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SL Benfica 29-26 MT Melsungen: À lei da bomba!

Leonardo Costa Bordonhos · 3 min

Tarefa difícil para o SL Benfica que recebia nesta segunda jornada da EHF Cup o MT Melsungen da Alemanha, atual sétimo classificado do campeonato alemão
Foto: FAP

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A CRÓNICA: Benfica domina mas sofreu para conseguir segunda vitória na EHF Cup

Tarefa difícil para o SL Benfica que recebia nesta segunda jornada da EHF Cup o MT Melsungen da Alemanha, atual sétimo classificado do campeonato alemão com um conjunto recheado de internacionais, apesar de algo desfalcado por lesões.

O encontro começou equilibrado como era de esperar, mas com o passar do tempo os encarnados começaram a ganhar alguma separação. Apoiados na sua característica defesa 5×1, que funcionara na perfeição uma semana antes frente ao Bjerringbro-Silkeborg, o Melsungen dava por si a ter bastante dificuldade na circulação de bola, o que obrigava a sua primeira linha a apostar no jogo individual.

Na baliza Gustavo Capdeville ia brilhando com um conjunto de boas intervenções, e ofensivamente o lateral esquerdo Petar Djordic ia-se destacando. De 4-3 aos oito minutos de jogo, o Benfica conseguiu saltar para 8-4 e aos 27 minutos essa vantagem já era de sete golos (16-9). A equipa alemã tentava responder passando para um sistema defensivo de 5-1, mas a velocidade de Pedro Seabra Marques e Belone Moreira permitia-lhes encontrar espaços e penetrar aos seis metros com relativa facilidade.

Assim, e surpreendentemente, as águias iam para o intervalo na frente por 16-11.

No segundo tempo o registo manteve-se. Apesar da boa entrada do Melsungen, que reduziu a desvantagem para três golos graças a uma defesa mais vertical e intensa, o Benfica conseguiu recuperar.  Com Pedro Seabra Marques a condicionar a posse alemã, a primeira linha germânica era obrigada a jogar mais longe dos nove metros o que dificultava as entradas aos seis metros, bem como o remate exterior.

Com o aproximar do final a concentração encarnada começou a vacilar o que permitiu ao Melsungen voltar à disputa do resultado. No entanto, um par de defesas de Capdeville e a reentrada de Pedro Seabra Marques devolveram alguma tranquilidade à equipa da casa que mesmo assim teve que lutar até ao final pela vitória.

O Benfica venceu assim por 29-26 e manteve o primeiro lugar do Grupo A, sendo que na próxima jornada irá jogar novamente em casa, dia 22 de Fevereiro, frente ao KPR Gwardia Opole.

A FIGURA

Fonte: FAP

Petar Djordic – A figura do jogo foi Petar Djordic mas podia muito bem ter sido Gustavo Capdeville ou até Pedro Seabra Marques, dado o impacto que tiveram no jogo encarnado. No entanto, Djordic é uma máquina de fazer golos, e 18 marcados em dois jogos é prova disso. O lateral esquerdo apresenta uma variedade de recursos técnicos e é a principal arma de Carlos Resende.

FORA DE JOGO

Fonte: MT Melsungen

Julius Kühn – O lateral alemão teve um jogo discreto (três golos) e pedia-se mais. Contra o tipo de defesa que o Benfica implementou, raras foram as vezes que Kühn conseguiu ultrapassar Pedro Seabra Marques ou fazer uso do seu potente remate.

ANÁLISE TÁTICA DO SL BENFICA

Tal como na Dinamarca, o Benfica foi fiel aos seus princípios e deu resultado. A defesa 5×1 implementada por Carlos Resende deu resultado, ao afastar a forte primeira linha alemã da zona de decisão, e Gustavo Capdeville tem crescido a olhos vistos. Já no plano ofensivo Petar Djordic é um bombardeiro com um poder de remate impressionante e é verdadeiramente imparável quando fica “quente”. Ao adicionar atletas rápidos e com boa capacidade de penetração como Belone ou Seabra Marques, o Benfica apresenta várias soluções de qualidade.

SETE INICIAL + PONTUAÇÕES

Gustavo Capdeville (9)

Carlos Martins (7)

Belone Moreira (7)

Pedro Seabra Marques (9)

Henrik Toft Hansen (7)

Francisco Pereira (7)

João Pais (7)

Petar Djordic (9)

Paulo Moreno (7)

Ricardo Pesqueira (7)

Kévynn Nyokas (8)

Davide Carvalho (6)

Fábio Vidrago (6)

Carlos Molina (6)

Miguel Espinha (6)

 

ANÁLISE TÁTICA DO MT MELSUNGEN

O Melsungen entrava para esta partida com uma clara vantagem física, mas nunca foi capaz de a fazer sentir. Com a defesa 5×1 imposta pelo Benfica jogadores como Julius Kühn e Kai Häfner estavam muito longe da zona de decisão o que dificultou não só o remate exterior como também as entradas aos seis metros e o jogo com o pivot.

 

SETE INICIAL + PONTUAÇÕES

Nebojsa Simic (6)

Marino Maric (6)

Julius Kühn (5)

Tobias Reichmann (7)

Yves Kunkel (6)

Lasse Mikkelsen (7)

Kai Häfner (7)

Johan Sjöstrand (7)

Dimitri Ignatow (6)

Roman Sidorowicz (6)

Stefan Salger (6)

Domagoj Pavlovic (6)

Foto de Capa: FAP

 

Leonardo Costa Bordonhos

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