos demais, e percebe-se o motivo pelo qual isso aconteceu. O melhor jogador do mundo da actualidade vinha de assinar uma exibição mágica no encontro disputado na Alemanha, anotando 17 golos em 19 (!) remates, uma estatística só ao alcance dos predestinados. Alertado para esse facto, o quadro azul e branco não lhe concedeu muito espaço para que pudesse colocar em prática todo o potente arsenal ofensivo. Uma primeira parte mais discreta do ponto de vista atacante (apenas três golos), mas preponderante na organização defensiva e a assistir os seus colegas de equipa. Sabe sempre o que fazer em cada momento e em cada jogada. Na segunda parte, foi letal em transição ofensiva e a sua grande inteligência a revelarem-se chave nos momentos mais importantes da partida.
Ricardo Brandão – Inexcedível do ponto de vista defensivo, onde travou uma árdua batalha com a sempre intensa e agressiva defesa dos alemães, o pivô nacional foi um dos jogadores mais determinantes no ataque dos dragões. A sua capacidade de desmarcação e de leitura dos espaços, foram muitas vezes a solução ofensiva dos dragões para se manter na discussão do resultado.
Matthes Langhoff – O lateral-esquerdo germânico foi um dos melhores da sua equipa na primeira parte, com cinco golos apontados, e sendo um dos jogadores mais importantes do ponto de vista defensivo, fazendo uso da sua envergadura e intensidade. Uma segunda parte mais discreta, mas igualmente eficaz no plano defensivo.













